Contra calote, trabalhadores protestam na sede do Seta Atacadista

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Atacadista fechou mais de 20 lojas sem pagar funcionários. No Capão Redondo, trabalhadores ocuparam a unidade para exigir pagamento.

Desde a madrugada desta terça-feira, 7, trabalhadores do Seta Atacadista protestam em frente à central da rede de supermercados, em Itaquaquecetuba. Desde o início do mês, os donos do Seta fecharam mais 20 lojas em São Paulo sem avisar os trabalhadores – que estão com salários atrasados e não receberam rescisão.

Contra o calote, funcionários das unidades de Poá, Capão Redondo, Praia Grande, São Miguel, Itaquera, Itaim, Guarulhos, Vila Formosa e Santo André se juntaram através do WhatsApp para organizar o protesto de hoje. O ato não conta com apoio do sindicato da categoria, que inclusive convocou uma atividade simultânea para esvaziar o movimento.

Segundo a diretoria da sede de Itaquaquecetuba, neste momento os donos da rede estão indo ao local para negociar com uma comissão dos funcionários.

Ocupação

Para impedir que o patrão levasse embora as mercadorias sem pagar os salários e a rescisão dos demitidos, funcionários da loja do Capão Redondo, na zona sul da capital, ocuparam a unidade durante duas semanas. A ocupação teve início quando moradores da vizinhança perceberam, na noite de 29/01, a entrada de dezenas de caminhões no supermercado.

Era uma tentativa dos donos do Seta de levarem as mercadorias embora sem pagar o que devem aos trabalhadores. Rapidamente, os vizinhos avisaram os funcionários, que se juntaram no local e impediram o golpe. Desde então, eles estão todos os dias em frente ao portão em vigília.

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