Edição 1032

  • Conlutas critica CUT

     

    Em nota divulgada publicamente, a central sindical Conlutas critica a sua similar CUT e a acusa de, apesar de ter assinado a nota conjunta de convocação da mobilização nacional do dia 23 de maio, estar começando a "roer a corda" - a CUT está exibindo em seu site uma nota assinada pelo presidente nacional da entidade, Artur Henrique, em que convoca uma "nova rodada de manifestações para o dia 23 de maio, em defesa da manutenção do veto presidencial à emenda 3", esquecendo-se mencionar o combate à reforma da Previdência, a pressão por mudanças na política econômica do governo, pela reforma agrária, moradia, etc.

     

    Para a Conlutas, caso continue a CUT continue a manter essa posição, a CUT estará ameaçando a unidade construída com os demais movimentos recentemente.

     

     

     

     

  • Vídeo denuncia perseguição a índios

     

    Em vídeo, produzido pela Associação de Jovens Índios (AJI) do Brasil, os índios Guarani-Caioá denunciam a perseguição que sofrem por parte da polícia e da imprensa local. O vídeo descreve um confronto entre policiais que invadiram as terras indígenas sem a permissão da FUNAI e dois jovens da comunidade. No confronto dois policiais morreram e um ficou ferido.

    Segundo um morador da comunidade indígena de Dourados (MS), um dos jovens que participou do confronto disse que "O policial puxou a espingarda de dentro do carro e foi logo engatilhando. O índio veio e puxou a arma dele, a arma caiu. O policial pegou de novo uma arma e engatilhou, foi quando a arma disparou e pegou no policial. Que caiu". Os jovens disseram que durante confronto atiraram no primeiro policial morto, mas que o segundo foi um disparo ambiental feito por outro policial.

    Para a polícia da região de Dourados, no entanto, os índios tornaram-se imediatamente culpados. Assim como para a imprensa, que logo os descreveu como bárbaros criminosos. A diferença de tratamento dado para quando um índio é a vítima e para quando é agressor é prova da discriminação que essas comunidades sofrem. Imprensa e rádio local desenham uma imagem dos índios como selvagens e truculentos.

    Leonardo, morador da comunidade, disse que quando um policial chegou na reserva indígena "Ele não vem pra defender alguém, ele vem pra matar. Matar o Carlito. Por isso eles não vão vestidos de policiais, vão a paisana. Matar o Carlito é a missão deles". Carlito Oliveira é o líder da comunidade, e junto com mais 7 jovens índios (Ezequiel, Vicente, Rosalina, Cipriano, André e Ermínio Romeiro), está preso na prisão de Dourados pela morte dos policiais.

    O líder Carlito se apresentou para prestar depoimento e foi preso sem ter estado presente no dia do confronto. Em depoimento à juíza Dileta Terezinha Souza Thomaz, da 1a. vara, três índios confirmaram que o líder não participou dos confrontos. O mandado de prisão contra Carlito e os jovens da comunidade foi expedido pela juíza pela mesma juíza. No confronto entre os índios e os policiais, só havia dois índios, com arcos e pontas de flechas, contra os policiais armados de pistolas e fuzis.

    Os 250 índios da comunidade Caioá aguardam homologação das terras, pelo governo Federal, de Passo Piraju.

     

    Clique aqui para ver o vídeo.

     


    Fonte: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=27453

     

  • Ajuda para o Fórum Social Mundial

     

    O Correio divulga abaixo o pedido de ajuda de Chico Whitaker, organizador do Fórum Social Mundial, para garantir a continuidade do evento.

     

    " Caros amigos e caras amigas,

    O noticiário sobre o Fórum Social Mundial realizado em Nairobi em janeiro deste ano distorceu muito as informações. Com isso pouca gente ficou sabendo que o processo do FSM está em franca expansão, com Fóruns regionais, nacionais e locais pelo mundo afora.

    Assim, ainda neste ano de 2007 será realizado o primeiro Fórum Social nos Estados Unidos, alem de vários outros como no Canadá (Quebec), na Dinamarca, na Alemanha, no nordeste da Índia, em Melbourne na Austrália, em Salvador (Fórum Nordestino), e mesmo aqui em São Paulo, com o Fórum da periferia sul da cidade. E em 2008, entre muitos outros, na Mauritânia, reunindo os países árabes do norte da África, e na Guatemala.

