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altO som ao redor propõe uma representação das classes sociais brasileiras que foge à dicotomia, tão batida no cinema nacional, entre os poderosos e o “povão”. Em vez da dicotomia, temos uma tríade.

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altO universo de Kafka está bem representado por Welles. A parábola do começo não traz um ensinamento moral edificante; ao contrário, como já indicara Walter Benjamin, as parábolas de Kafka não nos reconfortam, mas nos aturdem – em vez de ensinamentos morais, temos uma narrativa que transmite a sensação de esvaziamento de toda moral.

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altÉ como se a mudança do país após tantos anos de ditadura militar impossibilitasse qualquer reconciliação idílica ou apaziguadora entre o antes e o depois, entre um agora ao qual falta futuro definido e o passado que se recusa a desaparecer por completo.

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altFazer novos usos de antigos e quase despercebidos meios de expressão. A arte pode não salvar o mundo, mas o artista pode tomar a si papéis e funções antes inconcebíveis e intervir para mudar um contexto, um papel, um lugar ou um olhar, um gênero, a si mesmo e aos outros.

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altOs filmes de Tarantino aproximam-se da história como antes já o tinham feito os de Zemeckis e Stallone, como se a história fosse um grande baú de ossos de heróis, de grandes realizações objetificadas em grandes atos de grandes homens .

 

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altEm 2012, que ora já está perto de findar, muitos fascismos irromperam aqui e acolá no planeta Terra. Muitas outras atitudes antifascistas também floresceram. Parece que algumas das questões importantes para Pasolini e Foucault, na década de 1970, ainda não envelheceram.

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altNão é desprezível que a semelhança entre o autômato e seu criador seja justamente a capacidade de desenhar! Hugo sonha um sonho terrível – teme tornar-se máquina e não ser mais capaz de mudar a própria vida, não poder mais amar.

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É a falta da transcendência que caracteriza o vazio das vidas no filme de Antonioni? Sartre dá concretude à noção, dando lugar central ao nada nas relações humanas e na relação do ser humano com o mundo. O nada é a própria definição de liberdade, é o que fecha o passado antes do futuro

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altMuito pouco o filme explora o quanto o próprio Lincoln parecia acreditar em si mesmo como um mito e o quanto ele mesmo trabalhou para ser visto como um mito.

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altA relação sempre foi tensa. Os filósofos nem sempre se deixaram levar pelo cinema, ou ao cinema, pacificamente. Talvez pela natureza bastante antirracional e imóvel que a plateia assume na sala de cinema.

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altA confiança hesitante nos poderes da razão técnica é figurada por Méliès que, no filme, tem algo de futurista: ele confia na técnica, mas a usa para construir cinematograficamente um mundo poético de ilusão e fantasia.

 

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É para representar uma visão panteísta do mundo que Tarkovsky filma como filma. Na religião ortodoxa, a contemplação da beleza da natureza aproxima as pessoas de ter uma compreensão do divino.