Especial Trabalho

 

 

Em mais uma de nossas publicações especiais, veiculamos o estudo de Ursula Huws, pesquisadora inglesa das modificações no mundo do trabalho em face da globalização e da intensa difusão de novas tecnologias. Exclusivamente traduzido pelo Correio, o estudo aprofunda o olhar sobre os impactos sociais, territoriais e na formação das identidades a partir do

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Como o governo Lula pretende resolver o problema da habitação. Alguns comentários sobre o pacote habitacional Minha Casa, Minha Vida'

 

 

O pacote habitacional lançado em abril de 2009, com a meta de construção de um milhão de moradias, tem sido apresentado como uma das principais ações do governo Lula em reação à crise econômica internacional e também como uma política social em grande escala.

 

Pedro Fiori Arantes e Mariana Fix analisam detalhadamente o plano, desconstruindo o objetivo declarado pelo governo de atender à demanda habitacional de baixa renda. Muito pelo contrário, o perfil de investimento adotado indica o modelo dominante no pacote, com uma clara aposta na iniciativa privada. O perfil de atendimento previsto revela, por sua vez, o enorme poder do setor imobiliário, favorecendo uma faixa estreita da demanda que mais lhe interessa.

 

Confira abaixo a análise passo a passo: 

 

 

Mariana Fix é arquiteta e urbanista formada pela FAU-USP, mestre em sociologia pela FFLCH-USP e doutoranda no Instituto de Economia da UNICAMP.

Energia
Em função dos recorrentes problemas no setor elétrico brasileiro - que passam pelas constantes polêmicas relativas às tarifas de energia, pelas ameaças de um novo racionamento e, no atual momento mais acentuadamente, pelos impactos ambientais associados aos vários tipos de matriz energética em questão -, veiculamos abaixo a edição especial que o Correio publicou sobre o setor em julho de 2005.
São várias reportagens e entrevistas abordando os descaminhos a que foi conduzido o setor, especialmente no governo FHC e, mais recentemente, também sob Lula, em função da adoção de modelos equivocados, da falta de planejamento e do abortamento de uma perspectiva de mudanças quando, finalmente, parecia surgir uma chance. Permeando esses descaminhos, a sempre e renovada permissividade nas relações público-privadas.
Confira abaixo.

 

alt2014: instabilidade, incertezas e lutas

Valéria Nader e Gabriel Brito

 

2014 é um ano que começa já marcado por efemérides. 30 anos do comício das Diretas Já, 50 anos do golpe militar de 64, a copa do mundo novamente no Brasil, eleições presidenciais. Ao contrário de 2013, que não trazia inscritos grandes datas e acontecimentos históricos, mas que protagonizou as maiores e mais intensas manifestações populares dos últimos tempos.

As surpresas que são reservadas para 2014, para além dos fatos marcantes que já estão no radar, não há como adivinhar. Nada faz supor, no entanto, que será um ano de calmaria.

As avaliações prospectivas desse Correio no começo de 2013 já prognosticavam a limitação de visão estrutural na quais vinham se enquadrando as medidas do governo que procuravam impulsionar uma economia em crise. Agora, neste início de ano novo, estão evidentes, para além dessa miopia, um repique e reincidência do governo no conservadorismo econômico a la FMI, respondendo às pressões e chantagens do mercado financeiro e fazendo ouvidos moucos às vozes eloquentes das ruas em 2013.

Como de praxe, as maiores vítimas serão as populações que há séculos sofrem com a precariedade de serviços públicos. Certamente voltarão às ruas, à medida que assistirem às finalizações das obras faraônicas voltadas à copa.

Nosso entrevistado especial para esta edição especial prospectiva é Pablo Ortellado, professor da USP.

 

 

 

alt‘O poder público não tem interesse algum em realmente ressocializar os presos’

Gabriel Brito

 

Como em outras ocasiões, o Brasil voltou a se alarmar com uma crise no sistema carcerário, desta vez no complexo prisional de Pedrinhas (MA). A novidade deve-se aos adventos tecnológicos, responsáveis pela divulgação de cenas de violência. Apenas mais do mesmo, dentro de um dos países que mais encarcera no mundo. Tentando olhar muito além da terra dos Sarney, o Correio entrevistou Maria Railda Silva, da Associação dos Amigos e Parentes de Presos, que há cerca de três anos faz um silencioso trabalho nos presídios do país.

 

 

 

alt‘Inevitavelmente, a sociedade terá de se abrir mais para o debate das drogas’

Gabriel Brito

 

Contrariamente à operação “dor e sofrimento” empreendida pelo governo estadual tucano, nos inícios de 2012, o programa Braços Abertos, da prefeitura petista de Fernando Haddad, aparece com uma nova proposta de relação e tratamento com os dependentes, tentando inseri-los socialmente ao mesmo tempo em que se tenta administrar a dependência química. O Correio da Cidadania entrevistou o médico psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, professor da Unifesp e conhecido nos debates e propostas anti-proibicionistas, que vão na direção contrária da doutrina de guerra às drogas – cada vez mais contestada e desmistificada.

 

 

alt‘Sem os movimentos populares, governo Haddad não terá como enfrentar o capital imobiliário’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

Um dos grandes fenômenos sociais da atualidade, a luta pela moradia nas grandes cidades ganhou um capítulo marcante neste início de ano, com a imensa ocupação entre os bairros de Jardim Ângela e Capão Redondo (zona sul da capital paulista), denominada Nova Palestina e formada por cerca de 8000 famílias. As famílias estão, cada dia mais, sem outra alternativa, a não ser a ocupação de terra, para ter assegurado seu direito à moradia”, constata Guilherme Boulos, membro do MTST, em entrevista ao Correio da Cidadania.

 

 

 

alt‘Luta do MST de hoje é contra o modelo do capital na agricultura e necessita de toda a sociedade’

Gabriel Brito e Valéria

 

Em entrevista ao Correio, Gilmar Mauro, dirigente nacional do MST, faz um apanhado histórico, ressalta a trajetória do movimento, mas reconhece a urgência de novas pautas diante da sociedade, atualizando os conceitos sobre a necessidade da reforma agrária no atual contexto político da agricultura brasileira. “Não se trata de fazer uma reforma agrária que apenas distribua a terra, para disputar mercado com o agronegócio na base do produtivismo burro. Trata-se de mudar o modelo". A respeito do desempenho dos governos recentes, apenas desengano.

 

 

alt‘Estamos no campo do imponderável e acho difícil que o aumento da repressão detenha as manifestações’

Gabriel Brito, da Redação


Já se preparando para a festa da Copa do Mundo e o processo eleitoral subsequente, o governo brasileiro tenta acelerar as pautas de enrijecimento das leis penais. O advogado Rodolfo Valente, que já prestou auxílio jurídico a diversos manifestantes presos nos últimos tempos, em entrevista ao Correio, acredita que a repressão realmente virá com toda a sua força, uma vez que o governo, em relação aos atuais protestos, “faz uma aposta no conservadorismo”. Além disso, o advogado também contou como tem sido o trabalho daqueles que defendem os presos em atos, “praticamente todos a esmo”.

 

 

alt‘Dilma aprofunda desregulamentação, liberalização e desnacionalização’

Valéria Nader

 

“Os traidores sempre acabam por pagar por sua traição, e chega o dia em que o traidor se torna odioso mesmo para aquele que se beneficia da traição”. É com esta frase, atribuída a Victor Hugo, que o economista e professor titular de Economia da UFRJ, Reinaldo Gonçalves, encerra entrevista que concedeu ao Correio da Cidadania, para avaliar a atual crise econômica que arrasta  países emergentes e as orientações econômicas e políticas em vigor nos anos petistas, em geral, e no governo Dilma, em particular.

 

 

 

‘Consciência e independência deram amplitude inédita à greve do rodoviários de Porto Alegre’

Gabriel Brito


Parte mais do que interessada nos debates sobre reajustes de tarifa e passe livre, que agitaram o Brasil de forma espetacular no ano passado, os trabalhadores rodoviários de Porto Alegre promoveram uma grande e rara mobilização na categoria, com uma greve que durou praticamente duas semanas e teve 100% de adesão da categoria, além da paralisação de toda a frota de ônibus da cidade. O Correio da Cidadania  conversou com Mauricio Barreto, membro da oposição à direção da Força Sindical.

 

 

alt‘Mídia traz uma Venezuela caricata, completamente deslocada da realidade’

Valéria Nader

 

Assistir aos noticiários ou ler matérias dos maiores grupos de mídia sobre os últimos manifestos na Venezuela é se deparar, sem exceção, com um bloco monocórdio, parcial e tendencioso. Um dos jornais televisivos de maior repercussão no país, o Jornal Nacional da Rede Globo, em uma de suas edições, chegou mesmo a trazer os acirrados acontecimentos da Venezuela a partir das falas, imagens e cenários de somente um dos lados – a oposição ao presidente Maduro e ao chavismo. Para avançar o debate, o Correio da Cidadania conversou com Pedro Silva Barros, titular da missão do IPEA em Caracas, Venezuela, desde setembro de 2010.

 

 

São Paulo vê retomada do carnaval de rua e grande número de blocos

Gabriel Brito

 

O Brasil se prepara para se atirar em mais um carnaval, para muitos o verdadeiro rito de passagem ao novo ano. Em São Paulo, o clima não é diferente e, inclusive, sente-se no ar uma sensação de novos tempos, com um número de desfiles de blocos carnavalescos altamente superior ao que vinha sendo verificado nos últimos anos. “O bloco do Saci da Bixiga surgiu a partir da necessidade de resgatar o carnaval para o povo, de forma verdadeira, sob o lema ‘diversão e contestação’”, disse Claudimar Gomes dos Santos, em entrevista ao Correio.

 

alt‘Voltar a debater racionamento é uma vergonha, face aos bilhões de reais gastos com os grandes consumidores’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

Novamente às voltas com problemas no setor energético, o país discute as possibilidades da repetição do racionamento de energia. O Correio da Cidadania voltou a conversar com o engenheiro e professor da USP Ildo Sauer. Sauer enfatiza que o que vemos agora é a consequência da absoluta falta de planejamento no setor, mantendo-se a estrutura liberalizante dos anos 90 e a preservação dos interesses particulares, que dominam completamente as movimentações dos políticos do setor. Tudo, há mais de dez anos, como faz questão de ressaltar, sob a égide da atual presidente e ex-ministra das Minas e Energia.

 

altGreve dos garis: ‘Foi uma surpresa muito grande, mas nós mostramos que a união faz a força’

Gabriel Brito

 

“Acho que o prefeito não acreditou que pararíamos e pagou pra ver. Mas fez a aposta errada. Eu também não esperava a categoria toda se unindo e entendendo o propósito. Todo mundo vestiu a camisa. Mesmo aqueles que foram coagidos em suas gerências. O movimento foi regido por funcionários de dentro da empresa, cansados de sofrerem e serem perseguidos, cansados de não terem valor”, disse Fabio Coutinho, um dos principais líderes da paralisação, em entrevista ao Correio.

 

 

alt“Para o Mais Médicos dar certo, é preciso mudar a mentalidade mercantil na saúde do Brasil”

Raphael Sanz e Gabriel Brito

 

Critica-se muito a forma como foi feito o contrato com os médicos vindos de Cuba, os quais têm parte do seu salário retido pelo governo da ilha, como numa espécie de terceirização; por outro, o programa foi altamente festejado por parcelas da população, tendo em vista que os médicos estrangeiros vieram atender em localidades que praticamente nunca desfrutaram de atendimento digno. O Correio da Cidadania localizou um hotel em São Vicente (SP) que abriga 12 médicos do programa, a maioria vinda de Cuba e da Espanha.

 

 

alt‘Repassar empréstimo às elétricas para o consumidor parece atitude de ditadura’

Valéria Nader e Gabriel Brito

 

Para o engenheiro Roberto D’Araújo, nosso entrevistado para esclarecer um pouco mais da crise e trapalhadas do setor elétrico, as dificuldades das distribuidoras vêm de erros acumulados. A começar pela história mentirosa de que a nossa tarifa é pouco competitiva, o que fez com que o governo, num “ato de voluntarismo”, e sob pressão dos grandes consumidores, baixasse a MP 579, “com vários erros nas notas técnicas. Em vez de fazer leilão, queria obrigar as usinas que estavam em final de concessão a vender energia para compensar a energia cara que há no Brasil inteiro”.

