Edição 1023

  • Edição 545 - 09/04/2007 a 15/04/2007

    Resumo da edição 545, publicada entre os dias 09 e 15 de Abril de 2007.
  • Apesar da crise, Lula voa em céu de brigadeiro

    lula.jpgA pergunta que não quer calar é: por que isto ocorre? O que sustenta, apesar de todos os problemas do país, a lua de mel da população com seu presidente?
  • Fórum Internacional celebra tecnologia que liberta

     

    Porto Alegre volta a se destacar mundialmente no setor de tecnologia com a realização do 8º Fórum Internacional de Software Livre (fisl8.0), um dos principais fóruns de discussão técnica, política e social sobre Software Livre no Brasil e no mundo. O tema do evento deste ano é “A tecnologia que liberta” e ele acontece entre os dias 12 e 14 de abril, no centro de eventos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Serão cerca de 200 palestras para um público estimado em seis mil visitantes de mais de 20 países, entre acadêmicos, especialistas no assunto e público em geral.

    Sady Jacques, coordenador geral da Associação Software Livre.Org, afirma que o caráter internacional do encontro tende a agregar valor ao Fórum, além de consolidar Porto Alegre como uma referência mundial no assunto. Segundo ele, o evento possui basicamente dois objetivos específicos: fortalecer a rede de informação estabelecida entre empresas e especialistas do mundo todo no assunto, e aproximar o público em geral da discussão e aplicação do tema. “Queremos popularizar o conceito de software livre bem como suas aplicações. Acima de tudo, estamos convictos do amadurecimento da pesquisa sobre o assunto, o que torna a aproximação com a sociedade mais fácil”, explica.

    Se a intenção é esclarecer, cumpre explicar que, segundo definição criada pela Free Software Foundation (FSF), o conceito de software livre refere-se a qualquer programa de computador que possa ter sua liberdade de utilização garantida mediante o livre acesso aos seus códigos fonte (linguagem de programação). A partir dessa prerrogativa, o aplicativo pode ser copiado, estudado, redistribuído e até modificado, opondo-se à idéia de software proprietário.

    O impacto econômico de um pingüim no governo


    Durante o Fórum, o governo federal apresentará um balanço sobre o amadurecimento de suas práticas com software livre. Em diversos painéis, serão apresentadas as experiências na Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Dataprev, Serpro, Radiobrás, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, dos Ministérios do Planejamento, do Desenvolvimento Social e do Trabalho e Emprego, entre outros.

    O exemplo do Banco do Brasil ilustra o impacto financeiro da adoção de softwares livres também em grandes instituições, estatais ou privadas. No caso do banco, ela já gerou, até o momento, uma economia de R$ 56 milhões em renovações de licenças. A Empresa já instalou mais de 45 mil matrizes do sistema operacional GNU/Linux (40 mil estações e 5,5 mil servidores) em suas dependências e cerca de 73 mil cópias do OpenOffice.org em suas estações de trabalho. A meta é ter o GNU/Linux instalado em 50 mil máquinas e contar com 86 mil cópias do OpenOffice.org em seus micros até junho de 2007.

    Segundo especialistas, a adoção de softwares livres é vantajosa para o Banco do Brasil não apenas pela economia, mas pela independência de fornecedores, o que garante mais segurança e estabilidade para os sistemas da empresa. A previsão é de que, até o final de 2009, a instituição já tenha economizado R$ 90 milhões com a adoção de softwares livres.

    Ciência, política e tecnologia, além de muita arte


    Um dos destaques do encontro será a apresentação do WSL 2007 (VIII Workshop de Software Livre), evento científico integrante do fisl8.0 e apoiado pela Sociedade Brasileira de Computação, que, desde a sua primeira edição, caracteriza-se por reunir professores, pesquisadores, estudantes e profissionais para a apresentação de trabalhos de pesquisa e desenvolvimento relacionados a Software Livre.

    Durante o evento estão previstos também o lançamento do Portal do Software Público Brasileiro, o Guia de Estruturação do Ambiente de Cluster, da disponibilização para sociedade do Sistema de Gestão de Demandas e a assinatura de acordo entre a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) e o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj), para o desenvolvimento do catálogo de software do setor público, dentro do Portal do Software Público Brasileiro.

