Edição 1027

  • O fim da era de Aquarius

    altNão admira que a plateia brasileira projete sobre a tela de Aquarius suas frustrações e indignações políticas. O diretor Kleber Mendonça Filho é bom pregador de peças.

     

  • Primeiro de maio reaglutina movimentos sociais em defesa de seus direitos

    Manifestação de trabalhadores
    Manifestação de trabalhadores: próximo primeiro de maio buscará recuperar
    a história de lutas da classe operária (Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr)
  • Primeiro de maio reaglutina movimentos sociais em defesa de seus direitos

    TrabalhadoresFinalmente, os movimentos sociais buscam sua unidade em defesa dos direitos dos trabalhadores e de todo o povo brasileiro, que o presidente Lula, na seqüência dos seus antecessores, vem tentando destruir.
  • Reflexos dos Estados Unidos na política da França

    Bandeira da FrançaApesar de os três primeiros colocados no pleito do dia 22 de abril terem nascido depois da II Guerra Mundial, nenhum deles conseguiu apresentar alternativas aos eflúvios da globalização neoliberal.
  • Pela readmissão dos demitidos

     

     

    A reunião realizada na tarde desta terça-feira (24) no Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu iniciar uma campanha pela imediata reintegração dos cinco dirigentes da entidade demitidos em retaliação do Metrô/SP. A empresa tentou ao longo de toda esta terça-feira deslegitimar o movimento e transformá-lo numa ação isolada do sindicato.

     

    No entanto, como não bastasse a própria adesão da categoria ao atraso de duas horas no início das operações – cuja repercussão foi confirmada por toda a imprensa paulista –, todas as centrais sindicais que convocaram a mobilização de ontem assumiram o ato como parte da campanha nacional contra a emenda 3 da Super-Receita. A campanha pela reintegração dos demitidos também foi assumida no dia de hoje pela Conlutas, Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Social Democracia Sindical (SDS), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT) e a Intersindical. A partir desta quarta-feira, será divulgada uma nota conjunta das centrais.

     

    A campanha terá como marco os atos de 1º de Maio próximo. Em São Paulo, haverá três atos – o da CUT, o da Força e o do movimento em defesa do 1º de Maio classista, sem governos e patrões. Nas três manifestações, os dirigentes metroviários estão convidados a falar e esclarecer ao conjunto da população os reais motivos da ofensiva promovida pelo Metrô contra os trabalhadores.

     

    O Metrô confirmou as demissões por justa causa de Ronaldo Campos de Oliveira “Pezão” e Ciro Moraes dos Santos. Em relação a Alex Adriano Alcazar Fernandes e Pedro Augustinelli Filho, a quem a empresa chegou a comunicar formalmente a demissão também por justa causa pela intranet, houve a transformação da medida para afastamento com fins de apuração de falta grave em razão da estabilidade sindical. O vice-presidente do sindicato, Paulo Roberto Veneziani Pasin, também está afastado do trabalho para apuração de falta grave. Essa formalidade jurídica, no entanto, também configura na prática demissão, porque os trabalhadores ficam impedidos de ter acesso ao local de trabalho, não recebem salário e nem benefícios.

     

    ,“O governo Serra faz tudo isso na verdade porque foi derrotado. Ele está forjando esse monte de versões, tentando dizer que a categoria não aderiu, que somos vândalos, tudo porque eles montaram um esquema de guerra para tentar impedir o ato e não conseguiram”, ressalta Pasin.

     

    A manifestação dos metroviários realizada neste dia 23, que resultou nas demissões, era parte das mobilizações contra a derrubada do veto à emenda 3 da Super-Receita, que proíbe os fiscais do trabalho de autuarem empresas que contratam funcionários como pessoas jurídicas para burlar o pagamento de direitos trabalhistas.

     

    Nesta quarta-feira (25 de abril), a categoria realiza assembléia, às 18h30, para organizar a luta pelas reintegrações e os próximos passos da mobilização. A categoria poderá deflagrar uma greve para reverter as demissões. A assembléia acontecerá na sede do sindicato (Rua Serra do Japi, 31 – Tatuapé) e todas as manifestações de solidariedade são bem-vindas.

