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altO centro do ataque de A Tolice... contra a Inteligência Brasileira consiste em demonstrar que no Brasil não ocorreu qualquer tipo de “patrimonialismo”, uma das condições que teriam levado a Europa Ocidental e os Estados Unidos a ingressarem no capitalismo.

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altJá vimos que “nossa” indústria está muito menos desenvolvida do que a dos capitalismos avançados. Além disso, a maior parte da indústria presente no terBrasil é propriedade de corporações estrangeiras. O mesmo acontece com grande parte do comércio e dos serviços.

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altO capitalismo avançado da Alemanha é alemão. Já o capitalismo atrasado do Brasil não é brasileiro. Além de “atrasado” em relação à Alemanha, aos EUA, Japão, Inglaterra, França e Itália, o capitalismo do Brasil é profundamente “desnacionalizado” e “subordinado”.

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altA oposição entre “avançados” e “atrasados” continua presente, com dinamismos próprios que precisam ser analisados cientificamente para que não se tenha uma daquelas visões distorcidas, conformistas e superficiais da realidade em constante mutação.

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altO argumento de Jessé Souza contra a “análise patrimonialista”, aplicada “ao Brasil contemporâneo”, tem por base a suposição de que tal “patrimonialismo, ou a existência de um estado forte” não teria se contraposto “ao desenvolvimento norte-americano”.

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altSe prestarmos atenção às discussões que continuam dividindo e embolando tanto os “marxistas” quanto “weberianos”, “keynesianos”, “shumpeterianos”, podemos sugerir que ainda há um vasto caminho a percorrer.

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altSerá ledo engano supor que a esquerda sozinha terá condições de se contrapor ao processo reacionário golpista.

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altJessé Souza, apesar ou por causa de sua defesa das teorias de Weber, se vê na contingência de dizer que “o uso do prestígio científico weberiano” teria servido “para a afirmação de uma visão distorcida, conformista e superficial da realidade”.

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altWeber não soube distinguir as “singularidades” Ocidental e Oriental por haver utilizado o frágil “economicismo” da “economia monetária”. Incongruências que, apesar dos esforços de Jessé Souza, apontam que o problema não está na leitura incorreta de Weber, mas no próprio Weber.

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altSe as convicções de policiais, procuradores e juízes se tornarem norma jurídica, da mesma forma que o domínio de fato, o Brasil realmente vai ingressar por um caminho ainda mais cavernoso.

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altNo Brasil, grande parte dos ativistas que desempenharam papel importante nos recentes 16 anos manteve uma visão distorcida do marxismo. Isso os impediu de analisar melhor as contradições da sociedade, os levou tanto ao economicismo quanto ao culturalismo e os fez escorregar na estratégia e nas táticas.

 

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altA “concepção liberal” e a “figura do protestante ascético” só emergiram só tomaram forma mais precisa entre os séculos 17 e 18. Isto como resultado, não como “promoção” da nova ordem. E, além disso, em confronto com uma classe produtora “livre” da suserania feudal.