    Os universos teórico e técnico dos debates em torno da democratização e inclusão digital terão seus correspondentes artísticos no Criei, Tive Como! - Segundo Festival Multimídia de Cultura Livre do Brasil, que acontece simultaneamente ao fils8.0, com apresentações de diversificado leque de artes digitais: música, criação compartilhada, cinema, vídeos, programas de TV e de rádios comunitárias; todas produzidas com o emprego de software livre. O evento paralelo promete ser uma mostra de resultados para celebrar a cultura livre e os dois anos da vigência brasileira da licença Creative Commons (leia mais sobre o festival).

    Alguns deste temas e outros do largo espectro das discussões públicas do 8º Fórum Internacional de Software Livre (fisl8.0) serão objeto de matérias que Carta Maiorpublicará nos próximos dias em parceria com Cultura e Mercado.

    Serviços


    A organização do 8º Fórum Internacional Software Livre disponibilizará transporte para os participantes do evento. As vans terão saídas do Centro de Porto Alegre pela manhã e da FIERGS à noite. Consulte os horários no site do fisl8.0.

    Em parceria com a ONG Iniciativa Verde, serão plantadas 998 árvores em uma área degradada da Mata Atlântica, a fim de neutralizar o carbono emitido pelo evento.

    O Fórum é uma promoção do Projeto Software Brasil, Associação Software Livre.Org e o Projeto Software Livre do Rio Grande do Sul. Informações adicionais sobre o evento e a programação completa das atividades podem ser obtidas no www.fisl.com.br.

    (*) com informações da assessoria de imprensa do fisl.8..

     

     

    Fonte: Agência Carta Maior

    http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=13854 

     

  • MST realiza ocupações e exige Reforma Agrária no RS

     

    O MST deu início no dia 11 a uma série de ocupações no Rio Grande do Sul. As mobilizações fazem parte de uma jornada nacional de luta por Reforma Agrária. Cerca de 2 mil trabalhadores ocupam três latifúndios no Rio Grande do Sul e realizam uma marcha em São Gabriel.

    Em Coqueiros do Sul, o MST voltou a ocupar a Fazenda Guerra, latifúndio de nove mil hectares. Desta vez, foi ocupada a sede da fazenda. Cerca de 700 trabalhadores participam da ocupação. O MST também está no município de Pedro Osório, ocupando uma fazenda de mais de 2 mil hectares. A Estância Pantano pertence à família Eichenique Lopes, que possui mais de nove mil hectares só em Pedro Osório. Participam cerca de 400 trabalhadores sem terra.

    Na região metropolitana de Porto Alegre, cerca de 700 pessoas ocupam uma fazenda em Nova Santa Rita, às margens da BR 386. Conhecida como Granja Nenê, a área de 1,5 mil hectares é toda a arrendada. Em São Gabriel, cerca de 350 pessoas marcham até o centro da cidade, para defender a desapropriação da Fazenda Southall, uma área de 13 mil hectares com vários crimes ambientais verificados.

    Reivindicações

    No Rio Grande do Sul, a principal reivindicação do MST é o assentamento imediato das 2.500 famílias Sem Terra que vivem em acampamentos de beira de estrada. Pra isso, o Movimento cobra as desapropriações das fazendas Southall e Guerra.

    No final de março, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) divulgou o laudo de vistoria realizada na Fazenda Southall. O Incra verificou a prática de uma série de crimes ambientais, como a destruição de 75% da Área de Proteção Permanente da fazenda. O fazendeiro já havia sido notificado sobre isso em 2001, mas não tomou nenhuma providência.

    Já a Fazenda Guerra possui nove mil hectares e sua desapropriação é uma reivindicação de toda a região Norte do Estado. No ano passado, 22 prefeitos da região assinaram um documento pedindo a transformação do latifúndio em um assentamento da Reforma Agrária. Juntas, as fazendas Southall e Guerra podem ser destinadas para mais de mil famílias de trabalhadores rurais, o que pode gerar, pelo menos, cinco mil empregos diretos.