 

 

 

‘Temos a impressão de que a chamada transição democrática não vai acabar nunca’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior


O Brasil se reencontra com sua história e, mesmo a contragosto, faz cada vez mais exames críticos de seu passado, ainda repleto de fatos desconhecidos da sociedade, como exemplificam diversos trabalhos divulgados da Comissão da Verdade. Na “descomemoração” deste infeliz cinquentenário, entrevistamos Marcelo Zelic, diretor do Grupo Tortura Nunca Mais, um dos mais perseverantes movimentos por justiça e reparação que o país conheceu.

 

altIvo Herzog: ‘tivemos evolução em absolutamente todas as áreas após o fim da ditadura’

Gabriel Brito e Leandro Iamin

 

Ivo Herzog conversou com o Correio e fez um balanço da democracia brasileira, em meio às lembranças dos 50 anos do golpe. Apesar de salientar as inúmeras dificuldades que ainda enfrentamos, faz questão de desmistificar as afirmações de que nos tempos do regime de exceção alguns aspectos da vida nacional caminhavam melhor. Quanto à posição do exército em ajudar nas investigações de torturas e outros crimes em suas instalações, foi novamente otimista. “Se existe essa disposição do exército, é uma conquista da sociedade”.

 

 

 

alt'Mídia requenta Pasadena para acabar com a Petrobras e ajudar na entrega do Pré-Sal’

Valéria Nader

 

Não é a primeira vez que a Petrobras é alvo de uma possível CPI. Para o engenheiro Fernando Siqueira, ex-presidente AEPET, não se trata, no entanto, de uma CPI séria. O que está de fato em jogo, para o engenheiro, é um acontecimento agora requentado pela mídia, atrelada ao jogo do cartel internacional, com o intuito de acabar com a Petrobras, para entregar Pré-Sal e “sangrar” Dilma, presidente do Conselho de Administração à época da compra da refinaria. Mas a atual presidente não sai nem um pouco ilesa das avaliações de Siqueira, muito pelo contrário.

 

 

 

alt‘Se após cinco anos de UPP ainda há favela ocupada por forças armadas, avançamos muito pouco’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

O Correio entrevistou Marcelo Freixo, que voltou a destacar a ausência de outros braços estatais, para além do armado, nos locais estigmatizados, no momento em que já se completam cinco anos da implantação das UPPs. “O problema é que o projeto não se deu exatamente em nome da segurança pública. As áreas mais violentas não foram as que receberam UPPs. As áreas que as receberam são aquelas destinadas a investimentos do capital privado, isto é, favelas da zona sul, da área hoteleira, do entorno do Maracanã e da zona portuária”, resumiu o deputado estadual.

 

 

altA maioria das pessoas já é a favor da revisão da lei de Anistia’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

"Os escrachos foram as ações mais impactantes já feitas por nós nesses anos. Agora, a maioria é a favor da revisão da lei de Anistia, que é o grande impedimento para investigar os torturadores". Na conversa com o Correio, Pedro Freitas, do Levante Popular da Juventude, ressalta a importância de articulações em favor da preservação da memória, uma vez que em sua opinião nossa democracia carrega vestígios do regime de exceção. Apesar de algumas ressalvas sobre a trajetória da Comissão Nacional da Verdade, tem um parecer otimista a respeito do seu legado.

 

 

alt‘Eleição está marcada por um centrão de posições’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

“O cenário está muito nebuloso, até porque essas pré-candidaturas mais visíveis e fortes não têm ainda um perfil claro. Não há uma nitidez de projetos, uma clareza quanto à visão do processo brasileiro, de passado, futuro, nossos gargalos...”, disse o deputado federal do PSOL Chico Alencar, em entrevista ao Correio da Cidadania. Parece, ainda, claro, para o deputado, que a grande festa da FIFA pautará as eleições, especialmente se o grau de contestação atingir patamares parecidos com os de junho passado, quando se realizou a Copa das Confederações.

 

 

alt‘Não aceitaremos arrocho de salário e de verba para atividades de ensino, pesquisa e extensão na USP’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

Além de refutar ideias de flexibilização de contratos trabalhistas e corte de investimentos na USP, Chico Miraglia, em entrevista ao Correio, destaca a possibilidade de o estado de SP adotar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, vigente no resto do país, mas de implantação evitada pelos governos tucanos. “Não vamos aceitar arrocho de salário ou de verba para atividades fundamentais de ensino, pesquisa e extensão. É o tipo de coisa que se destrói em cinco anos e, pra reconstruir, demora 30. Olha o ensino básico...”, alertou.

 

 

alt‘O déficit habitacional no Rio é gritante; vai provocar mais lutas e mobilizações’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

Como já se viu claramente em outras cidades, a luta por moradia está na ordem do dia no Rio de Janeiro. Assim como a violência do Estado. Foi esse o enredo da ocupação do antigo terreno da Telerj, no bairro Engenho Novo, que reuniu 5 mil famílias, até a reintegração de posse que o deixou novamente ocioso e abandonado. “Eu participei da reintegração do Pinheirinho e essa foi muito parecida em termos de violência, brutalidade e truculência policial. Um negócio impressionante”, disse o assistente social Guilherme Simões, em entrevista ao Correio.

 

 

alt‘É fundamental um programa de país que aponte para além das eleições’

Valéria Nader

 

O Brasil se aproxima da Copa de 2014 e também das eleições presidenciais. Por esses dias, quanto mais se chega perto desses esperados acontecimentos, mais se embaralha o cenário político. Especialmente quando se está diante de uma imprensa, e dos grupos econômicos e políticos que a monopolizam, que trazem uma avaliação tão parcial e distorcida da realidade. É para avaliar este contexto que o Correio conversou com o historiador Mário Maestri, para quem a queda de apoio ao governo tem resultado em mais exigências do capital, “além do já muito que recebe, para manter seu apoio”.

 

alt‘Apesar da repressão policial bem aprimorada, manifestos populares vão prosseguir’

Gabriel Brito e Paulo Silva Jr.; colaborou Valéria Nader

 

A Copa do Mundo no Brasil se aproxima e, junto com ela, vai aparecendo um sentimento popular generalizado de irritação e contrariedade com o evento. Nem mesmo pode ser tomado como surpreendente este clima nada ufanista no país do futebol, pois a realidade que cerca a Copa do Brasil tem também se imposto com muita clareza aos olhos da grande maioria.  “Com certeza existe algum legado positivo, mas apenas para todos aqueles que lucraram com as intervenções urbanas”. É o que diz Marina Mattar, porta-voz do Comitê Popular da Copa, em entrevista ao Correio da Cidadania, por ocasião do Dia Internacional de Lutas Contra a Copa em São Paulo

 

alt‘A legalização da maconha é um processo que, inclusive por interesses econômicos, está em curso e é irreversível’

Gabriel Brito e Raphael Sanz

 

Até pouco tempo atrás vista como movimento de pouca importância na agenda política, inclusive progressista, a Marcha da Maconha ganha cada vez mais adeptos e influência. “O cenário internacional mudou, já não dá mais pra defender a atual política, ela não tem base científica nenhuma, resultado nenhum. Não dá mais pra esconder”, disse Julio Delmanto, do coletivo antiproibicionista Desentorpecendo a Razão (DAR), em entrevista ao Correio, que também destaca que a própria sociedade brasileira já tem outro nível de compreensão do debate da legalização das drogas.

 

 

alt‘Nós, do sindicato dos rodoviários, tentamos negociar, mas tem hora que não dá pra segurar’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

Se no ano passado foi o MPL e toda a onda popular contra o reajuste de 20 centavos na tarifa que roubaram a cena, desta vez foram os trabalhadores do setor. O Correio entrevistou Marco Antônio Coutinho, do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus.

 

 

 

alt‘O brasileiro percebeu quais são seus direitos; o medo deixou de existir’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

O país se aproxima da Copa e as mobilizações populares parecem aquecer-se ainda mais. Enquanto os sem teto ganham os holofotes em sua sequência de ocupações e mobilizações, greves começam a pipocar cada vez mais. Para Jussara Basso, coordenadora do MTST, os protestos vão continuar, pois muitas pessoas teriam perdido o medo. Já o Estado, em sua visão, tem feito blefes para tentar acuar a população, mas seus representantes têm medo de ficarem marcados pela repressão em período pré-eleitoral.

 

 

alt‘Nossa opção em São Paulo é poluir a água que está perto e captar a que está longe’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

Trata-se de um cenário histórico de imprevidência, aliado à falta de uma cultura que enxergue a água como bem escasso. É assim que resume a especialista em gestão de recursos hídricos Marussia Whately, entrevistada pelo Correio.

 

 

 

altPróximo ao Itaquerão, Jardim Helian encara uma Copa sem legado social

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

Uma das comunidades de Itaquera, o Jardim Helian vê de perto o processo político e social trazido ao bairro por conta da Copa do Mundo e da construção do recém-inaugurado estádio do Corinthians. Agora, a poucos dias da abertura do mundial, aquilo que se chama de legado já começa a se mostrar em sua realidade. “Aqui na nossa comunidade é córrego a céu aberto, não tem asfalto, de equipamento público só tem essa UBS, que é em uma casa locada... Não tem campo de futebol, não tem praça esportiva, de lazer, não tem nada”, disse Rodrigo Reis, líder da Associação de Moradores do Jardim Helian, em entrevista ao Correio da Cidadania.

 

alt‘Automobilização sindical e movimentos urbanos fortalecem ativismo social’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

Voltamos a junho, que novamente ficará para a história, um ano após as manifestações que chacoalharam um país agora às portas da 20ª Copa do Mundo de futebol. “Aquele ‘estilo’ de manifestação não deve se repetir, as pautas de hoje são mais focadas e tendem a se desenvolver de forma mais orgânica do que em junho de 2013”, disse ao Correio o sociólogo do trabalho Ruy Braga, que enxerga um novo ciclo. “Temos um verdadeiro levante nos setores mais precarizados contra as direções sindicais e o comodismo que tomou conta do sindicalismo oficial”.

 

 

alt‘Teremos duas Copas do Mundo: uma com as imagens bonitas da FIFA e outra tensa, das ruas’

Coletivo C.O.P.A., edição do Correio da Cidadania

 

Às vésperas da Copa do Mundo, uma iniciativa de diversos atores da chamada ‘mídia alternativa’ promoveu uma entrevista coletiva com o consagrado jornalista Juca Kfouri, talvez a maior referência de profissional crítico na mídia esportiva brasileira. Inimigo de longa data da cartolagem nacional, com dezenas de processos sofridos na justiça, Kfouri foi uma das poucas vozes que se levantou contra a Copa em solo brasileiro desde o momento em que FIFA concedeu tal direito ao país.

 

 

alt‘Só a luta muda a vida e o povo está se apropriando cada vez mais dessa concepção’

Raphael Sanz e Gabriel Brito; colaborou Valéria Nader

 

Completa-se um ano do estouro das grandes manifestações de junho de 2013, impulsionadas pela brutal repressão policial aos atos pela tarifa zero em São Paulo, e o Correio da Cidadania volta a conversar com o protagonista inicial, o Movimento Passe Livre, que também comemora um ano da vitória contra o aumento da passagem dos coletivos.

 

 

 

alt‘Estamos na iminência de uma tragédia no metrô de São Paulo’

Gabriel Brito

 

Com direito a repercussão mundial, os metroviários de São Paulo fizeram uma greve de cinco dias, interrompida após a demissão sumária de 42 funcionários e a pressão de todos os lados em favor de uma abertura de Copa do Mundo sem sobressaltos nas ruas. No entanto, a reunião dos metroviários, cujo sindicato se localiza em local próximo da manifestação de protesto à Copa, realizada no dia 12, terminou em pancadaria e nova repressão da PM paulista. O Correio da Cidadania entrevistou Paulo Pasin, presidente da Federação Nacional dos Metroviários.

 

 

alt‘Já passou da hora de a MINUSTAH sair do Haiti’

Gabriel Brito, Matias Pinto e Felipe Dominguez

 

Pela primeira vez em sua história, o Brasil chefia uma ocupação militar em país estrangeiro, que acaba de completar 10 anos. Para falar da intervenção no Haiti, no momento em que o fluxo migratório do país mais pobre das Américas começa a se tornar visível por aqui, entrevistamos o historiador e jornalista Thalles Gomes, que comenta o que viu da intervenção da MINUSTAH enquanto foi correspondente do jornal Brasil de Fato.

 

 

 

alt‘Dizer agora que a culpa é toda da CBF seria hilariante, não fosse ofensa à inteligência’

Gabriel Brito

 

Acabou a festa da Copa e aos poucos vamos voltando à dura realidade de cada dia. Inclusive em termos de futebol. Como algumas mentes menos hipnotizadas pelos FlaxFlus imediatistas previam, tudo funcionou muito bem neste mês de festa para estrangeiros e endinheirados, inclusive as tão encarecidas obras, bem harmonizadas com o “calendário” das empresas responsáveis. Para analisar todo o processo e iniciar o debate do que vem pela frente, o Correio entrevistou o historiador Marcos Alvito, que em 2010 ajudou a fundar a Associação Nacional dos Torcedores.

