Carta para os Colaboradores do Correio da Cidadania

0
0
0
s2sdefault

Como nasceu o Correio da Cidadania

 

Em 2015, o Correio da Cidadania completou 19 anos de existência e agora se vê diante de novo momento. A morte de seu fundador há cerca de um ano, a conturbada conjuntura econômica e política por que passa o país e, ainda, a necessidade de atualização tecnológica são alguns dos deflagradores desse novo momento.

 

O Correio nasceu da inspiração, intuição e ousadia política de seu fundador, Plínio de Arruda Sampaio.

 

Em 1990, preocupado em qualificar o debate sobre a conjuntura, Plínio começou a escrever um boletim semanal – Agendas e Contextos – com o objetivo de explicitar a política neoliberal e interpretar a realidade a partir dos interesses dos trabalhadores. O sucesso do boletim levou-o a fundar o Correio da Cidadania como um espaço de debate que contribuísse para a redefinição da teoria e da prática das forças comprometidas com a construção do socialismo. Durante sua existência, o Correio funcionou como ponto de encontro das diferentes organizações e tradições comprometidas com esse objetivo, sendo um espaço democrático de debate das diferentes tradições da esquerda.

 

Do boletim, o Correio teve sua primeira evolução tecnológica ao passar a ser distribuído por BBS (Bulletin Board Service). Em seguida, o Correio passou a ser impresso em formato tabloide e era distribuído pelos Correios. Foram 10 anos de edição impressa semanal, sem nenhuma interrupção. Com a popularização da Internet, o Correio fez mais um avanço tecnológico e passou a ser publicado concomitantemente em papel e no site www.correiocidadania.com.br. O financiamento destas iniciativas veio principalmente de recursos pessoais de Plínio e dos amigos mais próximos, que compreenderam a importância de se ter um veículo como o Correio. Veio também do trabalho não-remunerado de colaboradores e de parte da equipe da redação.

 

Em 2008, em razão das dificuldades financeiras para a edição da versão impressa e, ainda, diante da crescente visibilidade obtida na Internet, o Correio passou a ser publicado somente online, e caminhou progressivamente para sua consolidação como veículo de imprensa alternativo à mídia tradicional.

 

O Correio da Cidadania hoje

Atualmente, o Correio é veiculado apenas na Internet. Seu site é acessado por mais de 120.000 usuários únicos/mês, o que gera 3 milhões de page views (visualizações/páginas/mês). Isto significa que 120.000 diferentes pessoas o acessam a cada mês e lêem 3 milhões de páginas no período. A cada dia 30.000 pessoas recebem sua newsletter. Sua conta no Twitter tem 11.500 seguidores e sua página no Facebook tem 9.300 contatos.

 

O financiamento tem sido garantido com recursos da família do Plínio e de alguns fies colaboradores. A independência de seu financiamento, a clareza de sua orientação editorial e sua política democrática permitiram que o jornal se transformasse em uma importante referência do debate brasileiro.

 

A trajetória e os princípios que norteiam o Correio o fortalecem na atual conjuntura econômica, política e social de forte conturbação, e que é comprobatória de tantas avaliações veiculadas pelo jornal e da necessidade de busca de alternativas ao que se veicula nas avassaladoras ações de mídia do mainstream.

 

Futuro e Transição

Dando continuidade a sua história, o desafio colocado para o Correio é intensificar, por meio de tecnologias da informação e comunicação (TIC), internet e plataformas digitais, a informação e a análise dos fatos políticos, econômicos e sociais que afetam a sociedade brasileira, a partir de uma visão independente que prioriza a defesa dos interesses de todos aqueles que dependem do próprio trabalho para garantir a sua sobrevivência.

 

O Correio precisa, para além de atualizar seu site, integrar novas tecnologias de comunicação, mídias sociais e recursos audiovisuais, de modo a proporcionar maior interação entre jornal e o leitor. Promover a o acesso ao seu conteúdo em dispositivos móveis (smartphones e tablets) ampliará ainda mais sua penetração e a a difusão do debate permanente que promove.

 

A transição no jornal contemplará ainda: a) a constituição de um Conselho Consultivo composto de militantes sociais, quadros partidários e intelectuais representativos de amplo espectro das forças progressistas e socialistas. Sua função será a de traçar a linha editorial geral, a qual deve orientar a linha de atuação da redação - o que se pretende esteja encaminhado e concluído até novembro de 2015; b) e a constituição de um Conselho Editorial encarregado de definir a pauta semanal do Correio de forma a aplicar a linha editorial traçada - o que se pretende também seja encaminhado e concluído até novembro de 2015.

 

No último ano foram feitas reformulações que resultaram na redução do custo de operação em 60%. Mesmo assim, para que o Correio mantenha sua independência e a qualidade que o caracteriza, pedimos sua colaboração mensal. As formas de colaboração e os valores sugeridos podem ser acessados ao final dessa carta. Todos os recursos serão destinados a manter a operação do Correio e promover a sua atualização tecnológica.

 

O sucesso desta campanha de arrecadação de fundos é imprescindível para que o Correio da Cidadania continue sendo o espaço de debate independente, comprometido com as lutas do povo brasileiro.

 

Por isso, recorremos a você, e pedimos a sua colaboração, seja como pessoa física, seja como membro de entidade que se identifique e que valorize o trabalho desenvolvido pelo Correio há tantos anos

 

 

Plínio de Arruda Sampaio Júnior Valéria Nader
Presidente do Conselho Editorial Editora

Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.

Relacionados