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 A Folha de S. Paulo acaba de completar 90 anos. Aproveitou para confessar seu apoio ao regime militar. Na verdade, comemora a vitória do Projeto Folha, em que trocou seu apoio à ditadura política pela fé na ditadura econômica.

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Numa guerra entre similares, a única arma que resta é mesmo o acirramento passional de tom, em meio a um debate absolutamente inócuo para alavancar a solução dos problemas que realmente importam ao país e à população. Em ambos os lados, elege-se um monstro para ser execrado. Com este esquema, afasta-se o risco de que os eleitores pensem mais profundamente nos temas relevantes e passem, eventualmente, a questionar o status quo. Em meio a relatos rasos e ao denuncismo hipócrita, perdem todos os que almejam um esclarecimento mais efetivo.

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As últimas pesquisas do Datafolha não deixaram muita opção para aqueles veículos que nunca disfarçaram sua opção pelo tucanato. As pesquisas apontam crescimento da vantagem da candidata petista Dilma Rousseff, que pode mesmo chegar a fechar o pleito no primeiro turno. Diante desta avassaladora evidência, a estes veículos não restou muita opção que não emitir um explícito obituário da candidatura Serra. Daí em diante, surgiria no cenário político uma incógnita. Qual seria a postura que iriam adotar os órgãos de mídia?

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A edição de 11 de março da Folha de S. Paulo é talvez o exemplo mais contundente de uma orquestração em absoluto e inequívoco uníssono em torno a um tema. Este tema é Cuba, o que não surpreende, já que a ilha é tradicionalmente tomada pelos grandes veículos de mídia como uma ditadura cruel, sem direito ao menor contraditório. E esse tema é agora coadjuvado pelo presidente Lula, com o pano de fundo do processo eleitoral de 2010, cuja estrela maior até o momento é o operário-presidente - para o infortúnio do diário tão nitidamente inclinado pelas opções políticas e econômicas dos tucanos.
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Mesmo diante das mazelas tão gritantes ao Norte da África e no Oriente Médio, nossa imprensa se mantém tímida em seus juízos de valores, enfatizando as opiniões de analistas de corte conservador, que começaram tentando empulhar a opinião mundial com idéias de transição ‘lenta, gradual e segura’. Porém, após se assegurarem de que os egípcios estão nas ruas pelo tudo ou nada, passaram a rever conceitos, agora instando o ditador Mubarak a puxar o carro um pouco mais rápido para aplacar ânimos.

 

 

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A presunção messiânica e uma lamentável falta de autocrítica impedem os editores de perceber que certas mesquinharias político-eleitorais destroem aos poucos os maiores patrimônios do jornal. Os editoriais são bobinhos, histéricos, esclerosados. Talvez isso explique a necessidade de reformulações periódicas. Como ensinam as cartilhas publicitárias, o consumo inercial e o apelo das mudanças cosméticas inibem o abandono dos produtos de uso cotidiano.

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Mesmo para aqueles já acostumados ao marasmo que tomou conta da cena política, o primeiro debate entre os candidatos à presidência surpreendeu. Os contendores da Rede Bandeirantes conseguiram reforçar a impressão de que se pode avançar mais na degringolada da qualidade dos debates. E diante das óbvias e já tão divulgadas cutucadas do candidato do PSOL no sentido de conduzir a uma divergência mínima em uma discussão em seu âmago absolutamente convergente, ficou claro que a maior postulante a representar uma alternativa política de fato no cenário nacional não cumpre em absoluto este papel.

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Cuba, com todos os seus defeitos e lentidões para promover mudanças e evoluir o regime, oferece uma outra visão de mundo e sugere outra partilha de riquezas. É isso que causa ojeriza nas potências que afundaram Copenhagen, lideradas pelo seu mais inacessível interlocutor (EUA). Só assim para começar a compreender porque num mundo de 6 bilhões de habitantes e 4 bilhões de miseráveis as polêmicas e o cotidiano de apenas 13 milhões de pessoas centralizam tantas atenções e ‘indignações’.

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O que a entrevista dos blogueiros com o presidente e sua simples maneira de transmiti-la mostrou com nitidez ao público é que está cada vez mais fácil promover e prestigiar um jornalismo mais comprometido com interesses populares, conforme reza a função social da profissão, aparentemente também ‘revogada’ nas maiores redações do país. O único perigo a essa mídia que floresce e finalmente faz o contraponto aos grupos tradicionais é depositar demasiadas esperanças democráticas em um governo que na prática não se mostrou disposto a contrariar setores sempre privilegiados.

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Às vésperas das eleições para o Executivo e o Legislativo, em momento de intensa discussão sobre as questões de comunicação e liberdade de expressão, o Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social apresenta para os candidatos e o conjunto da sociedade uma análise do campo e uma série de questões a serem consideradas para que a liberdade de expressão e o direito humano à comunicação sejam garantidos a todos os brasileiros.

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A desfaçatez dos jornalões não encontra limites, sendo, sem meio termo, acompanhada de ostensiva má-fé. A manchete do Estadão conseguiu omitir a participação brasileira na negociação nuclear. Um feito histórico, talvez sem igual em jornal nenhum do mundo. Para expor ao povo a incompetência do presidente e de nossa política externa, vale até deixar de ser brasileiro. Essa aguçada crise, de identidade, pertencimento, origem, de nossa imprensa soma-se agora à já mais que conhecida inexistência de uma mídia comprometida com a função social da profissão. De resto, seus editoriais parecem escritos por Hillary Clinton.

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A discussão acerca das falhas e virtudes do Estado e do Mercado, tema caro aos ideólogos tanto da estatização quanto da privatização, tomou de assalto os jornais de grande circulação nas últimas semanas. Não é muito difícil de imaginar a celeuma que vem sendo armada em torno de uma suposta retomada do papel do Estado na economia, a partir de novos discursos e propostas do governo Lula, em uma espécie de novo ‘round’ do ‘nacional-desenvolvimentismo’. Estamos nós leitores diante de uma realidade em que aos privatistas da era FHC agora se contrapõem e atuam de modo sistemático os petistas e lulistas, imbuídos de uma nova visão sobre o desenvolvimento?