 

 

alt‘Sempre que houver a menor ameaça de mobilização social, teremos suspensão de direitos básicos’

Coletivo Copa; edição do Correio da Cidadania

 

Além da análise da atual dinâmica da movimentação social, com os diversos matizes oferecidos por grupos que vêm ocupando importante espaço na política (que Pablo Ortellado entende como um processo de continuidade ao comandado pelo PT desde o final dos anos 70, porém, com movimentos descolados do partido), o ativista oriundo do “autonomismo brasileiro” joga o olhar para os próximos tempos, em sua visão acossados por uma sombria experiência de suspensão de direitos civis básicos, vivida durante a Copa.

 

 

alt‘O Poder Judiciário está se submetendo às decisões do Executivo e a repressão tende a aumentar’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

“Os agentes do Poder Judiciário deveriam ser responsabilizados sobre tais decisões, mas essa é uma questão futura. Falo assim porque suas decisões não estão avaliando o conteúdo das provas contidas nos processos. As decisões têm levado em conta apenas as versões dos fatos alegadas pela polícia. Falar que, legalmente, as instituições estão cumprindo seu papel de forma democrática é uma coisa. Mas ver se essa democracia efetivamente chegou é diferente”, criticou Daniel Biral, dos Advogados Ativistas, em entrevista ao Correio da Cidadania.

 

 

alt“A política de segurança pública é o pior legado da Copa do Mundo”

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

“A atual criminalização é uma prova de que a gente caminha a passos largos se não a uma ditadura formal, para uma ditadura na prática, na qual uma visão hegemônica do modelo de sociedade não permite contestações. A reação adotada após junho foi: não fortalecer a democracia, não fortalecer a participação popular, não fortalecer canais de conscientização e discussão de projetos. E, sim, reprimir e impedir que isso avance”, enumerou Francisco Carneiro, da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP), em entrevista ao Correio.

 

 

alt‘É preciso se mobilizar contra o fascismo e a direitização das instituições’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

“Podemos dizer é que o legado da Copa, principalmente para as comunidades mais pobres, foi muito complicado”, disse Benedito Barbosa, advogado do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos (detido pela PM em recente reintegração de posse), em entrevista ao Correio. Sobre a truculência estatal vista em atos recentes, crê que devemos ficar atentos. “As próprias ações e a violência da PM e a prisão sem provas dos ativistas representam uma excessiva militarização da polícia e a criminalização dos movimentos sociais. É inaceitável”.

 

 

 

alt‘Cabe indenização do Estado às vítimas de prisão preventiva baseada em provas falsas’

Valéria Nader e Gabriel Brito

 

Os manifestantes presos por ocasião da Copa do Mundo vão sendo soltos e, apesar dos resquícios que a ação do Estado deixará à reflexão posterior, as pautas políticas começam a ser trocadas, especialmente com o aquecimento da campanha eleitoral. O Correio da Cidadania colheu algumas ponderações do jurista Celso Antonio Bandeira de Mello a respeito do atual momento. “Não tinha sentido nem a repressão nem a prisão preventiva. Se não está se fazendo baderna, não tem por que prender”.

 

 

alt‘Marina é a terceira via dentro do sistema; não visualiza outro modelo de desenvolvimento’

Valéria Nader e Gabriel Brito

 

Passados os dias de luto pela trágica morte do presidenciável Eduardo Campos, o Brasil mergulha na campanha eleitoral. Com a novidade da entrada de Marina Silva em cena, ex-ministra do Meio Ambiente que recebeu 20 milhões de votos em 2010, o que, definitivamente, balança a disputa pelo Planalto. O Correio entrevistou o cientista político José Correia Leite para avaliar este novo cenário eleitoral e o que, de fato, representa para este cenário a candidata Marina Silva e sua alegada terceira via.

 

 

alt‘O Hamas é o pretexto da vez para a limpeza étnica e expansão territorial iniciadas em 1948’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

“Os acordos de Oslo já fracassaram, Israel não aceita negociar com os palestinos fora das limitações de oferecer somente 12% do território. Portanto, não acreditamos mais nesse tipo de negociação, principalmente intermediadas pelos EUA. A única solução de paz é o Estado único dentro da Palestina histórica”, argumentou Hasan Zarif, do Movimento Palestina Para Todos (MOPAT), em entrevista ao Correio, no momento em que Israel ataca a Faixa de Gaza pela quarta vez desde 2006.

 

 

 

Luciana Genro: ‘não há mudança sem enfrentar e contrariar interesses’

Em tempos de democracia e liberdade de expressão pautadas pelo poder econômico, o Correio da Cidadania inicia uma série de entrevistas com candidatos às eleições de outubro à margem do atual esquema de poder e divulgação de ideias. Começando pelos que disputam a presidência da República, falamos com Luciana Genro, do PSOL.

 

‘Dados oficiais mostram que poder público mente sobre moradia em MG’

Gabriel Brito

Mais uma vez, a luta por moradia ocupa centralidade em uma grande capital brasileira. No momento, o protagonismo das ocupações urbanas recai sobre três comunidades que se organizaram na chamada região do Isidoro, em Belo Horizonte. São cerca de 8000 famílias, além de outras milhares na mesma situação na cidade, que se valem do confronto direto com o poder político e econômico para garantir um teto. O Correio entrevistou Leonardo Péricles, um dos coordenadores das ocupações.

 

alt‘Frente de Esquerda só faria sentido sob acordo de transformação para além do capitalismo’

Valéria Nader e Gabriel Brito

 

Na segunda entrevista com os candidatos a presidente da esquerda socialista, conversamos com José Maria de Almeida, o candidato do PSTU. Na conversa, ele deixou claro que grandes mudanças não podem vir através do voto.

 

 

 

 

‘O objetivo do Grito dos Excluídos é aumentar o nível de consciência da população’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

Chega mais um 7 de setembro e novamente algumas representações do país vão às ruas. Enquanto um exército até hoje anódino aos anseios populares fará outro de seus desfiles “cívicos”, o tradicional Grito dos Excluídos, impulsionado pelas pastorais sociais da Igreja Católica, passará por centenas de cidades. É disso que conversamos com Paulo Pedrini, da Pastoral Operária. Sobre a reforma política, bastante atrelada ao Grito deste ano, suas respostas deixam claro como boa parte do movimento popular ainda está longe de se encantar e mergulhar em tal projeto.

 

 

alt‘Se Marina for ao segundo turno, teremos guerra de foice pra ver quem acalma primeiro o capital’

Valéria Nader e Gabriel Brito

 

A eleição à presidência da República esquenta semana após semana. Para analisar o momento, em que Marina parece nadar de braçada, mas começa a ser acossada pelos outros candidatos, o Correio entrevistou o sociólogo do trabalho Ricardo Antunes. “Se a Marina for ao segundo turno, teremos um festival eleitoral. O realismo fantástico latino-americano. A disputa vai ser pesada para conseguir ‘galvanizar’ setores mais refratários, à direita”.

 

 

 

alt‘Brasil precisa de reforma política que proíba financiamento de pessoas jurídicas’

Valéria Nader e Gabriel Brito

 

Apesar de admitir o forte impacto da ascensão de Marina, Eduardo Suplicy, em entrevista ao Correio da Cidadania, crê ser provável a vitória de Dilma, além de mencionar que o governo precisa ampliar o Bolsa Família para outras 5 milhões de famílias. Com isso, poderia lançar a transição para a Renda Básica da Cidadania, programa há anos defendido pelo senador. Suplicy enfatiza também que “enquanto nós não tivermos o financiamento público de campanha, os diversos partidos políticos continuarão solicitando contribuições de empresas, tanto do setor financeiro como outras”.

 

 

Incêndio na Favela do Piolho: ‘os policiais impediram os bombeiros de apagar o fogo’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

“Dessa vez, antes de o incêndio (em 07/09) começar já tinha policiais na favela. Quando começou o fogo e os bombeiros chegaram, os próprios policiais os impediram de entrar e apagar. Depois, espalharam boatos de que os moradores receberam os bombeiros com pedras e não os deixaram passar. É pura mentira, pode perguntar pra qualquer um aqui como esse fato não é real, não aconteceu”. Foi com essa dura denúncia que começou a entrevista do Correio com uma moradora da favela do Piolho.

 

alt‘Exemplo escocês deve catalisar luta pela independência em toda a Europa’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

“Por trás do plebiscito, houve uma clara polarização entre os que defendem uma sociedade mais igualitária, que tenha o Estado de bem estar social como paradigma, e aqueles que defendem o neoliberalismo e têm Londres como referência. Esta foi a polarização subjacente ao plebiscito pela independência escocesa”, disse Plinio Arruda Sampaio Junior, professor da Unicamp que passa uma temporada de pesquisas em solo inglês, na entrevista que concedeu ao Correio.

 

 

 

alt‘Debates eleitorais sobre a questão urbana não dialogam com demanda das ruas’

Valéria Nader e Gabriel Brito

 

Em mais uma de suas entrevistas quanto à ausência ou distorção de grandes temas nacionais no debate eleitoral, conversamos com Guilherme Boulos, para falar de políticas urbanas e de moradia e da abordagem dos candidatos sobre elas. O balanço que o coordenador do MTST faz não é nada alentador. “Não há nenhuma proposta inovadora colocada em pauta. É o seguinte: política urbana é tomar lado. Hoje, quem controla a política urbana no país é o capital privado. Enquanto tal lógica não for sanada, o problema da moradia não será seriamente enfrentado”.

 

 

alt‘A verdadeira tarefa da esquerda vem depois das eleições: construir a alternativa ao bloco dominante’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

No encerramento das entrevistas com os candidatos presidenciais da esquerda anticapitalista, o Correio da Cidadania conversou com Mauro Iasi, do PCB. Na conversa, ele destaca o processo de reconstrução da legenda mais antiga de todo o país e também o que considera a principal necessidade das forças contra-hegemônicas, incapazes de constituir a chamada Frente de Esquerda em 2014. Em sua visão, tal desafio continua posto, inclusive no sentido de aglutinar forças extrapartidárias. “A nossa briga, já de bastante tempo, é contra a mercantilização da vida”.

 

 

altDebate Eleitoral ocultou contradições da Economia e da Sociedade

Valéria Nader

 

A política econômica do país, tema sempre indigesto para abordar com o público, adquiriu dimensão relevante nos atuais debates eleitorais. A defesa insistente, quase retórica, da independência do Banco Central por Marina Silva levantou a bola para discussões acirradas. Ao mesmo tempo, com a economia do país derretendo, houve até demissão e contratação de novos ministros da Fazenda por alguns dos pleiteantes do cargo à presidência. Face a esse espetáculo armado em torno à economia do país, o Correio conversou com o economista Luiz Filgueiras, em mais uma de suas entrevistas sobre temas chave para o Brasil.

 

alt‘Para ganhar as eleições, governo de SP arrisca todo o abastecimento de água’

Valéria Nader e Gabriel Brito

 

Estamos às portas de mais uma eleição, e o partido que ficou conhecido pelas grandes privatizações das infraestruturas e empresas públicas do país nada de braçada em São Paulo, com possibilidades de o governador Geraldo Alckmin ser reeleito já no primeiro turno. Tal nível de aprovação política conta com toda uma operação de blindagem midiática, responsável por esconder um racionamento de água que, na prática, já acontece. Para além de tais aspectos, o Correio da Cidadania entrevistou o geólogo Delmar Mattes, a fim de analisar as causas e efeitos estruturais dessa crise histórica.

 

 

 

‘Candidaturas à presidência não têm nada a ver com as manifestações de 2013’

Gabriel Brito e Valéria Nader


Festa da democracia. Assim convencionou-se qualificar os processos eleitorais de um país que ainda enxerga a ditadura no retrovisor. Mais de 100 milhões de brasileiros poderão ir às urnas eleger seus novos representantes formais, numa campanha já conhecida por ter sido a mais cara da história. O Correio da Cidadania entrevistou o sociólogo Chico de Oliveira, histórico pensador da esquerda brasileira, para analisar o processo e sua perda constante de conexão com as ruas.

 

‘Num processo democrático, os jornalistas não deveriam usar itens de segurança’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior


O Tribunal de Justiça de SP expediu uma sentença que, aparentemente, legaliza a violência estatal contra jornalistas. Trata-se da decisão que considerou culpado o fotógrafo Alex Silveira pelo disparo de bala de borracha que lhe cegou de um olho, em manifestação dos professores na Avenida Paulista, no ano 2000. Para discutir o assunto, o Correio entrevistou outro fotógrafo, Sergio Silva, que ficou conhecido do público durante as manifestações de junho de 2013 por ter sofrido a mesma violência.