    O MST pressiona o Governo Federal para acelerar o processo de assentamentos no Rio Grande do Sul. Nos quatro anos do Governo Lula, apenas 744 famílias foram assentadas no Estado.

    O MST também cobra uma política de Reforma Agrária do Governo do Estado, que fechou o gabinete da Reforma Agrária, mesmo que o Estado tenha mais de 30 projetos de assentamento criados.

     

     

    Fonte: MST

    http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=3231

     

  • Estudo mostra necessidade de reforma agrária, diz pesquisador

     

    "As conclusões podem ser vista como a ponta do iceberg", avalia o técnico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Fernando Ferreira Carneiro, autor de estudo comparativo entre bóias-fria, sem terra e assentados da reforma agrária. O estudo mostra que a situação alimentar dos bóias-frias é pior que a dos assentados da reforma agrária. Para Carneiro, esses dados "devem ser encarados pelo governo como um alerta para a necessidade imediata de um reforma agrária completa e efetiva".

    Ele considera que o que já foi realizado da redistribuição de terra "tornou as pessoas mais donas de seu destino", mas ainda é um processo incipiente. No entanto, a preocupação com a posse da terra em si, quando se trata dos bóias frias, faz parte da vida de apenas 3,8% das famílias entrevistadas. Já 11% das famílias acampadas vêem a posse da terra como forma de melhorar a condição de saúde.

    Cerca de 90% dos bóias frias gostariam de mudar de função, e alegam o cansaço físico e até a exploração de mão de obra como motivos. Entram ainda nessa listagem a questão do horário de início das atividades, a carga horária de trabalho, a comida e até o tempo de deslocamento para se chegar ao local de trabalho nas lavouras.

    Um dado interessante mostra que desse universo de bóias-frias, pelo menos 70% deles têm carteira assinada e recebem os beneficios previstos em lei. Mas o fato de estarem empregos por apenas seis meses do anos não contribui para uma qualidade de vida razoável.

    O autor explica que essas pessoas, os bóias-frias, não mudam sua realidade por uma questão cultural e até ideológica. "Essas pessoas dizem que querem mudar de função, de emprego, mas não conseguem se desvincular dessa realidade de trabalhos temporários, que impossibilitam a fixação nos locais e seu consequente desenvolvimento, com a criação de animais e a plantação de hortifrutigranjeiros", destaca.

    Carneiro lembra que a situação das famílias acampadas e assentadas é diferente, isso porque essas "têm uma perspectiva de luta e organização". Segundo a pesquisa, cerca de 100% das famílias assentadas possuem algum tipo de criação animal, como galinhas e porcos e 66% dessas mesmas produzem alimentos a partir de plantações próprias.

    O estudo, intitulado A saúde no campo: das políticas oficiais à experiência do MST e de famílias bóias-frias, foi realizado na Universidade federal de Minas Gerais (UFMG). As pesquisas envolveram a aplicação de questionários e entrevistas com 202 famílias dos três diferentes públicos que moram na cidade mineira de Unaí.

     

    Fonte: Agência Brasil

    http://www.agenciabrasil.gov.br

     

  • Revisão altista do PIB nada importa na trajetória de nossa economia

    Lula e ministros durante o lançamento do PAC (Ricardo Stuckert/PR)

    Lula e ministros durante o lançamento do PAC: mesmo revisto, crescimento do PIB

    ainda é pífio e necessita de incentivos (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

  • Jornada de ocupação de sem-teto chega ao fim

     

    Depois de encerrar a jornada de ocupação, que atingiu 10 estados brasileiros, os integrantes da União Nacional por Moradia Popular se reunirão na próxima segunda para fazer uma avaliação das atividades. Uma das pautas, a depender da abertura de diálogo com o governo, será a realização de uma segunda jornada de ocupações para o segundo semestre. Atualmente, o Brasil, segundo dados da organização, precisaria de quase 8 milhões de moradias novas.

