Ruy Kureda

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Hoje é um daqueles dias em que pensamos o quanto erramos nesses últimos tempos, se foi um camarada que teve uma capacidade como pouco de ler a realidade, com a capacidade enorme de caminhar sem tergiversar sobre que mundo queria contribuir na construção.

Sabia que os tempos difíceis que passamos em muito se devem aos descaminhos da esquerda, mas apostava como ninguém na nossa (classe trabalhadora) capacidade de passar por esse difícil período da história, como vencedores, porque o nosso projeto, que perseguimos para a imensa maioria, é o mais justo, cheio de solidariedade e muito, mas muito amoroso!

Infelizmente, neste mundo não tem cabido os inveterados sonhadores e perseguidores de tal sonho, já que o pensamento de direita, o pensamento liberal, pós-moderno, tomou conta das ações e pensamento da direita, o que não é de se estranhar, mas também tomou conta de considerável parte da esquerda, que sem autocrítica tem caminhado para o que pode ser mais um abismo para a classe trabalhadora.

Portanto, figuras como o Rui Kureda não cabem nessa lógica estabelecida. O expurgo silencioso (prática corrente em agrupamentos de esquerda) não poderia ser e nem foi solidário (salvo pequeno e fiel grupo de companheiros e companheiras) com os últimos e difíceis anos do nosso valioso camarada.

Espero honestamente que as correções de rumo sejam feitas e vinguemos a memória de luta dos nossos mortos, que é a nossa memória, e fiquemos atentos às nossas práticas e caminhos que queremos seguir.

Rui Kureda presente! Agora e sempre!

Escrito por Givanildo Manoel da Silva, militante do Tribunal Popular – o Estado Brasileiro no Banco dos Réus.

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