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A gestão petista procurava emaranhar-se no torvelinho de grandes questões internacionais por duas motivações imediatas.

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altOs Estados Unidos desejavam aplicar sanções ao Irã, porém o Brasil discordava de seu emprego, por avaliá-las contraproducentes – isolá-lo não barraria o andamento da execução da política nuclear, nem contribuiria para torná-lo mais democrático ou amistoso.

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altA polêmica veio a lume em decorrência da visita do dirigente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a Brasília. De acordo com o New York Times, o presidente Obama teria destinado a seu correspondente brasileiro, Lula, uma carta de três páginas.

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altOs EUA aguardam a sucessão presidencial para novembro com duas candidaturas bastante conservadoras, não obstante os esforços retóricos para diferenciá-las, no que não deverá alterar o relacionamento amero-brasileiro.

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Mudanças de governo no Brasil e EUA nos últimos períodos e a questão nuclear. Um problema de interesse global.

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altEspera-se que a ajuda internacional seja, desta vez, provida de maior eficiência e celeridade.

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altNa manifestação do governo brasileiro, a crise econômica mundial havia chegado ao seu território com menor força. Por isso, ele havia saído antes dela. O otimismo beirava, como se observa, a jactância.

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altA narrativa oficial para a Casa Branca seria a execução de um remanejamento, algo de que discordava o Planalto até em decorrência do receio do impacto na região amazônica – a militarização em grau mais amplo.

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Chega-se ao fim de 2016 nos Estados Unidos com o lamento de parte da população acerca do resultado da eleição presidencial.

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altA justificativa utilizada para não acolher no primeiro círculo da chancelaria o enviado estadunidense esboroou-se quando se efetivou seu recebimento pelo titular da defesa, Nélson Jobim. O propósito da visita foi reforçar o apoio junto ao Brasil da aquisição de jatos por empresa norte-americana.

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altA insistência do Planalto com o ingresso no restrito clube deriva do fato de quase ter figurado nele ao ser implementado, há sete décadas. A Casa Branca pressionou a favor de dois aliados: China e Brasil. A discordância partiu dos britânicos e russos.

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altA boa vontade de Washington com Brasília refletiu-se na concessão de audiência do presidente Obama a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em visita para encabeçar um encontro do empresariado – o Fórum de Altos Executivos Brasil-EUA.