A rua resiste aos sujos!

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Democracia que a direita liberal tanto prega é capaz de coisas como esta marcha de que houve na cidade de Charlotesville, Virginia, EUA.
 
Foram repetidas frases como: “eles não vão nos expulsar do nosso país”, “sou nazista, sim”, “vamos ensinar aos mais jovens que eles são maus”, “morte aos antifas” (quem se opõe aos nazistas) e o bizarro “vidas brancas importam”, em alusão ao “Black Lives Matter” (além de nos matarem ainda roubam nossas frases).

Uma massa branca de racistas, machistas, homofóbicos e sujos. Pessoas que me fazem repensar o que é ser “humano”.
 
Para a tristeza destes imundos a cada ano a consciência social e de classe aumenta, do lado de cá.
 
Li um ótimo texto sobre imigrantes asiáticos, denominados “Asiáticos pela Diversidade” e como lutam diariamente contra preconceito direcionado a eles. Cada fala repudiava o quão detestáveis são os estereótipos e como tentar ser mais humano num mundo cada vez menos humano. É acalentador saber de pessoas e grupos como estes.
 
O prefeito de Charlottesville divulgou uma nota após a marcha, classificando o ato como “uma parada covarde de ódio, fanatismo, racismo e intolerância”. Eu acrescentaria: “uma parada branca carregada no mesmo ódio do policial racista, que mata sem motivo jovens na periferia; do martelo do juiz que pune injustamente um jovem negro carroceiro, dos que queimam e depredam casas religiosa, do animal que queima um morador de rua ou daquele que bate em um LGBT”. Um ato covarde, sujo, de intimidação. O preconceituoso que é o doente.
 
Se pensarmos que a cidade do estado da Virgínia tem mais ou menos 50.000 habitantes, prefiro lembrar que estamos em maior número nas ruas em prol da vida e de uma sociedade igualitária e socialmente responsável. Ou seja, juntando a Parada Gay, Marcha das Mulheres Negras, Marcha das Vadias, passeatas contra a intolerância religiosa e os movimentos de consciência negra, enfim, com atos e práticas em prol de uma sociedade humana podemos ser maioria.

Podem ter certeza que uma passeata para nos calar e intimidar é pouco.
 
Poder para o povo unido pela luta por um mundo mais plural e respeitoso. Voz aos invisíveis!


Anderson Moraes é editor do Jornal Empoderado, de onde o texto foi retirado.

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