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A edição de 11 de março da Folha de S. Paulo é talvez o exemplo mais contundente de uma orquestração em absoluto e inequívoco uníssono em torno a um tema. Este tema é Cuba, o que não surpreende, já que a ilha é tradicionalmente tomada pelos grandes veículos de mídia como uma ditadura cruel, sem direito ao menor contraditório. E esse tema é agora coadjuvado pelo presidente Lula, com o pano de fundo do processo eleitoral de 2010, cuja estrela maior até o momento é o operário-presidente - para o infortúnio do diário tão nitidamente inclinado pelas opções políticas e econômicas dos tucanos.
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No último dia do ano, os telespectadores do Jornal da Band tiveram a oportunidade de se estarrecerem um pouquinho à toa antes de dar as vivas ao 2010 que amanheceria em instantes. Tudo porque o apresentador do programa, o prestigiado Boris Casoy, cometeu uma indefensável gafe enquanto se acreditava em off.

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O editorial da Folha de S. Paulo do dia 30 de outubro é dessas peças de rara preciosidade, pois sintetiza tudo que a mídia grande conseguiu produzir como senso comum a respeito dos países que têm governos progressistas na América Latina, em especial da Venezuela.

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A maior ameaça à estrutura fundiária no Brasil e, consequentemente, ao Status Quo da elite brasileira, hoje, é o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra. Não pelo seu grau de radicalidade, mas pela densidade e volume que tomou.

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Cuba, com todos os seus defeitos e lentidões para promover mudanças e evoluir o regime, oferece uma outra visão de mundo e sugere outra partilha de riquezas. É isso que causa ojeriza nas potências que afundaram Copenhagen, lideradas pelo seu mais inacessível interlocutor (EUA). Só assim para começar a compreender porque num mundo de 6 bilhões de habitantes e 4 bilhões de miseráveis as polêmicas e o cotidiano de apenas 13 milhões de pessoas centralizam tantas atenções e ‘indignações’.

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A idéia de que a cobertura do Correio Braziliense sobre o ‘demsalão’ se utiliza do artifício do sujeito oculto é a mais precisa. A ambigüidade se tornou norma nessa cobertura, que relegou o nome "José Roberto Arruda" para vigésimo plano e nunca nas manchetes.

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As investidas dos grandes veículos de comunicação contra os movimentos sociais, a cada vez que estes intensificam a sua atuação, não são mais novidade para aqueles que acompanham a conjuntura política e social.

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Por vários dias, Honduras foi o principal destaque dos noticiários. Aos poucos, foi desaparecendo das manchetes e parecia seguir seu rumo em direção às notas de pé de página. Tudo levava a crer que a política do fato consumado prevaleceria.
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A discussão acerca das falhas e virtudes do Estado e do Mercado, tema caro aos ideólogos tanto da estatização quanto da privatização, tomou de assalto os jornais de grande circulação nas últimas semanas. Não é muito difícil de imaginar a celeuma que vem sendo armada em torno de uma suposta retomada do papel do Estado na economia, a partir de novos discursos e propostas do governo Lula, em uma espécie de novo ‘round’ do ‘nacional-desenvolvimentismo’. Estamos nós leitores diante de uma realidade em que aos privatistas da era FHC agora se contrapõem e atuam de modo sistemático os petistas e lulistas, imbuídos de uma nova visão sobre o desenvolvimento?

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A nova lei não abrange apenas os passageiros e sempre negociáveis entreveros de facções poderosas. O que os gigantes da mídia nacional parecem fazer é uma autêntica antecipação da discussão que, pressupõem, tem tudo para subir de temperatura no Brasil.