Edição 1068

  • O retrocesso nacional-estalinista

    análise empírica desapareceu e foi substituída por apelações genéricas ao povo, ao anti-imperialismo e à direita golpista.

  • Existe ou não perigo real e imediato de golpe reacionário na Venezuela?

    Há boas razões para pensar que o que viria depois faria o governo Temer parecer moderado.

  • Quantas vezes irão tentar matar Getúlio?

    Tenho esperança de que não conseguirão assassinar, de novo, Getúlio, com acusações a seu legado pela mídia tendenciosa.

  • “O dinheiro deve servir, e não governar!”

    O Papa escreveu uma carta que merece atenção dos jovens brasileiros por ocasião do encerramento do Rota 300, em Aparecida.

  • O calendário e a marcha dos acontecimentos: notas sobre conjuntura e ideologia

    Derrotar as forças golpistas é o único que importa neste momento? Ganhar para que e com que programa?

  • Três vertentes para derrotar a direita

    Mantida a estratégia de conciliação, os efeitos táticos serão capengas e a possível candidatura Lula perderá consistência.

  • O PT queria mesmo o impeachment de Temer? Ou correu para não chegar?

    É o chamado óbvio ululante que tal aliança tática conviria a Lula, Dilma, Temer e Aécio.

  • O círculo quadrado de Moro

    Como as provas contra Lula não aparecem, ele volta a crescer no conceito do povo e na perspectiva eleitoral.

  • Fica Temer: “direita está perdida e esquerda avança cada vez mais para a ignorância e pusilanimidade

    Sobre o arquivamento da denúncia a Temer e a suposta recuperação econômica, entrevistamos o economista Reinaldo Gonçalves, autor de A Economia Política no Governo Lula.

  • Leituras Brasileiras: capítulo 2

    Com a socióloga Maria Orlanda Pinassi, publicamos segundo vídeo de série com pensadores brasileiros.

  • Por que a Constituinte de Maduro não é democrática?

    Porque não foi eleita numa eleição normal, por voto direto, universal e secreto. Longe disso, usou mecanismos de trapaça.

  • Sobre revoluções e governos

    A trama venezuelana está orientada por intenso conflito de classe que precisamos entender ou seremos devorados.

  • Acirra a luta de classes na Venezuela

    Óbvio que não é o regime perfeito e ainda está muito longe do socialismo, mas tem suas bases muito firmes na população.

  • Ligado no dia 2/8

    ― Alô, deputado, aqui fala o presidente.
          
    ― Presidente?!
          
    ― Sim, o Michel...

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    ― Alô, deputado, aqui fala o presidente.
          
    ― Presidente?!
          
    ― Sim, o Michel.
          
    ― Como vai, excelência?
          
    ― Felizmente bem.
          
    ― A que devo a honra de seu telefonema?
          
    ― É sobre a votação do dia 2 de agosto. Como o senhor sabe, sofro uma acusação improcedente. Por isso, fui absolvido pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
          
    ― Mas vossa excelência não recebeu o dono da Friboi na calada da noite nos porões do Palácio Jaburu, e não avalizou junto a ele o ex-deputado Rocha Loures como homem de sua inteira confiança?
          
    ― Ora, como eu poderia deixar de receber quem fez generosas doações às campanhas do PMDB?
          
    ― E o Rocha Loures, o homem da mala?
          
    ― Não era dinheiro que havia naquela mala. Eram pizzas. O deputado comprou setenta pizzas e, por isso, preferiu transportá-las numa mala de rodinhas.
          
    ― Mas ele saiu correndo pela rua, afobado.
          
    ― Sim, para evitar que as pizzas esfriassem. Como é um homem de bom coração, pretendia distribuí-las para moradores de rua.
          
    ― E em que posso lhe ser útil, excelência?
          
    ― Como o senhor anda de emendas?
          
    ― Ora, presidente, emendo daqui, emendo dali, e não consigo tapar o buraco de minhas promessas eleitorais.
          
    ― De quanto anda precisando?
          
    O deputado faz o cálculo, diz ao presidente e pergunta:
          
    ― De onde vossa excelência vai tirar o dinheiro se está cortando gastos até de programas sociais?
          
    ― Do aumento dos impostos, evidentemente.
          
    ― Bem que vi este adesivo em um carro: “Encha o tanque e salve o Temer”, data venia presidente.
          
    ― Não quero pressioná-lo, deputado. Sei que o senhor votará pela estabilidade política do país. Quero é premiá-lo. Sua atividade parlamentar é digna de meu apreço.
          
    ― Presidente, votarei com o meu partido.
          
    ― Com todo respeito, deputado, partido já nada significa. Veja o Jucá, já foi do PSDB, do PDS, do PFL, do PPR e agora está no PMDB. O que importa é o homem, não a agremiação.
          
    ― Presidente, se o senhor está tão convencido de sua inocência, por que teme o julgamento do STF?
          
    A ligação é abruptamente interrompida.

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  • Os primeiros disparos da segunda Guerra Fria

    As sanções dos EUA são devastadores ataques contra a economia e os planos políticos do governo russo.

  • Brasil – Estados Unidos: a imprudente ufania de início de mandato

    Dilma, ao logo alterar a postura no tocante a direitos, aproximar-se-ia de Obama na retórica.

  • Excesso de partidos

    Não faltam razões que justifiquem a insignificância dos partidos brasileiros.