    Com isso o coletivo de entidades brasileiras que lançou e vem apoiando esse processo, com seu escritório aqui em São Paulo, tem que trabalhar triplicado. Mas os recursos de que dispomos para cumprir nossa tarefa são muito escassos.

    A Comissão Justiça e Paz de São Paulo decidiu então dar um apoio especial a esse processo, promovendo uma serie de eventos de arrecadação de recursos, combinados com informações sobre o último FSM de Nairobi e as perspectivas para 2008 e 2009.

    O convite que lhe mando anexo é para o primeiro desses eventos, na segunda feira próxima, dia 14: um encontro na Pizzaria Cristal da Rua Professor Arthur Ramos nº 551, Jardins.

    Não sei quantos de vocês já o receberam (veja anexo). Mas esta mensagem é para lhes pedir sua ajuda nestes últimos dias que nos separam do evento, na venda de convites.

    O preço é necessariamente alto, para que se possa arrecadar uma quantia suficiente de recursos - como nos eventos que se fazem com esse mesmo objetivo nas campanhas eleitorais.

    Mas se não puder dispor dessa quantia, descubra quem pode, a título pessoal ou como empresa ou outra organização. Acredito que você ache, como eu, que vale a pena assegurar a continuidade da proposta do Fórum Social Mundial.

    Telefone ou escreva um mail para a CJP 3826-0133 (2ªs, 4ªs e 6ªs férias das 13 as 17:00hs) ou 3023-4715 (Josy, email CJPSP- Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ), para combinar como fazer, ou mesmo para ver se ha ainda espaço para você contribuir com o que puder e não perder a oportunidade de obter as informações que serão dadas durante o encontro sobre o processo do FSM.

    Com meu abraço,

    Chico Whitaker

    9 de maio de 2007".

  • Carta de João Sette Whitaker Ferreira à Veja São Paulo

     

    A revista "Veja São Paulo" desta semana (http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/sumario2007.html) fez uma dupla de reportagens sobre "jovens arquitetos que estão mudando a cara da cidade" e sobre a ocupação dos mananciais que é o retrato de como as classes dominantes enxergam (ou não-enxergam) a cidade.

     

    Para rebater o descompromisso com a realidade da revista, o urbanista e professor João Sette Whitaker Ferreira escreveu uma carta para a redação da revista, que reproduzimos abaixo.

     
    "Prezados editores da Veja SP,

    Ao colocar lado a lado, numa mesma edição, reportagem sobre jovens arquitetos - todos brilhantes, sem a menor dúvida - que estão "começando a mudar a cara da cidade", e outra sobre o desmatamento e a ocupação dos mananciais (Veja São Paulo Ano 40, nº18, 9 de maio de 2007), a revista, de forma provavelmente inconsciente, mas muito sintomática, acaba escancarando o absoluto descompasso existente entre a forma como as elites brasileiras vêem e entendem a situação urbana do nosso país, acreditando que a "cidade" é só uma, justamente aquela privilegiada pelos investimentos públicos e pelo mercado imobiliário, e que pode ter sua "cara" moldada e renovada apenas pelos traços competentes de arquitetos de sucesso em projetos de casas, lojas e edifícios.

    Infelizmente, a cidade não é só essa, a dos belos projetos arquitetônicos. E os milhões de paulistanos (quase metade da cidade!) que vivem em situação precária ou na informalidade urbana, inclusive nos mananciais, também fazem parte dela, mesmo que sejam esquecidos e desdenhados pela cidade "que vale", a não ser quando lhe servem como domésticas, pedreiros, seguranças, caixas de supermercado.

