Edição 996

  • 2016: a agonia do modelo e suas consequências

    altA resposta do governo Dilma não será nenhuma virada na política econômica, entre outras razões porque para continuar a esvaziar o impeachment a lógica é de mais concessões ao grande capital. Onde se verifica nitidamente o aprofundamento do ajuste é a retomada com força da reforma previdenciária.

     

  • Brasil-Estados Unidos: a balança inicial desfavorável na primeira gestão Dilma

    altRousseff herdou do relacionamento comercial entre os dois um fardo: um biênio de déficit. Isto encerraria o período positivo dos anos 2000. Até o momento, apesar do baque econômico brasileiro, o que deveria desestimular as importações, o saldo continua bastante inclinado a favor dos norte-americanos.

     

  • Uma nova São Paulo surge

    altPara nós, paulistanos, a rua era o espaço de trânsito que separa dois espaços privados. Os espaços privados são onde as pessoas de bem costumam ficar. Isso ainda persiste, mas está mudando. O carnaval de rua em Sampa é um belo exemplo.

     

  • Declaração conjunta dos Prefeitos e do Papa (2)

    altEscravidão moderna e mudanças climáticas: o compromisso das cidades e de seus prefeitos.

  • Até quando a esquerda vai pagar por erros do lulismo?

    altA esquerda brasileira só conseguirá ressurgir com força e credibilidade social, com programas de transformação, com respaldo dos trabalhadores, quando os fantasmas do lulismo estiverem exorcizados, quando tivermos encerrado esse período de desagregação da nossa história política.

  • O preço do petróleo e o sinal dos tempos

    altÉ necessário garantir a propriedade do petróleo brasileiro e ficar com seu valor de uso. Agregar valor ao petróleo, na produção de derivados, petroquímicos e fertilizantes. Distribuir a riqueza, atender as necessidades dos brasileiros e erguer a infraestrutura para a produção das energias renováveis.

     

  • Uma experiência de micropolítica territorial afetiva: o Círculo de Cidadania do Bairro de Fátima e Vizinhanças

    altNão sabíamos o que aconteceria, mas tínhamos um ponto claro: queríamos realizar ações locais com as pessoas que moram e gostam do bairro a fim de promover cidadania.

     

  • A alma de Lula

    altNa PF, Lula negou qualquer relação com o empresário e menos ainda com qualquer de suas empresas. Creio que neste caso Lula diz a verdade. Afinal, qual o poder de um reles lobista diante de um sujeito que traz as multinacionais na alma?

  • Há como evitar o caos?

    altMas, e a verdadeira solução? Delfim Netto não a pode apontar. Teorias sofisticadas, voltadas para conservar o império da oligarquia concentradora, como o keynesianismo, embora rotulado como progressista, são uma espécie de ópio de economistas, inclusive ditos de esquerda.

     

  • O Brasil sem fome

    altEmbora reconheça a importância do agronegócio e das commodities na balança comercial, mas a um alto custo socioambiental pelo uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes químicos, o melhor negócio para o Brasil e a alimentação saudável dos brasileiros é a agricultura familiar e camponesa.

  • Fórum Social Temático de Porto Alegre de 2016: uma avaliação possível

    altEstamos apostando no sucesso do próximo Fórum Social Mundial em Montreal, Canadá – o primeiro a se realizar no Hemisfério Norte - e estava em Porto Alegre toda uma delegação de seu coletivo facilitador. Esperemos que a falta do balanço não a impeça de ver os erros a evitar e de avançar a partir dos acertos.

     

  • Frades dominicanos na América Latina e os 800 anos da ordem

    altCom a ditadura militar e o agravamento das condições sociais do povo brasileiro, somados à renovação da Igreja Católica suscitada pelo Concílio Vaticano II, os dominicanos assumiram, como prioridade missionária, a defesa dos direitos dos mais pobres e a conquista da liberdade democrática.

  • A paz sofre sanções dos Estados Unidos

    altJá se ouviam os acordes finais anunciando o happy end do conflito nuclear iraniano. A Associação Internacional de Energia Atômica (AIEA) atestara que o Irã cumprira todas as suas obrigações com o acordo de paz. As “sanções para agradar amigos externos e inimigos internos” podem levar Khamenei a radicalizar o seu pragmatismo conservador.

  • Nova velha fórmula: qual o trajeto?

    altA comunicação do trajeto é um mero subterfúgio. Esse comando claramente visa colocar a população contra a manifestação, numa atuação semipolitizada da polícia. Por outro lado, um grande setor da esquerda insiste em não compreender o MPL – e o novo movimento social. Mas, como dito por Lucio Gregori, a pauta do passe livre já conquistou seu lugar e conta com o apoio dos trabalhadores.