 

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‘Resultados eleitorais mostram guinada impressionante para a direita’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

Terminaram as eleições gerais, restando apenas algumas disputas de segundo turno para cargos executivos, como o federal. Como se previa largamente, candidaturas conservadoras foram bem sucedidas, enquanto aquelas que carregavam anseios populares demonstrados nas ruas tiveram pouquíssimas vitórias. É assim que a socióloga e professora da UNESP Maria Orlanda Pinassi analisa o pleito, em entrevista ao Correio da Cidadania.

 

 

 

alt‘A esquerda capitalizou junho na medida do possível’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

Continuam as avaliações dos resultados eleitorais e, apesar de algumas diferenças de opinião, afirma-se um avanço do conservadorismo. Para analisar cenários futuros, o Correio da Cidadania entrevistou Ivan Valente, reeleito deputado federal pelo PSOL paulista. Valente considera imprevisível o desfecho do segundo turno, mas  enxerga um Aécio embalado pelo fato de Marina ter queimado seu cartaz de “nova política” e, assim, permitido que o PSDB, mais conhecido do público, ocupasse o espaço do “despolitizado” voto anti-petista.

 

 

alt‘Votos de protesto foram o que mais de perto representaram junho de 2013’

Gabriel Brito e Leandro Iamin

 

O Brasil se prepara para o embate final entre Dilma e Aécio, novamente polarizando ânimos por todo o território, mas um detalhe não pode passar ao lardo de qualquer análise da primeira eleição após as famosas jornadas de junho: o recorde de votos nulos, brancos e abstenções, que atingiu 30% na primeira rodada. Aliás, não parece absurdo pensar em uma cifra até maior no dia 26.  Rafael Padial, da Frente pelo Voto Nulo, concedeu entrevista ao Correio da Cidadania para tratar do atual processo eleitoral.

 

 

alt‘Questão energética não existiu no debate eleitoral’

Valéria Nader e Gabriel Brito

 

No epílogo da série de entrevistas a respeito dos grandes temas que foram negligenciados ou pouco aprofundados pelos debates e campanhas eleitorais, o Correio da Cidadania entrevistou o arquiteto e ativista Chico Whitaker, para conversar sobre o setor energético brasileiro e as opções políticas e econômicas na condução do setor. “É absolutamente impressionante a pobreza do debate eleitoral. Mas corresponde também à pobreza geral da consciência coletiva sobre a importância dos temas energéticos”.

 

 

alt‘Dia 26 de outubro não reserva possibilidade de avanço nos direitos humanos’

Gabriel Brito e Leandro Iamin

 

Continua a contagem regressiva para o segundo turno mais tenso e equilibrado, ao menos até a data desta publicação, desde 1989. A despeito de algumas semelhanças entre ambos os cenários, o clima de empolgação popular é muito menor hoje em dia. Já se passaram 30 anos do fim do regime militar e nosso atual modelo de democracia segue desiludindo milhões de corações, como mostra a entrevista da jornalista e militante feminista Luka Franca, ao Correio da Cidadania.

 

 

 

altPrisioneiro da base parlamentar, governo tende a caminhar para mais do mesmo’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

Após a tensa disputa eleitoral que deu novo mandato presidencial a Dilma Rousseff, o país começa a olhar para frente e vislumbrar as novas correlações de forças. Ante um Congresso altamente conservador que assumirá o legislativo, diversos atores e analistas políticos vêm afirmando a necessidade de se aumentarem as pressões das ruas nos governos. Sobre este novo período, o Correio conversou com Chico Alencar. “Os conflitos sociais e o papel do Estado na sociedade passaram longe. As divergências na campanha foram muito mais retóricas do que reais”.

 

 

alt‘Há muito pouco que se esperar do próximo governo’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

Enquanto o país vai se recompondo da febre eleitoral que transformou a disputa entre Dilma e Aécio numa rinha na qual os grandes e urgentes temas nacionais brilharam pela ausência, começa-se a tecer análises do que vem pela frente. A historiadora Virginia Fontes ressalta que “o resultado deste domingo foi muito marcante, a ponto de fazer necessário mobilizar todas as forças de esquerda para impedir a vitória de uma direita que dessa vez se apresentou de maneira muito mais explícita, com uma roupagem conservadora não apenas socialmente, mas também economicamente”.

 

 

alt‘É impostura ideológica enxergar diferenças substantivas de projeto entre PT e PSDB’

Valéria Nader e Gabriel Brito

 

Mais de uma semana após o segundo turno, a poeira eleitoral começa a abaixar, mas os ânimos populares e o contexto político permanecem acirrados, neste que foi um dos mais tensos, disputados e divididos processos dos últimos anos. Para tratar de um dos relevantes assuntos em pauta, a economia, o Correio da Cidadania entrevistou o economista Reinaldo Gonçalves, que foi implacável em sua análise das proposições econômicas dos candidatos. “O projeto é exatamente o mesmo, que está levando ao apodrecimento do Brasil. O Brasil apodrece do ponto de vista econômico, social, político, institucional e ético”.

 

 

altCrise hídrica de São Paulo passa pelo agronegócio, desperdício e privatização da água

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

O racionamento de água em São Paulo já se mostra como uma possibilidade líquida e certa. Resta saber até quando políticos ganharão tempo para escondê-la ou se a população agirá, a ponto de, quem sabe, se repetirem as chamadas ‘guerras da água’. Marzeni Pereira, tecnólogo em saneamento da Sabesp, em entrevista ao Correio da Cidadania, elenca uma série de razões históricas, desde as locais até as mais sistêmicas e abrangentes, que levaram São Paulo à atual crise hídrica, cujas consequências ainda não foram quantificadas.

 

 

alt‘Petro-roubalheiras são face de operação do capitalismo sem perspectiva transformadora’

Valéria Nader e Gabriel Brito

 

Aumento da taxa de juros e o reajuste de tarifas foram as primeiras medidas do governo após o segundo turno. O mesmo que tomará posse em janeiro e que, na campanha eleitoral mais acirrada dos últimos anos, parecia ter reacendido uma militância petista que há anos não mostrava suas garras, e cujas bandeiras mais incendiárias se armaram com críticas às medidas ditadas pela ortodoxia monetária e, especialmente, à autonomia do Banco Central. A esse cenário se entranham agora os escândalos na Petrobras, os torpes oportunismos da direita tradicional e a espetacularização da mídia. O Correio entrevistou o ex-deputado federal Milton Temer.

 

 

alt‘Esperamos que o governo avance um novo marco regulatório para as comunicações’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

A mídia empresarial brasileira é dominada por monopólios consolidados na época da ditadura militar e não representa qualquer esboço de democratização das comunicações. “Enquanto a imensa maioria do espectro radiofônico é controlada por grupos empresariais que visam o lucro, as emissoras comunitárias carecem de apoio estrutural, quando não são altamente criminalizadas. O acesso à internet no Brasil ainda é excludente para metade da população. O exercício da liberdade de expressão é praticado, portanto, por quem detém o controle da propriedade”, resumiu a jornalista Bia Barbosa.

 

 

 

alt‘Infelizmente, segundo governo Dilma será bem mais conservador que o primeiro’

Gabriel Brito e Valéria Nader

 

O ano está acabando, mas, contrariando a tradição, o Brasil não vive clima de fim de expediente, após uma das temporadas mais agitadas da história recente. Ao passo que os escândalos na Petrobras continuam na ordem do dia, a formação da nova equipe ministerial de Dilma estica mais ainda o rastilho de pólvora. Além disso, a reorganização das esquerdas, das forças populares e a propalada reforma política têm sido assuntos constantes. Nessa primeira de uma série de entrevistas para fazer o balanço do desempenho da esquerda nas eleições passadas, Mauro Iasi, candidato presidencial pelo PCB, também avaliou o governo Dilma e o ano de 2015.

 

Página 2

 Biocombustíveis

 

Na esteira de uma crise ambiental planetária que se alarga e se evidencia a cada dia, chamando a atenção de muitos que até então viam nas advertências de cientistas nada mais do que mero alarmismo, os biocombustíveis tornaram-se um dos grandes focos de discussão.

 

Para uns, trata-se de excelente solução para a poluição do planeta. De outro lado, críticas contundentes. Não é preciso, no entanto, ser especialista para observar a panacéia atual em torno ao etanol. Obviamente, grandes interesses estão em jogo e muitos lobbies, em ação.

 

Tamás Szmrecsányi, professor do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp, uma voz rara em nossa imprensa, falou longamente ao Correio da Cidadania sobre o tema.

 

Confira as 3 partes da entrevista que concedeu:

 

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Dando continuidade à sua série de edições especiais, com o objetivo de aprofundar temas essenciais ao nosso desenvolvimento (a primeira foi sobre o setor elétrico, sob o título

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O Correio da Cidadania publica novamente abaixo, devido à importância do tema e visando a facilidade de acesso do leitor a nosso material, a série de artigos do colunista Léo Lince sobre a reforma política no Brasil, publicada entre janeiro e março de 2007.

 

 

Confira o arquivo de entrevistas, matérias e análises, de lideranças do movimento e estudiosos da questão agrária no Brasil, que perpassaram o Correio da Cidadania desde 1998, ao longo, portanto, de alguns dos anos de trajetória do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terras, o MST, que, em fevereiro de 2014, completou 30 anos de existência.

 

 

 

1998

 

 

Governo faz manobra para isolar. José Rainha e dividir o movimento sem-terra

Apesar da boa colocação de Fernando Henrique Cardoso nas pesquisas de intenção de voto, a equipe que coordena a campanha do presidente-candidato continua firme na intenção de não abrir espaços para o crescimento da oposição.

 

 

Marcha pelo Brasil quer ouvir o povo e politizar a campanha eleitoral, diz líder do MST

O Correio ouviu Egídio Brunetto, um dos dirigentes do MST, sobre essa iniciativa.

 

 

 

1999

 

 

Marcha supera o frio e chega a BH nesta semana

Laerte Braga

A maior parte dos estudantes de cursos de 1º e 2º graus reporta-se ao noticiário da grande imprensa, que apresenta a Marcha, mais particularmente o MST.

 

 

Presença da população "mina" a indústria da seca, diz economista

Tânia Bacellar

A seca voltou a assolar o Nordeste — uma tragédia humana que, de tanto se repetir, já não provoca a indignação que deveria provocar. O problema que se coloca é como eliminá-la. Para responder a esta pergunta, o Correio entrevistou a economista Tânia Bacelar, uma das pessoas mais comprometidas com a solução do drama nordestino.

 

 

"Cuidado: a Amazônia vai ser o Oriente Médio do século 21"

Laerte Braga

A soberania nacional, sua relação com o problema energético e com o futuro e o MST —"a resistência essencial ao imperialismo americano"— foram temas de discussão.

 

 

Greves de caminhoneiros e metalúrgicos e marcha dos sem-terra mostram pressão popular contra FHC

Luiz Antonio Magalhães

A Marcha Pelo Brasil e Contra FHC é coordenada pelo MST, Consulta Popular, pastorais sociais, CUT, sindicatos e tem o apoio de partidos políticos.

 

 

Marcha representa milhões de brasileiros, diz João Pedro Stédile

Laerte Braga

Segundo Stédile, não há por que comparar a Marcha deste ano com a realizada em 1997 pelo MST, que culminou na maior manifestação contra o governo FHC já realizada.

 

 

Oposição inicia Marcha Pelo Brasil e Contra FHC

Luiz Antonio Magalhães

Ao contrário do que ocorreu em 1997, quando o MST sozinho levou 100 mil pessoas a Brasília, desta vez a Marcha é promovida por diversas entidades, como a CNBB, Consulta Popular e o próprio MST; além de sindicatos e partidos de oposição (PT, PCdoB, PSB, PPS e PSTU).

 

 

Governador, juíza e polícia mostram abuso e truculência em ação contra sem-terra no Paraná

Naquela ocasião, vários despejos foram realizados por para-militares encapuzados e três lavradores foram mortos.

 

 

O novo mundo rural

Frei Betto

De janeiro a maio, o MST promoveu 149 ocupações de terras, o que permitiu o assentamento de 24.519 famílias!

 

 

MST X governo: entenda o embate

Este acirramento do braço de ferro entre o MST e o governo desde a posse de FHC gira em torno da reestruturação da reforma agrária.

 

 

Polícia do Paraná diz que grampo no MST foi ilegal

Jair Borin

Os trechos de uma conversação telefônica entre dois membros do MST, gravados com autorização da juíza Elizabeth Khater, são ilegais, na avaliação da polícia civil do Paraná.

