Edição 1015

  • Naufrágios de migrantes: pecado do mundo

    altNa última semana de maio, aconteceram três naufrágios de migrantes, que faziam a rota entre a Líbia e a Itália, com pelo menos 1000 mortes.

     

  • O governo interino e aquilo que está adiado para depois do impeachment

    altO jogo que está lançado, é bom que se diga, não é possível de ser concretizado dentro dos marcos democráticos constitucionais. Realiza uma verdadeira “desconstituinte” sem qualquer autorização da soberania popular. Eleva substancialmente a desigualdade econômica e escancara as comportas do Estado ao completo usufruto da “pátria financeira”, com um programa de apropriação indevida de patrimônio público, dezenas de vezes superior a tudo que a operação Lava Jato já apurou até hoje.

     

  • AI-5 da economia

    altCom a exacerbação da dominação da mídia pelo capital e a conquista de espaço do neoliberalismo, a barreira da consciência se rompeu, o certo virou errado, o bandido um herói, o crítico um bandido, o inflexível um ser errado e a flexibilidade ideológica um valor.

     

  • Nem futuro, nem presente: ausências notáveis

    altEstranho que um projeto, com a intencionalidade de desafiar o país a mudanças indispensáveis com vistas a fazer uma travessia entre o presente e o futuro, restrinja-se a aspectos da economia. Pois as pontes mais óbvias para se chegar ao amanhã são a educação, a cultura, a ciência e tecnologia.

     

  • Eleições norte-americanas: palestinos devem sair perdendo

    altAs causas da reviravolta na posição do governo Obama, desistindo de buscar a justiça em vez dos interesses de Israel, podem ser encontradas nas eleições presidenciais. Hillary Clinton aparece nas pesquisas virtualmente empatada com Donald Trump. Apoiando os palestinos contra Israel, Obama assumiria um risco de perder votos judaicos (embora parte deles seja progressista e o aplaudiria). A opinião pública provavelmente o culparia caso Hillary Clinton perdesse para o bufão Trump.

     

  • Sem reforma política e esforço coletivo não saímos do atoleiro

    altTrês pontos podem fazer parte de um início de conversa para uma reforma política consistente que aproxime a população do sistema político: 1) a concentração dos fluxos de informação em oligopólios midiáticos; 2) a desmobilização mortífera das polícias militares; 3) a criação de esferas de participação de caráter deliberativo sobre as decisões que afetam a todos (orçamento, políticas públicas etc.). O mais realista é entender que o mal estar não vai passar amanhã.

     

  • Nossas dificuldades

    altEmbora o governo golpista esteja mergulhado em suas próprias contradições internas, e também sob uma crescente oposição popular e democrática, esta oposição também parece atrapalhada em avaliações e dispersões políticas, tanto de ordem tática quanto estratégica.

     

  • Golpe suave, autoridades suspeitas

    altO Brasil perderá seu maior patrimônio empresarial. E diziam que teríamos um governo bem melhor...

     

  • “Um governo com 80% de aprovação não fazer nada por uma sociedade mais coesa realmente cometeu graves equívocos”

    altO Correio prossegue na publicação de análises da política econômica do governo interino de Michel Temer e suas consequências nas áreas sociais. Dessa vez, entrevistamos Lena Lavinas, professora do Instituto de Economia da UFRJ com estudos focalizados nas políticas públicas de cunho social, claramente penalizadas no programa comandado pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles e, a seu ver, alvos constantes do processo de financeirização. “A medida mais grave é colocar justamente a previdência, a maior política social brasileira e algo em torno de 8,5% do PIB, nas mãos da Fazenda”.

     

  • Venezuela: tempo de pragas

    altDa situação que vive atualmente a Venezuela é tão fácil acusar inimigos externos e internos do processo bolivariano quanto é difícil aceitar os desvarios que foram acumulando-se com os anos. Quiçá o orgulho e a autoconfiança adquiridos pelos setores populares, que foi crescendo desde o Caracazo de 1989 até colorir a sociedade com seu estilo barulhento e desalinhado, rompendo a monotonia das salas de espera dos aeroportos, seja a melhor herança do chavismo.

     

  • O futuro da usurpação e as alternativas impensáveis: o trabalho do vento e a necessidade da tempestade

    altA crise , por uma espécie de irresponsabilidade de “lumpem-parlamentares”, acabou por queimar na fogueira da pequena política a aparência de respeitabilidade em que se sustentava a frágil fantasia ideológica sob a qual se legitima o jogo político.

     

  • A Europa acorda e age em defesa dos direitos humanos

    altEm 2015, Israel destruiu 531 edifícios palestinos na área C, sendo que 75 tinham sido financiados pela União Europeia. Apesar dos protestos contra esse programa, Israel nem se tocou. Resultado: a UE decretou que todos os produtos dos assentamentos origem no rótulo.

     

  • Em defesa da proteção social

    altHoje, com o SUAS, a Assistência Social é dever do Estado e direito do cidadão, superando o voluntarismo, a improvisação, a descontinuidade e o imediatismo.

     

  • Ecos da ditadura no século 21

    altA ditadura fez escola e forjou a reprodução da opressão no interior da classe trabalhadora. Como resultado da ideia de modernidade, muitos foram os partidos políticos ditos de esquerda que se vincularam às teses do desenvolvimento.

     

  • Copa América da Cooptação?

    altVale questionar até que ponto os interesses em levar a centenária competição para os eternos “campeões do mundo daqui a 20 anos” podem comprometer a suposta limpeza pela qual passa o establishment do futebol.