Edição 1024

  • Biomassa: bagaço de cana pode ser aproveitado nas termelétricas

    Há diversas formas de aproveitar-se a energia da biomassa. Uma delas, que vem crescendo no Brasil, é o aproveitamento do bagaço de cana que sobra da produção de álcool e açúcar (ou outro subproduto vegetal no caso de outras culturas) como combustível para usinas termelétricas, além de ainda aproveitar o calor gerado para outras aplicações industriais dentro da usina (sistema denominado de co-geração, por simultaneamente produzir calor útil e eletricidade).
  • A energia solar

    Não só a energia eólica, mas também a solar poderia ser utilizada para cumprir boa parte das metas para o setor elétrico do programa governamental. Mesmo que fossem levantadas dúvidas e objeções a uma ou outra, ambas as formas combinadas certamente poderiam suprir integralmente a oferta enérgica desejada e ainda com um impacto positivo extra na economia.
  • Eólicas ou Hidrelétricas?

    De acordo com a empresa privada Koblitz, responsável pela implantação de diversos projetos de aproveitamento termelétrico de bagaço de cana no Brasil, o custo da implantação da energia eólica giraria em torno de US$ 1.000 por quilowatt (mil watts – kw). Já para as usinas hidrelétricas seria o dobro deste valor, com US$ 1.000 por kw para a implantação e valor igual para a transmissão e distribuição (aparentemente, a geração distribuída das fontes ditas alternativas produz menos custos de transmissão e distribuição).
  • A cláusula de exclusão é antidemocrática

    Para conjurar os riscos de uma presença turbulenta do povo na competição eleitoral, os partidos da ordem dominante querem reduzir o poder real do voto eleitor, sufocando a representatividade proporcional no distrito majoritário; sacrificar o caráter universal do sufrágio com a teoria da “representação mínima” do voto facultativo; e eliminar a presença incômoda dos partidos de contestação sistêmica.

  • Em defesa do voto obrigatório

    Com o voto facultativo, o direito de votar e o de não votar ficam inscritos, em pé de igualdade, no corpo legal. Uma parte do eleitorado deixará voluntariamente de opinar sobre a constituição do poder político.  O desinteresse pela política e a descrença no voto serão registrados como mera “escolha”, sequer como desobediência civil ou protesto. A consagração da alienação política como um direito legal interessa aos conservadores, reduz o peso da soberania popular e desconstitui o sufrágio como universal.

  • Em defesa do financiamento público

    Um pequeno número de grandes empresas domina o mercado de financiamento de campanha, particularmente o setor financeiro, as grandes empreiteiras da construção, a indústria pesada e, mais recentemente, os novos barões do setor privatizado. Este é um formato de financiamento que, se mantido, perpetua o “status quo” e estreita os vínculos entre as elites políticas conservadoras e os interesses empresariais das grandes corporações, criando obstáculos intransponíveis para que novos valores e interesses sociais conquistem espaços nas instituições representativas.
  • Qual tipo de lista convém ao voto proporcional?

    O modelo belga de lista flexível tem a vantagem de não agredir da tradição do eleitor brasileiro, que continuará podendo votar no candidato ou na legenda, ao mesmo tempo em que altera profundamente os termos da disputa: campanhas centradas na disputa entre partidos e cultura do voto se deslocando para a lealdade aos valores, idéias e projetos.
  • Sair do pântano da "NTV"

    O eleitor vota no candidato individual e tal voto é tido como intransferível. Mesmo não sendo inteiramente verdadeiro, esse é o princípio que nomeia o “non-transferable vote” (NTV). Seu argumento básico é a prerrogativa do eleitor, por sobre o partido, na escolha do mandatário, individualizado na cédula de votação. Eleito e diplomado, ele é o dono absoluto do mandato e opera como tal.
  • Corrigir as distorções para garantir o voto proporcional

    A garantia do mesmo valor para o voto cidadão em qualquer ponto do território nacional e a idéia do deputado como representante do povo e não despachante distrital são as questões em jogo. A melhor proposta será aquela que nos aproxime do objetivo fundamental: corrigir as distorções para garantir o voto proporcional.
  • O "misto alemão", não!

    A proposta liberal-conservadora de reforma eleitoral, na tentativa de suprimir o sistema proporcional, aposta suas fichas no chamado “misto alemão”. Ela se apresenta como forma de superar as distorções que (de fato) existem e são apresentadas como inerentes (o que é falso) ao sistema de representação proporcional.
  • Em defesa do voto proporcional

    Quem defende a democracia participativa, a presença plena da cidadania no processo político, o pluralismo da livre manifestação das diferenças, em um país de dimensões continentais e marcado por tantas desigualdades sociais e regionais, como é o nosso, deve cerrar fileiras em defesa do voto proporcional.
  • Contrareforma conservadora

    Na questão do modelo econômico, o governo petista se passou de armas e bagagens para o outro lado. O princípio do Estado foi reduzido naquilo que nele representava direitos e conquistas sociais, obtidos por pressão do princípio da Comunidade.
  • A mãe de todas as reformas

    A reforma política de verdade é tarefa que só se realiza a partir de um projeto global. Fora dos momentos de grandes rupturas político-sociais, a experiência mostra que é muito difícil aprovar em bloco uma reforma política. No entanto, até mesmo a presença desta dificuldade só faz acentuar a necessidade do projeto global.

  • BNDES na mira dos neoliberais

    brbandeiragrito.jpgAlém do Banco Central, que hoje está sob controle dos banqueiros e que faz questão de empacar o PAC, o setor financeiro quer agora abocanhar os volumosos recursos do BNDES.
  • Mudanças climáticas, causas e conseqüências econômicas

    terraesquentando.jpgA mesma mídia que transmite sobre catástrofes previsíveis – fundamentadas ou meramente conjeturais - pouca atenção presta à maneira como as economias industriais dominantes, tendo os Estados Unidos como protagonista, tratam dessa questão. Guilherme C. Delgado.
  • O controlador, a chibata, a águia e o rato

    brcarroca.jpg1910: entregues os navios, sob a pressão da oficialidade da Marinha, ofendida nos pundonores pela quebra da hierarquia, preparou-se a traição à anistia, através de provocação governamental. Artigo de Mário Maestri.
  • O papel do Senado e a questão federativa

    Ao acumular prerrogativas estranhas à sua função específica, o Senado viola, ao mesmo tempo, a representação proporcional e os princípios do federalismo democrático.
  • Destravar os instrumentos da democracia direta

    Movimentos sociais entram em campo para o fortalecimento da democracia direta e participativa no âmbito da reforma política.