 

 

A primeira ocupação do MST em 99

Gilverto e Ivete Roldão

A chegada foi às 5 horas da madrugada. Na escuridão, apenas iluminados pela lua e pelas estrelas, era possível se ouvir o barulho da água de um riacho junto com a conversa baixa e ainda um pouco assustada daqueles que deixaram o "quase nada" que tinham na cidade e vieram para a terra.

 

 

CNBB: governo esquece miseráveis

Paulo dos Santos

Em entrevista ao Correio, o Padre Alfredo Gonçalves, assessor da CNBB na área Pastoral Social, repetiu aquilo que muita gente já sabe, mas que a grande imprensa insiste em não divulgar: "a política econômica do governo privilegia grandes investidores estrangeiros, esquecendo milhões de miseráveis brasileiros", afirmou Gonçalves.

 

 

Polêmica sobre alimentos transgênicos chega ao Brasil

Andréa Paes Alberico

A polêmica em torno dos alimentos geneticamente modificados ganhou força no Brasil depois que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começou a se manifestar contra a produção dos transgênicos.

 

 

CPI do narcotráfico pode 'ofuscar' julgamento de Rainha

Laerte Braga

É uma coisa que faz parte do seu cotidiano e o que eu temo é isso: a pauta é a criminalidade e, ao mesmo tempo, há uma liderança do MST sendo julgada.

 

 

Marcha Popular leva milhares a Brasília pela soberania nacional

A primeira manifestação realizada pelos militantes de diversos movimentos sociais envolvidos na organização da Marcha foi um ato ecumênico. Na praça onde foi queimado o índio pataxó Galdino de Jesus, os marchantes foram recebidos por bispos e pastores, que realizaram um "lava-pés". A cerimônia se estendeu por todo o período da manhã.

 

 

Rio Grande do Sul, 1979: o ano vermelho

Mário Maestri

A iniciativa dava início ao MST. Também em 1979, a capital gaúcha e, em menor grau, o interior foram sacudidos por greves e paralisações de metalúrgicos.

 

 

O sol e os semeadores de poesia

Amigos do MST foram convidados a se encontrar no último sábado. O encontro era previsto para durar o dia e terminar em churrasco.

 

 

Os novos maragatos

Mário Maestri

De 1994 a 1998, o latifúndio resistiu à ofensiva do MST. FHC e Britto vestiram as bombachas do fazendeiro, opondo-se à reforma do latifúndio.

 

 

Stédile: falta à oposição um projeto estratégico

Segundo João Pedro Stédile, dirigente nacional do MST, uma das entidades organizadoras da Marcha Popular, a idéia é "desenvolver uma nova prática.

 

 

 

2000

 

 

O deslumbrado e o gigante

José Carlos Sebe Bom Meihy

Depois de soltar pérolas como "eu tenho o pé na cozinha", "esqueçam tudo que escrevi", “O MST é formado por um bando de baderneiros que não têm o que fazer”.

 

 

INCRA é denunciado por desvio de verbas para patrocinar desmoralização do MST

Leia a nota sobre a polêmica em torno da reportagem da Folha de São Paulo contra o MST, cujo jornalista responsável foi transportado pelo INCRA.

 

 

Movimentos sociais urbanos precisam de denominador comum, diz líder da CMP

Muita gente se pergunta por que os movimentos populares urbanos não têm conseguido mobilizar a população das cidades da mesma forma que o MST.

 

 

Absolvição de Rainha mostra a força do MST

Luiz Antonio Magalhães

A absolvição do líder sem-terra José Rainha, na última quarta-feira, representou uma das mais expressivas vitórias políticas do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em toda a história do movimento.

 

 

MST escreve carta para FHC e documento para a sociedade

MST volta a fazer manifestações; governo responde com violência.

 

 

Imprensa X MST? Entrevista com o líder sem-terra João Pedro Stédile

Luiz Antonio Magalhães

Na semana passada, a imprensa não cansou de noticiar que o MST estaria "isolado" até mesmo de seus tradicionais aliados, como o PT e a Contag.

 

 

Governo muda de estratégia e tenta intimidar a oposição, diz José Dirceu

Luiz Antonio Magalhães

O governo federal está modificando sua estratégia em relação ao movimento social brasileiro, especialmente em relação ao MST.

 

 

FHC acabou recebendo o MST

FHC acabou recebendo o MST. No começo de maio deste ano, o MST realizou uma série de ocupações de prédios públicos, a fim de chamar a atenção.

 

 

FHC X MST

Plinio de Arruda Sampaio Jr.

O ataque sistemático ao Movimento dos Sem Terra revela que, apesar do verniz democrático, a maneira do governo FHC de resolver os conflitos sociais é baseado na violência.

 

 

INCRA é denunciado por desvio de verbas para patrocinar desmoralização do MST

O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, do qual fazem parte a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e o MST.

 

 

A história do ataque do governo ao MST

Isto levou os dirigentes do MST a buscar reuniões com o ministro da Fazenda e com o próprio presidente da República.

 

 

Pressão da sociedade faz governo recuar em ofensiva contra o MST

A ofensiva do governo e da mídia contra o MST perdeu o ímpeto, mas não foi detida.

 

 

MST volta a fazer manifestações; governo responde com violência

Wladimir Pomar

Seu recente pacote de medidas não é apenas contra o MST e a reforma agrária. É contra a esquerda, o PT, o povo e a democracia.

 

 

Impasse nas negociações com o MST revela mentiras do governo

Da redação

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) negociam com o governo.

 

 

Sobre as ocupações do MST

Ocupar terras e prédios públicos é ato selvagem. O certo é entregar a petição no guichê da repartição pública e aguardar a decisão em casa.

 

 

O que nos preocupa

Wladimir Pomar

Não foi apenas o governo que transformou o MST em alvo de caça. A grande imprensa, sem exceção, concentra suas baterias para destruir aquele movimento.

 

 

Apoio ao MST

Da redação

A sanha do governo federal e de certos órgãos de imprensa ligados aos setores mais reacionários do país contra o MST são evidentes.

 

 

Lição de ética e disciplina democrática

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) organizou, entre os dias 2 e 12 de julho, um encontro de 1200 jovens sem-terra de todo o Brasil, oriundos de assentamentos e acampamentos. O curso foi realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

 

 

O governo, o MST e o intelectual

Valéria Nader

Dentre outros, José de Souza Martins, em programa no Roda Viva, foi questionado sobre a existência de um movimento de criminalização do MST, que estaria em curso na mídia.

 

 

A falsa reforma agrária joga lenha na fogueira

Marina Silva

Essa inquietação é alimentada pelas acusações do governo federal ao MST, de atentar contra a ordem democrática.

 

 

IV Congresso do MST

Da redação

11.500 trabalhadores rurais, vindos de todas as partes do país, reuniram-se em Brasília, para o IV Congresso do MST.

 

 

O MST, a Abolição, o Economista

Mário Maestri

O que tem a ver o MST, neste início de século 21, com o Abolicionismo, de fins do Oitocentos! Tudo!

 

 

A lógica do novo autoritarismo

Milton Temer

Ambos garantem, na reação em overdose contra as manifestações do MST em todo o país, estarem agindo de forma coerente com suas atividades passadas.

 

 

Folha reage às revelações de ombudsman

Da redação

A campanha que a Folha de São Paulo está movendo contra o MST está dando dor de cabeça para a Ombudsman do jornal.

 

 

MST, Folha e ética

Luiz Antonio Magalhães

O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, que inclui entidades como a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra), fez na semana passada uma denúncia envolvendo a Superintendência Regional do Incra do Paraná, o jornalista Josias de Souza e o repórter fotográfico Alan Marques, ambos da Folha de São Paulo.

 

 

Dos EUA ao MST: artigo de Luiz Antonio

Luiz Antonio Magalhães

As últimas semanas foram cruéis com a imprensa. O vexame na cobertura das eleições americanas só não foi maior do que as eleições em si.

 

 

Este foi o pior ano para o avanço da luta pela reforma agrária, afirma João Pedro Stédile

Da redação

O ano de 2000 foi marcado por constantes impasses na discussão da reforma agrária e por conflitos armados entre a polícia e os trabalhadores do campo que reivindicam melhores condições de vida e de trabalho no meio rural. Diante desse cenário, o Correio conversou com João Pedro Stédile, um dos dirigentes mais conhecidos do MST.

 

 

O Brasil descobre o Brasil

Frei Betto

Duas imagens marcaram as comemorações ­ no sentido de fazer memória ­ dos 500 anos: o índio Gildo Jorge Terena ajoelhado frente à truculência da polícia baiana e os pataxós ocupando a missa concelebrada pelos bispos brasileiros.

 

 

Um registro para a história

Editorial

A cidadania precisa tomar nota do que está acontecendo com o MST. É um registro necessário para documentar o comportamento do governo e da mídia.

 

 

Desafios do movimento social frente ao neoliberalismo

Frei Betto

A experiência do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), no Brasil, serve de referência para um novo estilo de atuação.

 

 

Otimismo de pernas curtas

Reinaldo Gonçalves

Repressão violenta ao MST, truculência do governo nas comemorações dos 500 anos, aumento brutal da criminalidade e violência das polícias militares são alguns dos temas tratados.

 

 

Alguém precisa gritar

Wladimir Pomar

O presidente "aceitou", então, a decisão de um órgão que lhe é subordinado, imaginando que o MST e o povo brasileiro são idiotas.

 

 

 

2001

 

 

Entrevista: MST responde a nova investida de Josias de Souza

Da redação

O jornalista Josias de Souza voltou a atacar o MST na Folha de S. Paulo, no dia 4 de março. Desta vez, porém, insinuou que o movimento tem a cumplicidade do governo no mau uso dos recursos públicos - ao dizer que o complexo agroindustrial Coocamp está para receber mais R$ 515 mil dos governos estadual paulista e federal, mesmo constatadas várias irregularidades.

 

 

A serpente e o MST

Luiz Antonio Magalhães

Na semana passada, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) voltou para as primeiras páginas dos grandes jornais do país.

 

 

A mídia em 2000: um balanço em quatro atos (1)

A mídia em 2000: um balanço em quatro atos (2)

A mídia em 2000: um balanço em quatro atos (3)

A mídia em 2000: um balanço em quatro atos (4)

Luiz Antonio Magalhães

Ao longo de todo o ano 2000, o MST freqüentou as primeiras páginas de jornais e revistas. O saldo final, como de hábito, não é bom. A imprensa – especialmente a revista semanal de maior circulação no país – tratou o movimento com mais parcialidade do que o "normal".

 

 

Questão agrária começa a romper muro da universidade

Beatriz Pasqualino

Primeiramente, pela louvável iniciativa do MST em acreditar no poder de mudança da juventude brasileira e conseguir mobilizá-la para a luta.

 

 

Lideranças assassinadas após massacre de Eldorado dos Carajás apontam para envolvimento do Exército

Valéria Nader

Vilson Santin, membro da Coordenação Nacional do MST, responsável pelo setor de direitos humanos, conversou com o Correio sobre as revelações.

 

 

Terra encharcada de sangue

Frei Betto

Aqui, cansados de esperar, eles se organizam no MST. Por seu trabalho educativo (cerca de 100 crianças e jovens), o movimento já recebeu vários prêmios.

 

 

Quem deve ser espionado

Editorial

Não se pode espionar um cidadão ou uma entidade, sem mais nem menos, como fez a Força Pública do Paraná com a Cooperativa Coanol, do MST.

 

 

O Brasil já é comunista

Luiz Antonio Magalhães

O comunismo já chegou ao Brasil. Você não sabia? Então certamente deixou de ler o último texto de Olavo de Carvalho na revista Época, da editora Globo.

 

 

 

2002

 

 

MST e CPT falam de suas expectativas quanto ao novo governo

Da redação

Para MST, prioridade do novo governo é erradicar a fome. Correio da Cidadania: Qual a expectativa do MST para os cem primeiros dias de governo Lula?

 

 

O MST e o governo federal

Frei Betto

O MST promoveu seu 100º Encontro Nacional em Belo Horizonte, de 14 a 18 de janeiro, para debater sua agenda de mobilizações neste ano eleitoral.

 

 

Governo usa mídia para atacar oposição, afirma Stédile

Luiz Antonio Magalhães

O líder nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) João Pedro Stédile critica duramente a atuação da imprensa.

