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altA dívida, no ponto a que chegou, não é mais um problema de mero cálculo econômico, ou de regras contratuais. Virou um problema político crucial e como tal deve ser tratado. Não é um problema técnico, mas expressão concentrada de tudo o que existe de pior no mundo de hoje. Da tirania do capital financeiro. Do domínio absolutista do privado sobre o público. Da soberania do mercado sobre a ordem social.

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A truculência praticada pelo poder público contra os pobres do Pinheirinho é a prova provada da inexistência entre nós de justiça e cidadania. Faz lembrar Adoniran Barbosa, que plasmou no cancioneiro popular uma constante da tragédia social brasileira: o progresso das elites é o vale de lágrimas dos pobres.

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Usassem macacões como pilotos de corrida, os parlamentares ostentariam na roupa as logomarcas dos patrocinadores: planos de saúde, educação privada, armas, tabaco, transgênicos, agronegócio, uma lista sem fim. Ao invés de valores ideológicos e programas partidários, o ordenamento da representação se faz pelo interesse puro das grandes corporações, como no ideário fascista de Mussolini. 

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As autoridades adiantaram que a divisão das freqüências será de 33% para o setor privado, 33% público e 34% de rádios comunitárias e dos povos originários e camponeses.

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Barbas de molho, cidadãos. O contubérnio de forças articulados no episódio presente pode ser o ensaio geral do que está por vir. Autorizações judiciais secretas, governos submissos aos ditames da máquina mercante, informação manipulada nos canais da mídia oligopolizada.

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O movimento dos indignados, contestação serena que transborda dos aparelhos especializados no exercício do poder, emite sinais ainda não decifrados. Para o bem ou para o mal, a morfologia da cena política haverá de sofrer o seu impacto.

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O sistema FIRJAN, em consonância com os valores imateriais que sustentam seu manifesto, poderia atacar essa dimensão do problema. Montar, seguindo o belo exemplo da Ordem dos Advogados do Brasil, o seu próprio Observatório da Corrupção.

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 O governador Cabral é um modelo típico-ideal do padrão dominante na atual política brasileira. Para ele, governar é intermediar grandes negócios e agenciar espetáculos. Deslumbrado com o poder e suas benesses, ele trabalha para os poderosos com alegria e método.

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A manchete dominical nos informa que existem milhares de obras com problemas no Rio. E acrescenta, de forma insidiosa, que a corporação dos engenheiros e arquitetos é a responsável pela impunidade geral: o CREA não pune.

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O poder do dinheiro é o único “valor” de livre curso entre os mantenedores da ordem. Basta ver a fieira interminável de escândalos que começam em obras superfaturadas e terminam nos tesoureiros de campanha.

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Casos isolados que se repetem? “Malfeitos” que se resolvem com puxões de orelha, campanhas de propaganda e rearmamento moral? Nada disso. São expressões concretas da corrupção sistêmica. Um padrão estrutural de política, funcional ao sistema dominante, do qual o governo atual, assim como os anteriores, os partidos da ordem, da base aliada ou da oposição, não conseguirão jamais se afastar.

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O método do arrastão com correntes entre tratores abre clareiras quilométricas. Por sua ostensiva visibilidade, só é praticado quando se tem a absoluta certeza da impunidade. O mesmo acontece com o assassinato de trabalhadores com militância ambiental.