     

     

    Ainda hoje estava sendo aguardado o resultado de uma reunião entre o Ministério das Cidades, Secretaria do Patrimônio da União, e outras pastas, para discutir o assunto. A expectativa da coordenação das ocupações é como será viabilizada as demandas feitas pelos sem-teto.

     

    Sidney Eusébio Pita, coordenador estadual da União, em São Paulo, enfatizou que as políticas públicas para a área habitacional ainda são muito tímidas e os programas do governo não atendem a todas as demandas.

     

    "Hoje, no Brasil, é necessário construir 8 milhões de novas moradias. Só em São Paulo, onde a situação é das piores, precisam ser construídas 150 mil. E estamos falando na questão quantitativa. No que diz respeito à qualitativa, também são outras milhares", afirmou à Adital.

     

    A jornada de ocupação aconteceu em Brasília, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, entre outros. A coordenação elencou uma série de reivindicações, mas as principais foram a criação de um Fundo Nacional de Habitação e o acesso aos recursos destinados para a habitação previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), estimados em 6 bilhões de reais.

     

    Através do Plano, a verba será repassada para as prefeituras. No caso de São Paulo, acrescenta Sidney, este procedimento não surtirá efeito. "Por toda nossa experiência, as pessoas que mais precisam não vão ter acesso a este recurso, pois o governo daqui não é nosso parceiro", disse, acrescentando que a União ainda trabalha com a tentativa de que o Ministério das Cidades faça uma interlocução para que as demandas cheguem até o governo de São Paulo.

     

     

    Fonte: Adital

    http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=27115

  • CPT divulga dados sobre violência no campo

     

    A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgará na próxima segunda-feira (16) os mais recentes dados sobre os conflitos e violência no campo. O levantamento faz parte da publicação anual "Conflitos no Campo Brasil 2006" e pretende expor a real situação na questão agrária no país. No ano passado, foram assassinadas 39 pessoas em conflitos no campo. O lançamento acontecerá na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), às 9h30, em Brasília.

     

     

    Além de revelar os dados sobre ameaçados de morte, tentativas de assassinatos, despejos e ocupações, a publicação traz análises, a partir dos dados, feitas por intelectuais, pesquisadores e agentes da CPT.

     

    Entre os enfoques estão os conflitos gerados pela posse de territórios pertencentes às comunidades tradicionais, pelo acelerado desmatamento da Amazônia, pelo acesso à água e os conflitos trabalhistas. A CPT faz o registro dos dados com o objetivo de denunciar a realidade no campo, que muitas vezes é maquiada ou esquecida, sempre sob a perspectiva do protagonismo dos trabalhadores e trabalhadoras rurais.

     

    A obra Conflitos no Campo Brasil foi editada pela primeira vez em 1985, e, desde então, vem melhorando a sua qualidade e tem sido referência entre as entidades e movimentos do campo, no meio acadêmico, entre organismos internacionais, órgãos governamentais e a imprensa. Em 2002, a obra foi reconhecida como publicação científica pelo Instituto Brasileiro de Informação e Ciência e Tecnologia (IBICT).

     

    Fonte: Adital

    http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=27114

  • Aumenta a lista dos religiosos jurados de morte na Amazônia

     
    Em meio aos preparativos para a visita do papa Bento XVI ao Brasil, marcada para maio, alguns setores da Igreja Católica estão preocupados com a questão do recrudescimento das ameaças de morte contra bispos, padres, freiras e agentes pastorais. A notícia é do jornal O Estado de S.Paulo, 7-04-2007.

    De acordo com levantamento feito pelo Estadão, com base em informações da Secretaria Nacional de Direitos Humanos e de pastorais sociais, a lista tem dez nomes - todos da região amazônica, todos envolvidos com questões sociais e ambientais. Três deles são bispos.

    O Pará, onde a irmã Dorothy Stang foi assassinada em 2005, é o Estado com maior número de ameaçados: cinco pessoas da lista são de lá. Rondônia aparece em segundo lugar, com três nomes; e Mato Grosso em terceiro, com dois.