 

 

Resultado do julgamento de Eldorado do Carajás confirma farsa anunciada

CPT Pará, MST Pará, CJP da CNBB e Cáritas

Dois dias após o encerramento da última sessão do julgamento de Eldorado do Carajás, os meios de comunicação local, nacional e internacional apresentaram as ideias centrais de algumas entidades de Direitos Humanos ao nível Nacional e Internacional, indicando que o resultado do julgamento foi "a crônica de uma frustração anunciada", como declarou o Paulo Sérgio Pinheiro, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

 

 

 

2003

 

 

Soberania Alimentar

Demetrio Valentini

O MST se cobre de méritos ao valorizar a consciência dos lavradores, articular sua organização, motivar sua ação pacífica e sua estratégia política.

 

 

Quem tem medo do MST?

Leo Lince

Veja, para exemplo, o caso do MST. Ele está de novo na pauta dos jornais, sempre apontado como presença ameaçadora. Pudera.

 

 

Campanha contra a ALCA entrega ao governo Lula abaixo-assinado que exige Plebiscito Oficial

Luiz Bassegio e Luciane Udovic

João Paulo, do MST, destacou que os acordos dos países ricos não trazem nenhum tipo de benefício para o povo. "A ALCA vai trazer grandes prejuízos”.

 

 

Reforma da Previdência: qual é o seu eixo e suas conseqüências

Altamiro Borges

Como argumenta João Pedro Stedile, dirigente do MST, este alarde “trouxe muita confusão e certo desânimo na militância”.

 

 

O boné e o latifúndio

Frei Betto

O MST é um movimento legítimo que encarna uma causa justa. Jamais apelou à violência, embora tenha cometido abusos.

 

 

Muito barulho por nada

Luiz Antônio Magalhães

Anteontem, ao receber lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Lula vestiu o boné com emblema do movimento.

 

 

Réquiem para o Brasil

Léo Lince

“O Brasil está morto, assassinado”. Foi assim que a família deve ter recebido a triste notícia.

 

 

Obrigado, professor

Frei Betto

Eles foram progressivamente ocupando espaços na vida política brasileira, como militantes das CEBs, do PT, do MST e de tantos outros movimentos.

 

 

Jaime Amorim, dirigente do MST, em entrevista exclusiva

Rodrigo Valente

Correio da Cidadania: Como tem sido a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) nesse início de governo Lula?

 

 

Comunicado do MST sobre a prisão de José Rainha

Segue nota oficial do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ( MST) sobre o acontecimento, repugnando a arbitrariedade do juiz.

 

 

Absolvição de Rainha mostra a força do MST

Luiz Antonio Magalhães

A absolvição do líder sem-terra José Rainha, na última quarta-feira, representou uma das mais expressivas vitórias políticas do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em toda a história do movimento.

 

 

 

2004

 

 

As ocupações de terras - Editorial

O MST está de volta às páginas nobres dos jornais em todo o país nessas “jornadas de luta”.

 

 

A Comuna da Terra

Estela Aranha

A Comuna da Terra, uma proposta que está sendo discutida pelo MST em São Paulo, traz à tona a discussão das relações urbano-rurais nos grandes centros.

 

 

 

2005

 

 

A escola do MST busca a justiça e a CUT é “detonada”!

Waldemar Rossi

Tive a grata satisfação de participar, no dia 23 de janeiro último, da inauguração da escola do MST.

 

 

 

2006

 

 

MST e Lula

Fábio Luís

Almoçando com uma liderança do MST, pergunto-lhe os argumentos para o movimento defender voto em Lula no 2o turno.

 

 

Coqueiro anão-precoce, uma árvore de esquerda

Rodolfo Salm

O caderno em questão foi dedicado à exaltação do cultivo do eucalipto e à crítica ao protesto do MST nas instalações da Aracruz Celulose.

 

 

 

2007

 

 

Teremos, finalmente, um ano de mobilizações populares?

Waldemar Rossi

Será muito importante para vida do povo que a mobilização comece a aquecer os motores já em 2007 e que o povo não se deixe levar pela lábia dos bem-falantes, dos que usam os espaços proporcionados pela mídia.

 

 

Ariovaldo Umbelino: sem enfrentamento, não haverá reforma agrária

Valéria Nader

O mês de abril, em que tradicionalmente se intensificam as manifestações de movimentos sociais desde o episódio de Eldorado dos Carajás, e que neste ano teve a maior onda de protestos e ocupações do MST desde a chegada de Lula ao poder, trouxe à baila a polêmica sobre a reforma agrária em nosso país. Para comentar a esquizofrênica realidade em que está envolto esse debate, conversamos com o geógrafo aposentado da USP, um dos mentores do I Plano Nacional de Reforma Agrária do governo Lula, Ariovaldo Umbelino.

 

 

 

2008

 

 

Brasil - O complô civil-militar contra o MST

Altamiro Borges

É urgente que se denuncie a atitude dos procuradores do Rio Grande do Sul, envolvidos na dita "excrescência jurídica", ao Conselho do Ministério Público (artigo 130-A).

 

 

Conspiração contra o MST

Osvaldo Russo

É muito evidente que toda essa articulação das instituições jurídicas no RS se deu no sentido de deslegitimar uma luta que vem sendo travada pelo MST contra a nossa estrutura marcadamente latifundiária.

 

Instituições reacionárias, capachos do capital, criminalizam MST

Waldemar Rossi

Lula e Yeda juntos na Criminalização do MST. Toda as iniciativas da ABIN, partem do gabinete do presidente, onde é lotada.

 

 

Perseguição aos movimentos sociais é a contrapartida da adesão ao agronegócio

Gabriel Brito e Valéria Nader

Com o recrudescimento da violência aos movimentos sociais e as articulações para criminalizá-los - fatos nacionalmente vistos no Rio Grande do Sul através da descoberta do plano do Ministério Público gaúcho para tentar dissolver o MST local -, o Correio da Cidadania conversou com Cedenir de Oliveira, dirigente do movimento exatamente no estado em questão.

 

 

Extinguir o MST ou o latifúndio improdutivo?

Frei Betto

Chama atenção para a surreal (embora óbvia) perseguição que está sendo levada a cabo no RS.

 

 

 

2009

 

 

Ao dificultar domínio da Amazônia pelo agronegócio, MST sofre nova criminalização

Gabriel Brito e Valéria Nader

Para expor as posições e demandas do movimento, o Correio da Cidadania conversou com Marina dos Santos, coordenadora nacional do MST. Marina refuta a hipótese de uso indevido de verbas públicas para ocupações, avisando que o movimento continuará combatendo as políticas de financiamento a "empresas causadoras da crise, como a Stora Enzo, Veracel e outras, que continuam demitindo e que promovem trabalho escravo, degradam o meio ambiente e dependem de exportação".

 

 

‘Lula não fez reforma agrária’

Rodrigo Mendes e Valéria Nader

No dia 20 de agosto último, o trabalhador sem terra e membro do MST Elton Brum da Silva, de 44 anos e pai de dois filhos, foi assassinado pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul, em uma ação de despejo na Fazenda Southall, em São Gabriel, RS. O assassinato de Elton faz parte ainda de um contexto em que a reforma agrária foi abandonada pelo governo Lula, conforme relatou em entrevista ao Correio da Cidadania a coordenadora nacional do MST Marina dos Santos.

 

 

 

2010

 

 

 

Mulheres do MST avançam nos desafios da ação revolucionária

Maria Orlanda Pinassi

Conforme as mulheres, a efervescência revolucionária do MST se encontra no processo de acampamento; o assentamento não representa um fim, mas uma mediação rumo ao socialismo.

 

 

Gilmar Mauro: ‘Lula não fez reforma agrária, mas somente política de assentamentos’

Valéria Nader e Gabriel Brito, da Redação

A tática producente do MST seria conter o eufemismo do tipo “esse governo” (artifício de quem tem rabo de palha), para ações de enfrentamento ideológico da força do Trabalho por uma sociedade justa e igualitária.

 

 

 

2011

 

 

 

Intelectuais publicam manifesto em apoio às ocupações do MST e pedem mais assinaturas de apoio

Considerando as condições atuais que as lutas sociais têm enfrentado (a ameaça agora sofrida pelo novo acampamento do MST em Americana e o descaso do poder público em relação à nova ocupação do MTST em Hortolândia), buscamos a produção de um manifesto de apoio da intelectualidade crítica de esquerda a essas lutas.

 

 

Questões para o MST

Antonio Julio de Menezes Neto

O MST continua a ser o principal movimento social brasileiro. Luta de cabeça erguida contra os poderosos e a favor do socialismo em nosso país. Continua - e talvez tenha até aumentado no novo século - com a sua política de ocupação de terras e de espaços políticos urbanos. É uma referência da esquerda mundial e, mesmo assim, perde visibilidade política.

 

 

Questões para o MST (2)

Antonio Julio de Menezes Neto

O professor Antônio Julio nos brinda mais uma vez com um artigo que aponta para mais algumas questões cruciais que devem pautar a elaboração de táticas e estratégias do MST e demais Movimentos.

 

 

MST: apoiar o governo ou lutar pela terra?

Raymundo Araujo Filho

Em relação à luta pela reforma agrária, há muito tempo tenho afirmado, em meus artigos e trabalhos rurais, a necessidade do que chamo de urbanização do debate sobre a reforma agrária, sugerindo a inserção dos movimentos nas cidades, onde estão 60 a70% dos brasileiros, para que se façam discussões e atos e se dê visibilidade ao que se passa no campo, alvo de massiva propaganda enganosa da mídia e do governo.

 

 

MST: a necessidade de novas respostas

Raymundo Araujo Filho

Há alguns meses atrás critiquei a declaração do Secretário Geral do MST e membro da Via Campesina João Pedro Stedile, quando disse "que o mais importante agora era lutar contra as corporações e oligopólios internacionais e não reivindicar a Reforma Agrária, pois, se não atacarmos quem a impede, seria o mesmo que enxugar gelo" (ou algo neste sentido).

 

 

 

2012

 

 

‘Movimentos sociais, partidos de esquerda, todos, estamos a reboque do grande capital e do Estado brasileiro’

Entrevista com o dirigente do MST Gilmar Mauro

Como em poucos momentos, o Brasil vive um agitado período de lutas em torno do acesso e domínio de suas terras, com intensas pressões sobre as legislações ambientais e fundiárias. Em uma análise do atual contexto político, Gilmar Mauro, dirigente do MST, afirma ao Correio que o momento é parte das tradicionais ofensivas capitalistas, que visam avançar sobre novas fronteiras econômicas e suas férteis terras. A condução da política econômica focada nos interesses do ‘agrobusiness’ exportador, altamente desestimulante aos investimentos produtivos e industriais, corre ao lado de uma reforma agrária cada dia mais esquecida.

 

 

 

2013

 

 

"2013 é o pior ano da Reforma Agrária", diz João Paulo Rodrigues

Luiz Felipe Albuquerque, da página do MST

Em muitos casos o governo teve a proeza de andar para trás. Essas são as avaliações de João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST, sobre a política agrária estimulada pelo governo federal.

 

 

O MST, a reforma agrária e o neodesenvolvimentismo

Maria Orlanda Pinassi e Frederico Daia Firmiano

O plano político-institucional, o MST esgotou definitivamente o seu papel emancipatório. Mas isso não quer dizer que não possa reassumi-lo.

 

 

 

2014

 

 

‘Luta do MST de hoje é contra o modelo do capital na agricultura e necessita de toda a sociedade’

Gabriel Brito e Valéria Nader

Em entrevista ao Correio, Gilmar Mauro, dirigente nacional do MST, faz um apanhado histórico, ressalta a trajetória do movimento, mas reconhece a urgência de novas pautas diante da sociedade, atualizando os conceitos sobre a necessidade da reforma agrária no atual contexto político da agricultura brasileira. “Não se trata de fazer uma reforma agrária que apenas distribua a terra, para disputar mercado com o agronegócio na base do produtivismo burro. Trata-se de mudar o modelo". A respeito do desempenho dos governos recentes, apenas desengano.

 

 

Os 30 anos do MST e a luta pela reforma agrária hoje

Guilherme C. Delgado

A questão agrária em aberto no século XXI é bem mais complexa que aquela que o MST enfrentou nos seus primórdios. Hoje, o processo sistemático de negação à mudança da estrutura agrária conta com estratégia concertada por dentro e por fora do Estado.

 

 

30 anos do MST e o ódio da mídia

Altamiro Borges

O MST completou 30 anos. A mídia “privada” – nos dois sentidos da palavra – simplesmente omitiu este importante acontecimento.

 

 

Balanço dos 30 anos do MST

Maria Orlanda Pinassi

Eis a sua mais profunda tensão interna: apostar no empreendedorismo de alguns assentamentos, refluir nas lutas e institucionalizar-se; ou denunciar os limites cada vez mais estreitos que o capital impõe a sua existência como alternativa societária.

