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altAs condicionalidades do Estado democrático para a posse e propriedade de recursos naturais, que são mandamento constitucional, somem nos programas dos candidatos, até mesmo no da ambientalista Marina.

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altDiante do quadro de certa reversão cíclica, o sistema de economia política dominante, pela voz das três candidaturas à eleição presidencial – Dilma, Aécio e Eduardo Campos –, muito pouco se diferencia relativamente às estratégias de futuro.

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altParece ser este o caminho: maior captura de subsídios fiscais e financeiros e novas formas de apropriação da renda fundiária, sob o efeito dos investimentos públicos de infraestrutura viária e liberalidade da política agrária.

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altEm síntese, o ano de 2013 não se caracteriza nem pelos resultados alcançados, nem pelas indicações e constrangimentos de política econômica emitidos para a frente, como sinalizador de uma relação virtuosa do crescimento com a distribuição de renda.

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altNão há qualquer projeto de superação da estrutura de propriedade, posse e uso da terra e demais recursos naturais. Veja-se o exemplo recente do festival de bajulações que os três candidatos à presidência fizeram recentemente às “recomendações” da CNA e ABAG.

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altDitadura e democracia no Brasil, de Daniel Aarão Reis, constrói-se como encadeamento crescentemente ininteligível de epifenômenos apresentados como fatos sociais e políticos essenciais. Retomando a retórica ditatorial e conservadora, o autor vê o golpe como movimento “defensivo”

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altA questão agrária em aberto no século XXI é bem mais complexa que aquela que o MST enfrentou nos seus primórdios. Hoje, o processo sistemático de negação à mudança da estrutura agrária conta com estratégia concertada por dentro e por fora do Estado.

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Temos algum tempo para resolver os dilemas do presente. A eleição de 2014 não será igual à de 1998, quando a mídia escondeu a crise cambial para não prejudicar a reeleição de FHC. Agora, tenta-se forjar uma crise cambial iminente, que não é verdadeira.

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O jogo eleitoral que ora se inicia, com os jogos da Copa ainda em andamento, não deu sinais de diferenças significativas entre as três candidaturas para temas de natureza estrutural.

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altIndagaríamos à ANVISA por que desapareceram do seu ‘site’, desde julho de 2012, as pesquisas semestrais que realizava sobre contaminação por agrotóxicos de frutas e verduras, em praticamente todos os estados do país.

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altTanto o crescimento quanto a distribuição de renda provocam vazamentos ao exterior, ambos colados numa forma de especialização no comércio externo ultra-dependente de vantagens naturais. Tal inserção prescinde da indústria manufatureira das exportações, mas não das importações.

 

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altTrês episódios recentes – o leilão do de Libra, a piora das condições externas e das condições fiscais da União – têm merecido um tratamento midiático exacerbado, que pouco ajuda a compreender o cenário real. O governo também é protagonista na batalha da (des)informação econômica.