    Na prelazia paraense do Xingu, que engloba o município de Anapu, onde Dorothy vivia, o bispo Erwin Kräutler está sendo obrigado a fazer as visitas pastorais com um agente de segurança da Polícia Militar ao seu lado. O mesmo ocorre com o frade dominicano e advogado Henri des Roziers, que trabalha no escritório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Xinguara, também no Pará.

    Em Alta Floresta, Mato Grosso, a freira Leonora Brunetto dispensou a segurança oferecida pelas autoridades federais. Justificou-se dizendo que só aceitaria o esquema de proteção se pudesse ser estendido às lideranças dos movimentos de sem-terra com os quais ela atua. “Não seria justo deixar essa gente no perigo e sair de lado”, explicou ao Estado. “Diante de Deus não seria nada bom.”

    Com proteção especial, ela provavelmente se livraria de ameaças que ouve até quando caminha pelas ruas de Alta Floresta - cidade de 15 mil habitantes, a 720 quilômetros de Cuiabá e conturbada por conflitos em torno da posse da terra e da extração da madeira. “A gente não tem pressa”, disseram-lhe dias atrás. “Pode ser hoje ou amanhã, mas vai acontecer.” Pelo telefone, por cartas e até bilhetes jogados diante de sua casa, a freira de 61 anos já foi xingada várias vezes.

    Em Anapu, o padre Amaro de Souza, que trabalhava com a irmã Dorothy, também dispensou o esquema de segurança, com dois PMs. Mas o motivo dele foi outro: “Disseram que o transporte, o alojamento e a alimentação dos seguranças ficariam por nossa conta. Não temos condições para isso.”

    Temeroso, o padre mantém três cachorros no quintal de casa. “Eles me avisam quando qualquer estranho se aproxima. Preciso tomar cuidado, porque o consórcio de grileiros que encomendou a morte de Dorothy ainda está atuante.”

    Além de d. Erwin, os bispos que receberam ameaças foram d. Geraldo Verdier, da Diocese de Guajará-Mirim, região de Rondônia localizada na fronteira do Brasil com a Bolívia; e d. Antonio Posamai, de Ji-Paraná, no mesmo Estado.

    O primeiro, um francês naturalizado brasileiro, de 70 anos, dos quais 42 vividos aqui, foi ameaçado de morte porque tomou o partido de um assentado da reforma agrária que teve sua terra tomada por um grileiro. Depois teve problemas por ter denunciado casos de torturas, que teriam sido praticadas por policiais da cidade. “Uma vez me chamaram para socorrer um homem que estava sendo torturado. Encontrei-o no meio de uma poça de sangue”, contou ele.

    Nenhum policial foi condenado. Por outro lado, o bispo, acusado por um dos policiais por danos morais, será julgado no próximo dia 15 de maio na sede de sua diocese.

    Em Ji-Paraná, o bispo recebeu uma carta com ameaças de morte, no ano passado, após ter denunciado casos de corrupção que estariam ocorrendo no governo de Rondônia. No momento, o bispo também está sendo processado na Justiça.

     

  • De devedores a heróis

    semterrapedra.jpgO Estado brasileiro continua queimando a nossa riqueza com os usineiros, que vivem do dinheiro público e da expropriação do trabalho, perpetuando um modelo que aqui se instalou há 507 anos. Artigo de Alexandre Conceição.
  • Novas questões, novas escolhas

    dinheirofantasma.jpgO que muda, qualitativamente, na análise da trajetória recente da economia brasileira à luz dos novos dados do PIB? Em rigor, muito pouco. Por Jurandyr O. Negrão.
  • Os “Desplazados” Ambientais

    balancahomemfolha.jpg “Desplazados” indica uma fuga sem retorno, sem direção, sem fixação. Adaptação, numa situação como essa, é mero eufemismo. Para os “desplazados ambientais”, só nascendo de novo.
  • Batismo de sangue

    brmapacinema.jpgA arte brasileira adianta-se ao governo e escancara os bastidores da ditadura. Este é  um filme a ser visto especialmente por quem não viveu os anos de chumbo.
  • Novidades no campo popular

    Estará havendo uma inflexão na atitude das organizações populares em relação ao governo Lula?