Edição 1002

  • Apontamentos no calor dos acontecimentos

    altO poder está em crise, numa situação de descontrole. O governo, esquizofrenicamente, é acusado de esquerda, mas governa para a direita. No fundo, não há nenhum debate real de diferenças políticas.

  • Mídia distorcedora

    Para o leitor poder avaliar o que tento transmitir, sugiro a participação em um teste. Procure se lembrar de quando foi a última vez que você viu um sindicalista da ativa dando uma entrevista na televisão. Quando foi a última vez que você viu o representante de algum movimento social de esquerda sendo entrevistado?

  • Governo bicéfalo

    altQuem dará as cartas se, a respeito dos rumos do governo, Dilma e Lula têm propostas diferentes?

  • A política na toada do mercado: o fundo é mais em cima

    altSe não tivermos capacidade estaremos selando o grande acordo que já deve estar sendo negociado, principalmente pelo novo ministro, para estancar a sangria: ou cada partido corta na própria carne ou colabora para manter o status quo polarizado que não nos levará a lugar algum. Essa é a escolha que temos agora a fazer.

     

  • Lula na Casa Civil: o que muda para a esquerda?

    altQuase tudo é incerto. Mas é totalmente alucinatório considerar que Lula fará deste governo um governo de esquerda, pelo simples fato de que este não é o projeto lulista de poder.

     

  • A lei? Ora, a lei...

    altSou daqueles que acredita que Lula seria mais útil para o Brasil, em especial os trabalhadores e camadas populares, fora do governo, dirigindo o processo de retomada das lutas democráticas e populares e de reestruturação dos movimentos sociais e do PT.

     

  • ‘Sistema político derrete em meio a dois clãs em disputa pelo aparelho de Estado’

    altPara falar do impacto da nomeação de Lula, o Correio conversou com o cientista político José Correia Leite. “Se falarmos de ética não existe política no Brasil, exceto por 20 deputados. Não é o parâmetro relevante na situação atual das disputas entre o petismo e a direita”.

     

  • Não é por Dilma e Lula

    altNão será a defesa do Governo Dilma, governo ao qual ela própria renunciou em seu primeiro dia, que embasará a unidade contra a avalanche neoliberal. A defesa da imunidade de Lula tampouco proporcionará amplitude maior que a já disponibilizada pela Frente Brasil Popular. Pode-se esperar apenas a costura de um mandato-tampão.

     

  • Lula ministro

    altLula teria a missão de convencer a direita não-aloprada que manter Dilma acuada ou precipitar a sua queda é ruim para os negócios. Isto não poderia ser considerado um autogolpe, tipo façamos nós antes que eles o façam?

     

  • O pato manco quer voar

    altOs norte-americanos chamam de “pato manco” (lame duck) o presidente no último ano do seu mandato. Barack Obama pretende ser diferente.

     

  • Carta aberta a Obama que viaja a Cuba: conselhos para aproveitar a estadia

    altPode ser uma estranha vingança. América Latina, sempre tão generosa, lhe oferece uma última oportunidade para entrar para a história como um presidente que mudou o curso dos acontecimentos.

     

  • "Lula e o PT há muito se esgotaram como via legítima de um projeto popular"

    altO terremoto causado pela Operação Lava Jato promete desdobramentos intensos, com respostas da base governista e a incógnita que os próximos dias mostrarão para onde levará o Brasil. Enquanto isso, publicamos uma reflexiva conversa com a socióloga e professora da Unesp Maria Orlanda Pinassi.

     

  • Crise política: o que fazer?

    altÉ urgente disputar a opinião pública para desconstruir as falácias apresentadas pelas oligarquias. Acrescenta-se, que do ponto de vista jurídico-institucional, a mudança de comando do Executivo ou alterações legislativas “cosméticas” não resolverão o problema, pois todo o sistema está contaminado.

     

  • É possível a recuperação econômica na conjuntura atual?

    altA exacerbação da crise política não apenas conspira contra a recuperação econômica, como também se aproxima da ruptura da ordem constitucional de 1988. Esta é a salvaguarda dos direitos políticos e sociais, que em última instância se chocam com os interesses hegemônicos em disputa.

  • Do Estado de Direito ao da direita

    altUma nação que carece de visão histórica e acredita que o futuro melhor depende de salvadores da pátria, e não de projetos políticos. Já vimos este “filme” no Brasil, intitulado “O caçador de marajás”.

  • ‘O governo está encurralado e dificilmente sairá do atoleiro em que se meteu desde o começo’

    altO Brasil amanheceu sob o impacto de uma das maiores manifestações políticas desde a chamada redemocratização, um domingo de domínio conservador, cujo impacto foi ainda mais aterrorizante ao mais que enfraquecido governo Dilma. Entrevista com Bernardo Pilotto, funcionário do HC de Curitiba e candidato a governador estadual em 2014.