     

    Fonte: Luciana Araujo

     

  • Demissão de metroviários é retaliação ao sucesso na mobilização contra Emenda 3

    Metro de Sao Paulo
    Estação Sé do Metrô de São Paulo: greve atenta a população à ameaça da Emenda 3
     
  • Emprego fragmentado

    A experiência fraturada de espaço e de tempo se espelha nas fraturas das identidades ocupacionais. O futuro de nossas cidades dependerá em grande parte de como reintegraremos personalidades fragmentadas, lugares fragmentados e vizinhanças fragmentadas.
  • O trabalho "errante"

    O mundo testemunha o surgimento de imensas novas companhias dedicadas ao suprimento de serviços aos negócios, as quais são, com freqüência, maiores que seus clientes, multiplicando em suas próprias estruturas a divisão internacional de trabalho. Elas podem dividir o trabalho em âmbito mundial, trabalho que agora pode ser considerado paradigmático do “trabalho errante”, pois desliza maciamente entre equipes através do globo.
  • A nova Divisão Internacional do Trabalho: o "colarinho branco"

    As realocações de trabalho inter-regionais e internacionais (algumas vezes intercontinentais) dão a chave para a geografia da nascente divisão internacional do trabalho nos serviços eletrônicos (e-services).
  • Empregos errantes: os primórdios da Divisão Internacional do Trabalho

    Do meio dos anos setenta em diante, quando as fábricas começaram a fechar, foram os trabalhadores imigrantes da Ásia do Sul, no Norte do Reino Unido; do norte da África, na França; da Turquia, na Alemanha; da América Hispânica, nos Estados Unidos; e da Coréia, no Japão, que suportaram a dureza dessa derrocada.
  • Empregos fixos

    Uma das ironias da atual situação é que a maioria dos empregos fixos é executada pelas mais errantes pessoas, enquanto os trabalhos mais errantes podem ser executados por pessoas com profundas raízes ancestrais no lugar em que trabalham.

  • Corrosão da identidade e da estrutura social

    O movimento sem precedentes de gente e de empregos ao redor do mundo tem coincidido com a quebra de muitas identidades ocupacionais.
  • Aborto redentor

    Impostos altosMinistro Mantega, aborte essa tentativa de transformar o Conselho de Contribuintes em tribunal de exceção e adote uma orientação democrática: submeta o projeto de regimento interno, quando estiver pronto, à audiência pública.
  • O repugnante consumo de alto luxo

    ConsumismoA elite individualista, consumista e ostentatória, retratada na reportagem de Mônica Bergamo e teorizada no livro de Marcio Pochmann, não tem qualquer preocupação com o destino do país e tem “nojo” do povo brasileiro. Por Altamiro Borges.

  • Viagem a uma Porto Alegre triste

    Rio Grande do SulPorto Alegre já quase não possui prédios dos fins do século 18 e inícios do seguinte. Eles desapareceram sob a indiferença de nossos homens públicos, do passado e do presente. Por Mário Maestri.
  • Protesto contra a Emenda 3

     

     

    O que é a Emenda 3 - A emenda 3, vetada pelo presidente Lula, proibia os auditores fiscais da Receita Federal de autuar ou fechar as empresas prestadoras de serviço constituídas por uma única pessoa, quando entendessem que a relação de prestação de serviços com uma outra empresa era, na verdade, uma relação trabalhista. A emenda transferia para o Poder Judiciário a definição de vínculo empregatício, beneficiando profissionais liberais que atuam como pessoas jurídicas e as empresas que utilizam seus serviços, em substituição ao contrato de trabalho pela CLT.

     

    Os protestos - A mobilização em apoio ao veto presidencial contra a emenda 3 foi um sucesso em todo o país. Em São Paulo houve paralisação dos terminais de ônibus e metrô da capital, das 4h30 às 6h30, com sindicalistas e profissionais de transporte explicando à população que chegava para embarcar as conseqüências desastrosas da emenda para a classe trabalhadora. Em Paulínea, o comando das manifestações foi dos petroleiros que paralisaram as refinarias e aproveitaram para cobrar da Petrobrás a implementação urgente do novo plano de cargos e salários (PCAC), em discussão desde 2003.

     

    "Nós estamos aqui para garantir a manutenção dos direitos da CLT, para impedir o fim da carteira assinada, do vale transporte e de todos os direitos duramente conquistados ao longo de décadas de luta", declarou o vice-presidente da CUT, Wagner Gomes, destacada liderança dos metroviários. Para Wagner, "a amplitude do movimento que se alastrou pelo país serve de alerta para a gravidade da situação".

     

    Em Minas Gerais, as atividades foram em várias regiões. Em Belo Horizonte, capital do estado, houve manifestação promovida pelo Sindicato dos Bancários, público em Betim e no centro da capital.

     

    No Rio Grande do Sul 50 mil trabalhadores de diferentes ramos se mobilizaram. Em Porto Alegre, capital do estado, metalúrgicos, sapateiros, telefônicos, bancários e outras categorias participaram de ato público. Os manifestantes distribuíram panfletos e se utilizaram de carro de som para alertar a população sobre a importância da manutenção do veto à emenda 3. Após o ato, os metalúrgicos voltaram para o trabalho nas fábricas em passeata.

     

    Em Caxias do Sul e em Pelotas, metalúrgicos e trabalhadores de outros ramos fecharam as principais avenidas e ruas em protestos contra a emenda 3.