    Se é verdade que os grileiros cometem crime ao promover a ocupação ilegal dos mananciais, não é por isso que se pode chamar aqueles que buscam moradia nessas regiões por absoluta falta de alternativas oferecidas nem pelo Estado e nem pelo mercado, de um "mundaréu de gente usando as represas de maneira irresponsável". Se parece incomodar a ameaça que essa ocupação constitui para a reserva de água potável da cidade, deveria incomodar mais o fato de que não somos capazes de construir uma sociedade que ofereça moradia a todos e com isso preserve não apenas a natureza e nossos recursos naturais, mas sobretudo a dignidade de seus cidadãos.

    Para a revista, os "bons exemplos de ocupação" da represa ocorrem apenas nos raros bairros de alta classe como o Riviera Paulista ou nos privilegiados clubes como o Yatch Club Santo Amaro. O que a revista não percebe é que a degradação urbana e ambiental - que se vê na ocupação de mananciais, mas também, por exemplo, na manutenção irresponsável de prédios vazios em áreas centrais com infra-estrutura - é de responsabilidade de todos nós, que produzimos uma sociedade desigual e intolerante, que prefere simplesmente ignorar que a "cidade" não é formada apenas pelos bairros "que funcionam", cuja "cara" é mudada pelos arquitetos de sucesso.

    É preciso juntar as coisas e aceitar que a profissão dos arquitetos-urbanistas ainda tem enormes desafios pela frente, para promover uma cidade menos desigual e com moradia digna para todos, sem o que, ao contrário do que pressupõe o primeiro artigo, deverá dobrar-se à constatação de seu profundo fracasso em seu papel social de promover a habitação para toda a sociedade. Esse é, aliás, o objetivo mais original da profissão, para o qual se dedicam também muitos arquitetos. Se o atingir um dia, quem sabe então mereça não só uma capa da Veja SP, mas o respeito de toda a sociedade. E, em especial, dos excluídos.

    Prof. Dr. João Sette Whitaker Ferreira


    Professor de Planejamento Urbano, de graduação e pós-graduação, das Faculdades de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e da Universidade Presbiteriana Mackenzie".

     

  • Delegação da Conlutas ao Haiti

     

    A Conlutas decidiu, em reunião da Coordenação Nacional, organizar uma delegação de sindicalistas que visitará o Haiti, para prestar solidariedade aos trabalhadores haitianos e aumentar a pressão pela retirada das tropas brasileiras de lá.

     

    A viagem será do dia 26/06 ao dia 04/07 - confirmaçõa deverão ser feitas até o dia 30 de maio. O custo estimado será de 1500 dólares, entre passagem e estadia. O numero de componentes da delegação é ilimitado e o convite é estendido também aos partidos politicos PSOL, PSTU e PCB e a personalidades deste campo.

  • Convocatória da Jornada de Lutas do dia 23 de maio

     

    O Correio divulga, abaixo, a convocatória de diversas entidades e movimentos sociais para a jornada de lutas a ser realizada no dia 23 de maio.

     

     

    O movimento sindical, popular e estudantil convoca trabalhadores e o povo a lutar contra a reforma da previdência, contra toda reforma que retire direitos (não à emenda 3), por emprego, salário digno, reforma agrária e moradia, contra a política econômica e o pagamento das dívidas interna/externa, em defesa do direito de greve e contra a criminalização dos movimentos sociais.

    Nós, lutadores e lutadoras do movimento popular, convocamos toda a sociedade para uma grande jornada de lutas, no dia 23 de maio de 2007, contra essa política econômica e o superávit primário, pelo não pagamento das dívidas externa/interna e por uma auditoria dessas dívidas, bem como contra qualquer tipo de reforma que traga prejuízos à classe trabalhadora e à soberania do país.

    Vamos nos manifestar contra a política econômica do governo federal, que enriquece banqueiros e grandes empresários, estrangula qualquer possibilidade de investimentos em políticas sociais, mantendo a perversa concentração de renda.

    Vamos nos manifestar contra a retirada de direitos trabalhistas e contra a reforma previdenciária apresentada, pois é inadmissível reduzir nossas conquistas históricas.

    Lutamos para libertar o Brasil do domínio imperialista, que impõe o agronegócio, que destrói a natureza e compromete a capacidade de produção de alimentos para o povo.

    Nos irmanamos a todos os povos latino-americanos em defesa da independência e da soberania de nossos países. Nos manifestamos pela retirada das tropas do Haiti e contra a invasão do Iraque pelos Estados Unidos.

