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altEm meio ao jogo sujo, está sendo decidido o futuro do país. A Petrobrás, com os impostos que paga, financia cerca de 80% das obras do PAC. Nesse momento, milhões de trabalhadores estão com seus empregos ameaçados. Vários estaleiros estão fechando as portas e empresas responsáveis por grandes obras parando seus serviços e demitindo.

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altO Brasil do futuro será resultado das decisões tomadas pela Governo Federal e pela Petrobrás em 2016. Decisões sobre o regime de produção e a propriedade do petróleo, a taxa de produção, a integridade corporativa, os investimentos em renováveis e a presença na petroquímica e em fertilizantes.

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altEm tempos de ideias pós-modernas, a catástrofe social e histórica na lama do desenvolvimento nos exige parar de discutir sobre o menos pior e voltar a pensar sobre o inédito, necessário e viável processo de reconstrução de outros projetos de desenvolvimento para além do capital. A relação entre os seres humanos, demais seres vivos e natureza neste modelo de desenvolvimento não é sustentável e nunca será.

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altSempre se faz oportuno destacar que o mercado, assim como toda a economia, depende de algo que está acima de tudo isso: a natureza. A economia, como atividade produtiva, é apenas um subproduto do ambiente natural, e depende dos mais variados recursos que emanam da natureza.

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altGovernadores de dez estados reuniram-se em Brasília com o novo ministro da Fazenda, a respeito da iminente regulamentação da Lei que alterou o indexador das dívidas estaduais e municipais. “Os estados e municípios têm recebido repasses decrescentes devido ao ajuste fiscal. Em 2015 a situação agravou-se”.

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altA arrecadação de impostos desabou (deverá recuar quase 5% no ano, descontada a inflação), dando razão, mais uma vez, à tese de que tentar fazer ajuste fiscal em ambiente recessivo é como enxugar gelo.

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altA categoria petroleira está em greve, de norte a sul do país, por entender que a manutenção da Petrobrás como uma empresa integrada e indutora do desenvolvimento nacional é uma opção estratégica. A única aceitável. Embora exija coragem e espírito público.

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altAlém da economia dominada, o que, mormente após a pseudodemocratização de 1988, levou os interesses antinacionais a controlarem o sistema e as decisões políticas, acelerando a desindustrialização e primarização da economia, a falência estratégica foi acentuada por outra: a falta de coesão nacional.

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altAlgumas tendências da economia brasileira em 2016 já parecem dadas. E como dificilmente a recessão deixará de se prolongar, a inflação deverá recuar. Mas seguirá salgada: vai ser difícil impedir que ultrapasse 6,5%, o limite superior da meta.

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altOs transportes no Brasil retratam a situação de um país ao qual foi negada permissão para desenvolver-se. Tudo serve aos carteis transnacionais do petróleo/indústria automotiva. As principais ferrovias são de natureza colonial: transportam aos portos colossais quantidades de minérios.

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altA Petrobras está tendo um ano difícil, e a Braskem está acumulando de forma sem precedentes. Será que investirá no Brasil dessa vez? Já é hora de a Braskem tornar-se independente dos benefícios fiscais a que tem privilégio. Em tempo, a área petroquímica da Petrobrás deu adeus, sem festa.

 

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altPara falar de tamanha crise, que agora registra o maior índice de desemprego desde 2010, conversamos com e economista Maria Lucia Fattorelli, que aproveitou para contar seu trabalho de auditoria sobre a dívida grega, ótimo exemplo do rumo que podemos ver o Brasil tomar.