     

    Fonte: Adital/Central Única dos Trabalhadores

     

  • Retaliação aos protestos em São Paulo

     

    Em retaliação ao movimento, a direção do Metrô demitiu por justa causa quatro diretores executivos do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Os demitidos são: Ronaldo Campos de Oliveira “Pezão”, Alex Adriano Alcazar Fernandes, Ciro Moraes dos Santos e Pedro Augustinelli Filho. O vice-presidente do sindicato, Paulo Roberto Veneziani Pasin, também foi afastado do trabalho para “apuração de falta grave” – o que também configura possibilidade evidente de demissão, tendo em vista que ficou claro que a política da empresa é tentar esmagar o movimento dos trabalhadores e atuar frontalmente contra o direito de greve.

     

  • Meio ambiente versus Desenvolvimento?

     

    Em afiado editorial no dia 23 de abril, o jornal o Estado de São Paulo tece críticas contundentes aos órgãos ambientais, especialmente ao Ibama, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Dentro da perspectiva e da noção de “desenvolvimento” do jornal, os organismos voltados à proteção do meio ambiente estão postergando a “modernização” do país, atuando como “defensores do atraso tecnológico”, na medida em que ainda não deram seu parecer final  - entenda-se, um parecer favorável? – no que tange os polêmicos projetos das centrais hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, ambas no rio Madeira.

     

  • Irmã Dorothy

     

     

    O julgamento do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, um dos acusados de mandar matar Irmã Dorothy Stang, foi marcado para o dia 14 de maio, em Belém. A missionária americana que era tida como uma das lideranças na defesa das causas ambientais, agrárias e de direitos humanos no estado do Pará, foi assassinada com seis tiros em fevereiro de 2005.

     

    A data do julgamento já está provocando uma grande mobilização popular entre as organizações populares de Belém e do interior do estado, que há mais de dois anos esperam por justiça. O Comitê Dorothy, junto com diversos setores do movimento social, está articulando uma campanha contra a impunidade e em defesa da Amazônia. A campanha culminará com um grande acampamento de 1000 pessoas em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará que acontecerá durante o julgamento.

     

    No município de Anapu, onde Dorothy foi assassinada, os movimentos populares já estão organizando suas caravanas para virem até Belém e participar do julgamento. Aproveitam a grande repercussão provocada pelo anúncio do julgamento para aprofundar a luta, exigindo justiça e o cumprimento das promessas feitas pelo governo federal, além de denunciarem a destruição da floresta.

    Em Anapu a situação de conflito permanece inalterada, mesmo após dois anos do assassinato de Dorothy. A derrubada ilegal da floresta nas áreas dos PDS (Projetos de Desenvolvimento Sustentável) continua, assim como as ameaças feitas por fazendeiros e madeireiros às lideranças locais e às famílias que moram na área. A destruição da floresta segue sua marcha implacável, apesar das constantes denúncias feitas pela Comissão Pastoral da Terra de Anapu ao INCRA.

     

    Fonte: Adital/Comitê Dorothy

     

  • CESP: mais privatização?

    Um decreto publicado no Diário Oficial do Estado anunciou a retomada do Programa Estadual de Desestatização (PED), iniciado em 1996, no governo Mário Covas (1995-2001). Voltou assim à tona o processo de privatização da Cesp, Cia. Energética de São Paulo, única grande estatal incluída no PED. Potenciais interessados já teriam sido sondados, como as companhias Energias do Brasil, controlada pela portuguesa EDP, e Tractebel, do grupo franco-belga Suez.
  • Vôo 1907 e familiares das vítimas

     

     

    Os familiares das vítimas do vôo 1907 apelam para abaixo assinado para conseguir maiores informações sobre o acidente.

     

    O abaixo assinado está abaixo, assim com o link para acessá-lo:

     

    “Estamos promovendo um abaixo assinado em todo o país pedindo o apoio da população brasileira, para que as autoridades locais concluam as investigações do acidente aéreo, com rigor e JUSTIÇA, e informem aos familiares os dados até hoje ainda não divulgados, como os resultados dos testes realizados nos pilotos, bem como a perícia do Jato Legacy e as informações contidas na caixa preta do avião 1907 da Gol, entre outros.


    As assinaturas de apoio serão encaminhadas ao ministro da Justiça, Tarso Genro, na primeira semana de maio, com o intuito de preservar os direitos constitucionais das vítimas da catástrofe ocorrida em 29 de setembro de 2006.


    Isto está sendo divulgado para a imprensa e precisa do apoio e esforço de todos para que o movimento tenha força.


    Pedimos a todos que encaminhem este link para o máximo de pessoas que puderem.


    Vamos lutar pelo que queremos, ou a justiça será a que já conhecemos...”.


    Link: http://www.petitiononline.com/voog1907/petition.html