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altO futebol brasileiro se livrou de um de seus piores inimigos, mas seu legado ainda é forte e a mobilização por mudanças, principalmente da parte dos clubes, ainda é decepcionante.

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A mil dias de iniciar a Copa do Mundo, os trabalhos de preparação e organização do mundial seguem a toada prescrita por este Correio desde a eleição do Brasil como sede do evento, ou seja, uma balbúrdia de atrasos.

 

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capacete.jpgAs principais cidades têm tudo para se transformar num enorme e exasperante canteiro de obras. Fora o massacre que pode ser perpetrado contra comunidades em áreas de interesse empresarial.

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bola_de_futebol.jpgGraças a Mano Menezes, técnico na acepção da palavra, freqüentador assíduo de estádios e conhecedor do futebol internacional, que o Brasil volta a ter um projeto de seleção – a despeito do monarca da CBF.

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Em Londres, o país colocará à prova todo o seu trabalho nas mais diversas modalidades olímpicas. No mais, 2012 terá tudo para representar a intensificação dos inadiáveis preparativos para os megaeventos de 2014-16; depararemos com inúmeros atropelos aos procedimentos legais, sociais e éticos. Como já se vê claramente.

 

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bola_de_futebol.jpgApós a escandalosa decisão da FIFA de eleger a Rússia e o Catar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, novas bandidagens voltaram a vir à tona no mundo do futebol. Enquanto isso, a Rede Globo faz pouco caso e ignora o mar de denúncias, algumas inequívocas e jamais desmentidas.

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olhos_passado.jpgSeremos testemunhas de um processo avassalador, que conta com toda a anuência dos governos, de modo que restará fazer o contraponto ao modelo de sucesso que será vendido ao público.

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dinheirohomemmoeda.jpgAssim como o Pan do Rio em 2007, a Copa do Mundo não deixou legado algum ao povo local, apenas decepções e muitas contas a pagar depois de um mês de inesquecível e anestesiante festança.

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Os megaeventos simplesmente não estão servindo como oportunidade de retomada de “nosso devido lugar” no esporte, especialmente naquele em que éramos reis. E ninguém parece atentar para tamanho desperdício.

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bola_de_futebol.jpgNão seria a primeira vez que os clubes nacionais perderiam o "trem da história", mas agora, quando todo o mundo burguês exalta a exuberância da economia brasileira e o país se aproxima dos mega(bilionários)eventos, uma nova capitulação não será facilmente engolida.

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bola_de_futebol.jpgEssa é a atual realidade do futebol: a mercantilização do esporte vive seu auge e poderosos agentes econômicos, perceberam esse excelente filão e sob forte chancela oficial estão ávidos pelos negócios que tais eventos proporcionam.

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bola_de_futebol.jpgComeçou na última sexta-feira a 19º. Copa do Mundo, a primeira realizada na África. Oportunidade única para levar o melhor do esporte mais popular de todos a localidades carentes de grandes torneios em seus cenários nacionais.