    Estamos nas ruas por mais direitos para o povo:
    - Reforma Agrária
    - Emprego para todos, redução da jornada de trabalho sem redução de salários
    - Em defesa do direito irrestrito de greve, contra a criminalização dos movimentos sociais
    - Em defesa do serviço público: educação e saúde pública, gratuita e de qualidade para todos.
    - Direito de moradia digna para todos
    - Em defesa do meio ambiente, contra a destruição da Amazônia
    -Valorização do salário mínimo e das aposentadorias
    - Contra a autonomia do Banco Central
    - Contra todas as formas de discriminação e opressão racial, homofóbica e sexista
    - Pela anulação do leilão da privatização da Vale do Rio Doce
    - Energia com tarifa social
    - Pela democratização dos meios de comunicação.
    - Em defesa dos lutadores e lutadoras do movimento sindical e popular, pela reintegração imediata de todos dirigente sindicais, a exemplo dos companheiros do Metrô de São Paulo, e pela imediata libertação dos presos políticos.

    CONLUTAS - Coordenação Nacional de Lutas
    INTERSINDICAL
    CUT - Central Única dos Trabalhadores
    MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
    Via Campesina
    UNE - União Nacional dos Estudantes
    CMS - Coordenação dos Movimentos Sociais
    Assembléia Popular
    UBES União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
    Marcha Mundial das Mulheres
    Pastorais Sociais
    CONAM - Confederação Nacional das Associações de Moradores
    ANPG - Associação Nacional de Pós-Graduandos

     

  • 'Banqueiro, sanguessuga da nação'

    dinheirocorpomulher.jpgAssim como na ditadura militar tudo passava pelos quartéis, no Brasil de hoje, um verdadeiro paraíso dos rentistas, tudo passa pela casta financeira.
  • Sem reforma agrária

    Capitalismo brasileiroNo Brasil, a reforma ou divisão agrária foi rejeitada pela burguesia industrial, que temia que, num país com uma população escassa em relação às suas terras agricultáveis, a reforma agrária tornaria escassa e cara a mão-de-obra.
  • Nova agenda para Aparecida

    AparecidaA nova centralidade não poderá ser mais: como sustar a evasão de católicos para outras igrejas de cunho pentecostal e popular, mas: em que medida as igrejas todas ajudam a garantir um futuro comum para a Humanidade. Artigo de Leonardo Boff.
  • Discurso do Papa ao chegar em Guarulhos

     

    Abaixo, publicamos integralmente o discurso do Papa Bento XVI ao chegar no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

     

     

     

    "Excelentíssimo senhor presidente da República; senhores cardeais e venerados irmãos no Episcopado; queridos irmãos e irmãs em Cristo!

     

    É para mim motivo de particular satisfação iniciar minha visita pastoral ao Brasil e apresentar a Vossa Excelência, na sua qualidade de chefe e representante supremo da grande nação brasileira, os meus agradecimentos pela amável acolhida que me foi dispensada. Um agradecimento que estendo, com muito prazer, aos membros do governo que acompanham Vossa Excelência, às personalidades civis e militares aqui reunidos e às autoridades do Estado de São Paulo. Nas palavras de boas-vindas a mim dirigidas, sinto ecoar, senhor presidente, os sentimentos de carinho e amor de todo o povo brasileiro para com o sucessor do apóstolo Pedro.

     

    Saúdo fraternalmente no senhor os meus queridos irmãos no Episcopado que aqui vieram para me receber em nome da igreja que está no Brasil. Saúdo igualmente os sacerdotes, os religiosos e as religiosas, os seminaristas e os leigos comprometidos com a obra de evangelização da igreja e com o testemunho de uma vida autenticamente cristã. Enfim, dirijo a minha afetuosa saudação a todos os brasileiros sem distinção, homens, mulheres, famílias, anciãos, enfermos, jovens e crianças. A todos digo de coração: Muito obrigado pela vossa generosa hospitalidade!