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São Paulo merece mais do que 24 horas por ano de cultura acessível
Gabriel Brito, da Redação

 

É contraproducente o alarmismo midiático ou a euforia acrítica para medir o real significado da Virada Cultural. Trata-se de trabalhá-la com vistas a ser melhorada, não empobrecida, ainda mais numa cidade carente de maior convívio social e também atrações culturais acessíveis, proporcionando uma agenda cultural à altura de São Paulo e seu entorno, que totalizam 10% da população do país. De preferência, uma agenda que não dependa de um único final de semana de desforra.

 

 

 

 

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Repudiada pela classe artística e cultural, Ana de Hollanda se afirma como defensora da velha indústria
Entrevista com o professor e pesquisador da USP Pablo Ortellado

 

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Área historicamente relegada nas políticas públicas, a cultura é um setor onde se pode dizer que há uma crise ininterrupta desde o início do governo Dilma, sob a batuta de Ana de Hollanda. Irmã de um dos maiores gênios da cultura nacional e também nascida em família da mais alta estirpe intelectual, os Buarque de Hollanda, era uma figura inexpressiva até assumir o Ministério da Cultura e começar a tomar uma série de decisões que causaram enorme contrariedade na grande maioria dos atores culturais do país. Para o professor e pesquisador da USP Pablo Ortellado, a passagem do tempo apenas tornou óbvios os vínculos e interesses defendidos pela ministra.

 

 

 

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TV Cultura: ‘é um equívoco a programação voltada à audiência, e não à missão de TV pública’
Entrevista com Jorge Cunha Lima, ex-presidente da Fundação Padre Anchieta

 

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Em meio a um polêmico processo de reformulação de sua programação, marcado também por um alto número de demissões em seu último período, a Fundação Padre Anchieta (FPA), mantenedora da TV Cultura, passa por uma severa onda de críticas. Críticas que aumentaram após a cessão de horário nobre para telejornal produzido pela Folha de S. Paulo, levantando acusações de que o fato expõe uma paulatina privatização e perda do caráter de TV Pública da emissora. Com vistas a debater o assunto e dirimir dúvidas, o Correio da Cidadania conversou com Jorge Cunha Lima, ex-presidente da FPA e até hoje membro de seu Conselho Curador.

 

 

 

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Músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira questionam capacidade do maestro Minczuk
Entrevista com Luzer David Machtyngier, ex-presidente da comissão dos músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB)

 

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No mês de abril, um inesperado escândalo irrompeu no campo da cultura brasileira: uma enorme crise foi deflagrada na Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). O maestro, Robert Minczuk, tentou empreender uma truculenta série de avaliações dos músicos, procedimento desconhecido de toda e qualquer orquestra de "nível internacional". Em protesto, os músicos não concordaram em se submeter a tal procedimento, o que acarretou na demissão por justa causa de 44 dos 82 integrantes da OSB. Para tratar do assunto, o Correio da Cidadania entrevistou Luzer David Machtyngier, um dos líderes do movimento que exige a reintegração dos demitidos, além da saída do maestro.

 

 

 

 

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Ministério da Cultura começa seqüestrado pela indústria cultural do século passado
Entrevista com professor e pesquisador da USP Pablo Ortellado

 

O Ministério da Cultura iniciou sua nova gestão, encabeçada pela cantora e irmã de Chico Buarque, Ana de Hollanda, envolto em diversas polêmicas. As controvérsias antagonizam a atual orientação com a dos anos Lula, quando o ministério foi comandado por Gilberto Gil e Juca Ferreira. Para tratar do tema, o Correio da Cidadania entrevistou Pablo Ortellado, professor da ECA-USP. Principal ponto de discussão até o momento, a posição da ministra quanto à reforma da Lei de Direitos Autorais já mostra orientação favorável às grandes indústrias culturais, em clara afinidade com o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição).

 

 

 

 

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Companhia do Feijão: teatro como arma crítica à política mercadológica na Cultura
Entrevista com membros do grupo de teatro Companhia do Feijão

 

Quem ainda não assistiu à segunda temporada do espetáculo "Pálido Colosso", da Companhia do Feijão, deve correr, pois a peça fica em cartaz, gratuitamente, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, no centro paulistano, somente até 14 de novembro. A peça é uma bela e impactante leitura da história do país desde os anos 1960. Um cabaré decadente é cenário por onde passam a repressão aos comunistas, a ditadura militar e a redemocratização até hoje incompleta, e os sucessivos presidentes que governaram o país no período. Tudo com muito bom humor.

 

 

 

 

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Desmonte da TV Cultura contraria a comunicação democrática, plural e sem fins comerciais
Entrevista com Rose Nogueira, ex-funcionária da Cultura

 

Por trás da idéia de enfraquecer nossa única emissora aberta não comercial, reside a persistente lógica de dissolução da ‘coisa pública’, a favor de uma pretensa ‘eficiência’ administrativa, em mais um dos capítulos de transferência do patrimônio público e social à iniciativa privada. "A TV Cultura é patrimônio do povo paulista e brasileiro. Patrimônio material e cultural, pois é um dos melhores lugares para se fazer TV, e também histórico, tendo sido local de trabalho de gente como Wladimir Herzog e outros grandes profissionais", assinala Rose Nogueira, do Sindicato dos Jornalistas.

 

 

 

 

 

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Exigir contrapartidas dos grandes captadores é a mudança primordial na área cultural
Entrevista com Jorge Nunes, produtor cultural e ex-coordenador do CNPQ

 

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Em face da discussão de reformas na Lei Rouanet, de produção cultural, o Correio entrevistou Jorge Nunes, produtor cultural, com experiência na coordenação do CNPq. Para Nunes, o governo deve tomar cuidado para não radicalizar nas mudanças, para assim não excluir as empresas totalmente do processo e colocar em risco o que já existe de estrutura para a área. No entanto, seria premente a destinação de maiores recursos ao Fundo Nacional de Cultura, pois assim o governo teria condições de promover uma maior difusão de todo tipo de espetáculo, levando-os a todos os cantos do país, inclusive até os não contemplados pelo mercado.

Confira os textos publicados em memória aos 50 anos do golpe militar

 

O Correio da Cidadania reúne neste especial as matérias e artigos publicados na página do jornal nas últimas semanas, em registro dos 50 anos do golpe militar. Trata-se de mais um esforço jornalístico para preservar a memória histórica brasileira, que traz o passado à tona e o relaciona ao presente, em termos políticos, sociais e econômicos.

 

Da Redação

 

‘A maioria das pessoas já é a favor da revisão da lei de Anistia’
Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

"Os escrachos foram as ações mais impactantes já feitas por nós nesses anos. Agora, a maioria é a favor da revisão da lei de Anistia, que é o grande impedimento para investigar os torturadores". Na conversa com o Correio, Pedro Freitas, do Levante Popular da Juventude, ressalta a importância de articulações em favor da preservação da memória, uma vez que em sua opinião nossa democracia carrega vestígios do regime de exceção. Apesar de algumas ressalvas sobre a trajetória da Comissão Nacional da Verdade, tem um parecer otimista a respeito do seu legado.

 

Ivo Herzog: ‘tivemos evolução em absolutamente todas as áreas após o fim da ditadura’

Gabriel Brito e Leandro Iamin

Ivo Herzog conversou com o Correio e fez um balanço da democracia brasileira, em meio às lembranças dos 50 anos do golpe. Ele desmistifica as afirmações de que alguns aspectos da vida nacional caminhavam melhor naquele tempo.

 

‘Temos a impressão de que a chamada transição democrática não vai acabar nunca’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

O Brasil se reencontra com sua história e, mesmo a contragosto, faz cada vez mais exames críticos de seu passado. Na “descomemoração” deste infeliz cinquentenário, entrevistamos Marcelo Zelic, diretor do Grupo Tortura Nunca Mais.

 

Mídia e autoridades: revisionismo histórico e submissão nos 50 anos do golpe militar
Gabriel Brito

Não surpreende que os posicionamentos de Dilma e Celso Amorim tenham desapontado aqueles que até hoje travam batalhas ideológicas e judiciais por punição aos militares. No entanto, precisamos estudar a fundo se esse aparente recuo não revela uma submissão ainda considerável à caserna e aos cães de guarda do regime.

 

‘Se a direita pode ir à rua com sua bandeira suja, temos muito mais gente que apoia as liberdades’

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

 

“Eu não vejo clima para golpe, como alguma parte da direita tenta aventar. Fazem por provocação. Organizamos a Marcha Antifascista para mostrar que, enquanto existe gente que comemora tortura e morte, temos muito mais gente que apoia as liberdades”.

 

Editorial

Do golpe militar à tentativa de democracia

Parece evidente que a transição do regime ditatorial para a ordem institucional não se completou. Os esqueletos e as heranças do regime militar estão muito ativos na nossa sociedade. Conquistamos o direito de voto, de organização, manifestação, expressão, isto é certo. Mas é profundo o DNA violento e repressor do Estado brasileiro.

 

Artigos de Wladimir Pomar

 

Classes e luta de classes: ainda burguesia e ditadura

Com o objetivo de garantir que a retirada estratégica dos militares seguisse o curso planejado pelos próprios militares, a grande burguesia decidiu criar uma Ação Empresarial para incidir diretamente no processo político.

 

Classes e luta de classes: burguesia e ditadura
O grupo militar que assumiu o governo em 1974, com Geisel à frente, tinha consciência de que a crise econômica não poderia ser superada apenas com a mão de ferro ditatorial. Sua “distensão” visava, então, fazer com que a burguesia participasse das decisões para superar a crise econômica. No entanto, como o “milagre” brasileiro tivera por base a associação e a subordinação ao capital estrangeiro, capital que estava no olho do furacão econômico mundial, tal superação se tornara uma missão impossível naquela conjuntura.

 

Classes e luta de classes: redenção ditatorial ou a história como farsa
As gerações atuais ainda não conseguiram superar a enorme mancha, que cobre quase todo o território nacional, incrustrada principalmente nas periferias urbanas, de milhões de pobres e miseráveis excluídos do mercado de trabalho, e sem condições de moradia, transportes, saneamento, saúde e educação. Eles são o resultado mais evidente da migração forçada de camponeses dos latifúndios para as cidades industriais, do fragoroso naufrágio do “milagre econômico” ditatorial, e da devastação neoliberal que se seguiu.

 

Classes e luta de classes: os dilemas da ditadura

O coronel Boggo, antes de escrever sobre os 10 anos de “desconstrução” do Brasil pelo PT, poderia ter descrito o Brasil que a ditadura militar e o neoliberalismo devastaram, para simples efeito comparativo.

 

Classes e luta de classes: caminhos do golpe de 1964

Toda e qualquer luta social era tomada como maquinação comunista: a crise econômica brasileira; a derrota do colonialismo francês no Vietnã; o início da guerra de independência na Argélia; e os fortes debates sobre um caminho de desenvolvimento autônomo para o Brasil.

 

Classes e luta de classes: a direita em transe

O general Chagas, o coronel Boggo e outros militares empenhados em reeditar o passado ditatorial apenas repetem os argumentos que devem ter utilizado quando participaram, como aspirantes ou tenentes, do golpe militar de 1964.

 

Artigos de Virgílio Arraes

 

50 anos do golpe

Virgilio Arraes

 

Não obstante o legado desgastante do antigo regime, isso não impediu a adesão e, por isso, a incorporação de muitos colaboradores da era ditatorial à nova ordem.

 

Estados Unidos e Cuba: a pressão sobre o Brasil no começo dos anos 60

Virgilio Arraes

 

Em agosto de 61, Jânio Quadros galardoou ‘Che’ Guevara com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. Discordava ainda de Kennedy sobre a expulsão de Cuba da OEA. Todavia, o esforço de posicionar o Brasil de maneira mais desenvolta no cenário regional se esboroaria.

 

Estados Unidos e Brasil nos anos 60 – a Missão Berle

Virgilio Arraes

 

O resultado foi frustrante para os EUA. A Casa Branca teria condicionado auxílio financeiro singular ao Planalto em troca da solidariedade política, ou seja, de hostilidade a Havana.

 

Outros artigos

Abaixo a ditadura!

Leo Lince

 

A forte presença de um desejo de mudança não logrou fechar o circuito de uma mudança qualitativa no quadro da política. Com isso, a transição se definiu como "intransitiva" e seu ponto de chegada, remetido para além da linha do horizonte, é uma maratona sem fim.

 

Os 50 anos do Comício da Central

Paulo Passarinho

 

Nesses cinquenta anos passados, o mundo mudou, o Brasil é outro, mas os problemas decorrentes da opção que acabou vitoriosa em 1964, através do golpe civil-militar, com explícito apoio de uma potência militar estrangeira, estão, mais do que nunca, presentes.

