A chantagem das agências de classificação de risco

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Na quinta passada, a agência internacional de classificação de risco Standard&Poor's (S&P) rebaixou a nota de crédito soberano do Brasil de “BB” para “BB-“ [1]. Em outras palavras, a Agência definiu que a capacidade do Brasil honrar sua dívida pública diminuiu.

As alegações para o rebaixamento da nota do Brasil se referem a dificuldades do governo para conseguir a aprovação da "reforma" da previdência.

De acordo com a justificativa da S&P: "Apesar de vários avanços da administração Temer, o Brasil fez progresso mais lento que o esperado em implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e o aumento dos níveis de endividamento (...) ocorreram retrocessos até mesmo com medidas fiscais de curto prazo - como uma determinação para suspender o adiamento das altas de salários dos funcionários públicos".

O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se apressou em endossar o coro das agências chantagistas, reafirmando os argumentos apresentados no relatório da S&P [2]. Não é necessário muito esforço para perceber o movimento ensaiado entre o Ministro-Banqueiro e a agência que rebaixou a nota brasileira.

Vale lembrar que a S&P foi a mesma agência que classificava o Banco Lehman Brothers com a nota “A” em 2008 (baixo risco), até o dia de sua falência, em setembro daquele mesmo ano [3], além de classificar (assim como outras agências) os títulos hipotecários dos EUA com a nota máxima (AAA), que foram o estopim da crise de 2008 [4].

Desta forma, fica evidente o mecanismo de chantagem utilizado pela minoria que controla o grosso das riquezas do mundo (ou “mercado”) no sentido de forçar países soberanos a adotarem as medidas que lhes beneficiam diretamente, garantindo a manutenção de transferências de riquezas da maioria que a produz para a minoria que a controla.

Referências
[1] https://glo.bo/2mkzzGt
[2] https://glo.bo/2AYNI1l
[3] https://glo.bo/2DfOsEA
[4] http://bit.ly/2EFfRwK 

Leia também:

“Maior erro dos progressismos foi não ter tocado a riqueza; agora vemos avanço continental das direitas”

POEMA - POLÍTICA ECONÔMICA DA MAIORIA
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