     

    O Brasil ocupa um lugar muito especial no coração do papa não somente porque nasceu cristão e possui hoje o mais alto número de católicos, mas sobretudo porque é uma nação rica de potencialidades com uma presença eclesial que é motivo de alegria e esperança para toda igreja. A minha visita, senhor presidente, tem um objetivo que ultrapassa as fronteiras nacionais: venho presidir, em Aparecida, a sessão de abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho. Por uma providencial manifestação da bondade do Criador, este país deverá servir de berço para as propostas eclesiais que, Deus queira, poderão dar um novo vigor e impulso missionário a este continente.

     

    Nesta área geográfica, os católicos são maioria: isso significa que eles devem contribuir de modo particular ao serviço do bem comum desta nação. A solidariedade será, sem dúvida, palavra cheia de conteúdo quando as forças vivas da sociedade, cada qual dentro do seu próprio âmbito, se empenharem seriamente para construir um futuro de paz e de esperança para todos.

     

    A Igreja Católica - como coloquei em evidência na encíclica "Deus caritas est'”- transformada pela força do Espírito é chamada para ser, no mundo, testemunha do amor do Pai, que quer fazer da humanidade uma única família, em seu Filho" (c.f.19). Daí o seu profundo compromisso com a missão evangelizadora, a serviço da causa da paz e da justiça. A decisão, portanto, de realizar uma conferência essencialmente missionária bem reflete a preocupação do episcopado, e não menos a minha, de procurar caminhos adequados para que, em Jesus Cristo, os "nossos povos tenham vida", como reza o tema da conferência. Com esses sentimentos, quero olhar para além das fronteiras deste país e saudar todos os povos da América Latina e do Caribe, desejando, com as palavras do apóstolo, "que a paz esteja com todos vós que estais em Cristo" (1 Pt 5,14).

     

    Sou grato, senhor presidente, à divina providência que me concede a graça de visitar o Brasil, um país de grande tradição católica. Já tive oportunidade de referir o motivo principal da minha viagem, que tem um alcance latino-americano e um caráter essencialmente religioso.

     

    Estou muito feliz de poder passar alguns dias com os brasileiros. Sei que a alma deste povo, bem como a de toda a América Latina, conserva valores radicalmente cristãos que jamais serão cancelados. E estou certo que, em Aparecida, durante a Conferência Geral do Episcopado, será reforçada tal identidade, ao promover o respeito pela vida, desde a sua concepção até o seu natural declínio, como exigência própria da natureza humana; fará também da promoção da pessoa humana o eixo da solidariedade, especialmente com os pobres e os desamparados.

     

    A igreja quer apenas indicar os valores morais de cada situação e formar os cidadãos para que possam decidir consciente e livremente; neste sentido, não deixará de insistir no empenho que deverá ser dado para assegurar o fortalecimento da família -como célula mãe da sociedade; da juventude -cuja formação constitui fator decisivo para o futuro de uma nação- e, finalmente, mas não por último, defendendo e promovendo os valores subjacentes em todos os segmentos da sociedade, especialmente dos povos indígenas.

     

    Com estes auspícios, ao renovar os meus agradecimentos pela calorosa acolhida de que, como sucessor de Pedro, sou objeto, invoco a proteção materna de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, evocada também como Nuestra Señora de Guadalupe, padroeira das Américas, para que proteja e inspire os governantes na árdua tarefa de serem promotores do bem comum, reforçando os laços de fraternidade cristã para o bem de todos os seus cidadãos. Deus abençoe a América Latina! Deus abençoe o Brasil! Muito obrigado".

     

    Papa Bento XVI, Guarulhos, São Paulo, Brasil, 09 de maio de 2007

     

  • CNBB e Papa podem não falar a mesma língua

    Papa Bento XVI
    Bento XVI abençoa o público no mosteiro de São Bento, em São Paulo, durante
    a sua visita ao Brasil (Foto: Fabio Pozzebom/ABr)
  • Alberto Dines: governo petista ameaça liberdade de imprensa

    Mídia brasileiraO Correio publica entrevista exclusiva com Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, que analisa a liberdade de imprensa no Brasil e dá a sua opinião sobre a TV pública nacional proposta pelo governo federal.