 

O esquartejador é coronel do Exército

José Benedito Pires Trindade e Otto Filgueiras

 

“Eu fiz. Eu torturei. Eu matei. Eu esquartejei. Eu mutilei e ocultei os cadáveres. E não me arrependo de nada”. Que país é esse que ouve a confissão desse Heydrich reencarnado e se cala?

 

Por que Paulo Malhães foi o Herói da Direita brasileira?
Por Leonardo Soares

Pablo, ou Laurindo, enfim, o patriota da Direita liberal, racista e reacionária, o menino que um dia servira ao Movimento AntiComunista (MAC), trilhou com denodo a trajetória do típico agente do terror nesse país que, dos dedos, arcadas e carcaças dos membros da luta armada, passou a cuidar, em "tempos democráticos", de dar um jeitinho nos "elementos" daquela raça que vive enchendo as nossas cidades de bandidinhos. Malhães pode ter morrido - sem nunca ter sido julgado por seus crimes -, mas os Amarildos, Cláudias e Douglas de ontem, de hoje e de amanhã revelam o quanto ele fez escola.

O Homem que Encurtou a Ditadura Brasileira
Mario Maestri

Ditadura e democracia no Brasil, de Daniel Aarão Reis, constrói-se como encadeamento crescentemente ininteligível de epifenômenos apresentados como fatos sociais e políticos essenciais. Retomando a retórica ditatorial e conservadora, o autor vê o golpe como, inegavelmente, movimento “defensivo”, para “salvar a democracia, a família, o direito, a lei e a Constituição”, para “garantir a hierarquia e a disciplina” nas forças armadas. [p.48] Proposta que não explica minimamente por que ele já fora tentado, em circunstâncias históricas diversas,  em 1954, 1955-6 e 1961, como proposto.  

Por que a direita brasileira ainda chora pela ‘Revolução Redentora’ de 1964?
Leonardo Soares

 

O artigo do “filósofo” neoliberal Denis Rosenfield (“Anistia sim!”, O Globo, 21/04/14) achincalha não apenas a construção de uma memória sobre o Golpe Militar de 1964 (ao qual ele se refere como “contragolpe”), como tenta defender a manutenção irrestrita da falta de punição aos agentes da Ditadura empresarial-militar que sequestrou a democracia do país por 21 anos e que implantou o regime mais sórdido e criminoso da história.

 

Lamentável engano
Ronald Santos Barato

 

Alguns aprendizes de udenismo não devem ter conhecimento dos grandes golpes contra o erário nos governos da ditadura. Gostam de se enganar apenas porque o principal pretexto alardeado para o golpe era o combate à corrupção e extirpar o comunismo. Era palavra de ordem, que perdurou durante toda a ditadura. Mas era pura falácia, protegida pela férrea censura.

 

A volta de Dan Mitrione

José Benedito Pires Trindade e Otto Filgueiras

Recebido na pista do aeroporto por representantes do Ministério da Justiça, da PF, da ABIN, da CBF, da embaixada dos EUA e pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, ele manifestou alegria de voltar ao país, agora com a missão de treinar nossos policiais para a Copa e as Olimpíadas.

 

Amigos de longa data

Paulo Metri

 

A Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa da Bahia convidou um grupo de antigos militares, que foram expulsos das Forças Armadas em 1964, por terem sido considerados comunistas, para exporem suas visões e serem homenageados.

 

O passado e o incerto presente
Paulo Passarinho

 

Em meio às referências e análises sobre os cinquenta anos que nos separam do golpe de Estado de 1964, uma verdade parece insofismável: os setores da burguesia brasileira e do capital internacional envolvidos no processo de deposição de Jango continuam a mandar no país.

 

“A ditadura modernizou o campo”: uma tese ridícula

Leonardo Soares

 

O regime abriu a porteira, como nunca, para um processo gigantesco de grilagem de terras. Foi ao seu tempo, quando a desregulação e omissão atingiram níveis criminosos, que figuras do baronato fundiário se apossaram de terras que alcançavam a extensão de alguns países da Europa.

 

O poder mundial não precisa de golpe no Brasil

Ronald Santos Barata

 

Se o grande capital, os bancos, os grandes órgãos de mídia, o agronegócio, estão à vontade e lucrando como nunca, por que tirar do poder quem lhe atende completamente? E, de quebra, se a oposição vencer, nada mudará.

 

Congregações da Unicamp propõem revogação de título concedido ao coronel Jarbas Passarinho
Caio Navarro de Toledo

 

Por meio de suas Congregações, o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, o Instituto de Arte e a Faculdade de Educação aprovaram uma Moção que solicita ao Conselho Universitário a revogação do título de Doutor Honoris Causa concedido pela Unicamp, em 1973, ao Coronel Jarbas Passarinho, então Ministro da Educação e Cultura do governo do general Emilio Garrastazu Médici.

 

Lei de anistia e regeneração democrática

Pietro Alarcón

 

O marco jurídico da regeneração da democracia, isto é, a lei de anistia de 1979, pode e deve ser interpretado conforme a Constituição de 1988, de maneira a que não conduza à impunidade ou ao esquecimento.

 

Indústria química e ditadura

Thomaz Ferreira Jensen

 

É já fartamente comprovado o engajamento das principais indústrias químicas, plásticas e farmacêuticas no apoio ao golpe de abril de 1964 e à ditadura que se seguiu. Em nome da memória e da verdade, a indústria química deveria manifestar-se.

 

O golpe contrarrevolucionário de 1964: ontem como hoje

Mário Maestri

 

O Brasil esteve às bordas da revolução? Realidade abortada pela ausência de direção pequeno-burguesa ou proletária capaz de dirigir as classes trabalhadoras e populares. Estas são questões que merecem análises mais cerradas do que as até agora realizadas.

 

A monotonia do mal

José Benedito Pires Trindade

O jornalismo investigativo de Veja, Estadão, Folha de S. Paulo, Organizações Globo, Zero Hora, Estado de Minas, Correio Braziliense e que tais, tão obcecado pelos malfeitos petistas, jamais investigará as execuções extra-judiciais e o contínuo desaparecimento de corpos no país.

 

O silêncio dos inocentes

Otto Filgueiras

 

Agora houve um pacto de elites, armado pela presidente Dilma com os militares. O que esvazia a precária Comissão Nacional da Verdade e mais uma vez leva para a conciliação de classe e fortalece o capitalismo social-liberal no país.

 

O legado econômico da ditadura: o retrato de um desastre

Leonardo Soares dos Santos

 

O ridículo a que se chega por parte dos saudosistas só se agrava quando passam a recorrer aos chamados “grandes empreendimentos” do regime. Pura bazófia. Obras sem nenhuma transparência e controle de gastos que só contribuíram para o alarmante endividamento do país, fazendo a alegria dos bancos internacionais e empreiteiras.

 

A mentira do pacto da Anistia

José Benedito Pires Trindade e Otto Filgueiras

 

Ah, sim! A “Casa da Morte”, em Petrópolis, um dos mais notórios “aparelhos” clandestinos de tortura e assassinato das Forças Armadas, não está na lista das instalações militares a serem investigadas, ou seja lá o que isso signifique. Quer dizer: os mais terríveis segredos do regime serão mantidos, garantidos pela Lei de Anistia, pelo tal “pacto político” e pelas investigações agora anunciadas.

 

Desorganização social

Paulo Metri

 

As Forças Armadas poderiam emitir uma nota para a população brasileira, declarando a obediência cega aos princípios democráticos constantes da Constituição. Em seguida gostaria de ver a Polícia Federal procurar os incitadores do golpe.

 

O apoio da mídia ao golpe e à ditadura

Otto Filgueiras

 

O requerimento do senador Requião querendo saber como foi a trama para repassar a TV Paulista para a Globo, ponto de partida para a construção do império dos Marinho, é uma ótima oportunidade para a Comissão Nacional da Verdade.

 

Brasil pós-ditadura

Frei Betto

 

Passadas quase três décadas do fim da ditadura, o Brasil nem sacudiu a poeira nem deu a volta por cima. Quem é hoje a figura majestática do PMDB, o maior partido do Brasil e principal aliado do governo petista? José Sarney.

 

O golpe

Frei Betto

 

Trouxeram dos EUA o padre Peyton, pároco de Hollywood. De rosário em mãos e bancado pela CIA, ele arrastava multidões nas Marchas da Família com Deus pela Liberdade. Manipulava-se o sentimento religioso do povo brasileiro como caldo de cultura favorável à quartelada.

 

Igreja Católica e o golpe de 1964

Frei Betto

 

Sabemos que o povo latino-americano é profundamente religioso. Exceto certa parcela da esquerda latino-americana que, influenciada pelo positivismo marxista europeu, se esqueceu de aplicar o método dialético ao fator religioso.

 

Meu 1º de abril de 1964

Frei Betto

 

Eu participava em Belém (PA) do congresso latino-americano de estudantes. Na noite do 1º de abril, vi na TV o arcebispo dar loas à Virgem de Nazaré por livrar o Brasil do comunismo, e sugerir que entre seu clero havia quem sofresse influência marxista... Dom Milton aconselhou-me buscar refúgio fora dali.

 

Março de 1964

Frei Betto

 

Reações isoladas, inclusive de altos oficiais das Forças Armadas, foram logo abafadas sem necessidade de um só disparo de arma de fogo. E ninguém acreditava que a ditadura duraria, a partir de 1o de abril de 1964, 21 anos.

 

Em apoio à Campanha “50 dias contra a impunidade”

Fr. Marcos Sassatelli

 

A Anistia Internacional Brasil, em ato público, lançou a Campanha “50 dias contra a impunidade”, com o objetivo de recolher assinaturas em todo o país, numa petição reivindicando a revisão da Lei da Anistia de 1979.

 

Nos calabouços da ditadura civil-militar

Frei Marcos Sassatelli

 

Unamo-nos também à Anistia Internacional, que – sempre no dia 1º de abril – lançará no Brasil uma campanha pela punição dos agentes que torturaram e mataram militantes de esquerda durante a ditadura civil-militar.

 

Tortura: o requinte da crueldade humana

Frei Marcos Sassatelli

 

José Porfírio liderou um movimento camponês de resistência e luta pela reforma agrária, que, após dez anos de conflitos, conseguiu a vitória, conquistando terras devolutas. Em 1962, Porfírio elegeu-se deputado estadual, o primeiro do país de origem camponesa.

 

Resenha

 

O Livro Negro da Ditadura Militar

O Livro negro da ditadura, de Divo Guisoni, Editora Anita Garibaldi, Ano 2014, 204 págs.

 

 

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O Correio da Cidadania publica a série de quatro artigos de Rogério Grassetto com propostas para o desenvolvimento do setor energético brasileiro.

 

Sobre o autor

 

Rogério Grassetto Teixeira da Cunha, biólogo, é doutor em Comportamento Animal pela Universidade de Saint Andrews. Seu email para contato é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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Belo monte de mentiras! A história nada exemplar dos projetos hidrelétricos no maravilhoso rio Xingu, inventados pelos mafiosos e herdeiros da ditadura militar

 

 

 

  • 3. As mentiras da área alagada de “pouco mais de 400 km2”, e do número de cidadãos atingidos a serem expulsos, e a omissão das áreas diretamente afetadas pelo conjunto das atividades da construção das obras e da operação das duas usinas.

 

 

 

 

Hugo Chávez e a "liberdade de imprensa"

 

 

A não renovação da concessão pública da RCTV na Venezuela pelo presidente Hugo Chávez teve e continua tendo enorme repercussão mundial, atingindo todos os continentes, desde países desenvolvidos até os não desenvolvidos.

 

Por que uma atitude de um presidente latino-americano foi capaz de despertar tamanho interesse, mobilizando reações de apoio e de censura, mas especialmente estas últimas se tomamos como termômetro o noticiário produzido pela enorme maioria da grande mídia em escala global?

 

 

O economista Nildo Ouriques, professor do departamento de Economia e presidente do Instituto de Estudos Latino-Americano da Universidade Federal de Santa Catarina (IELA-UFSC) - www.ola.cse.ufsc.br

 

Será mesmo deficitário o Regime Geral da Previdência, além de ser um dos mais generosos do mundo? Esse é o senso comum que a maior parte dos economistas e financistas, auxiliados pela enorme penetração que têm nos meios de comunicação, quer impingir na opinião pública. Há, no entanto, um outro enfoque para se pensar a Previdência, voltado ao crescimento e não ao corte de receitas, a partir de uma nova percepção para a teoria do desenvolvimento econômico.

 

Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania.