Correio da Cidadania

A boa briga

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Vivemos um mundo de visíveis desigualdades. Uns são ricos, outros riquíssimos, muitos medianamente aquinhoados, a imensa maioria de pobres e, por fim, temos um relevante número de miseráveis, que são aqueles que sequer têm o direito de ser pobres.

 

Esse mundo de desigualdade responde pelo nome de capitalismo. O capitalismo é a causa das mazelas sociais, como os baixos salários, desemprego, violência, corrupção, fome, miséria... Esse sistema de desigualdade faz com que nossa vida seja feita de brigas permanentes. A todo dia brigamos pela sobrevivência, brigamos por saúde, escola, segurança e até por governos menos ruins, isso porque, no capitalismo, o máximo que se pode ter são governos menos cruéis, uma vez que governo nenhum, dentro desse sistema, haverá de garantir a justiça, a paz e a bonança. É aquela velha história: o inferno não deixará de ser infernal mudando apenas o diabo de plantão, o inferno é infernal por definição.

 

A briga diária é o pão nosso de cada dia e dela não podemos nos afastar. Mas ela é a briga menor, é a briga de resistência à voracidade do capitalismo. Precisamos, porém, nos engajar na briga maior, na briga contra o sistema, pois, a permanecer esse sistema, toda nossa luta haverá de ser em vão.

 

Na visão menor de muitos de nós, todo mal advém do prefeito corrupto, incompetente, insensível e toda nossa fuzilaria deve ser dirigida contra ele. Muito bem! Mas será que um prefeito honesto, competente e sensível irá acabar com a desigualdade social, com a injustiça, com a violência? Claro que não! O inferno continuará infernal mesmo que tenhamos um "diabo camarada".

 

Portanto, é hora de parar para pensar e, sem colocar de lado a luta contra o prefeito corrupto, incompetente, insensível , levar avante a boa briga, a briga clara e ostensiva contra o grande inimigo da humanidade que é sistema capitalista, cujo único propósito é a busca do lucro para uns poucos, enquanto o mundo marcha celeremente para a destruição, levando-nos a concluir que: ou a humanidade destrói o capitalismo ou o capitalismo destrói a humanidade.

 

Façamos, então, de cada um de nossos sindicatos uma trincheira de luta contra todas as formas de injustiças e cerremos fileiras tanto na briga menor quanto na briga maior e, assim, faremos a boa briga.

 

Gilvan Rocha é Presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos – CAEP.

Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

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Comentários   

0 #4 Centro capitalista e pereferia alienadaaf sturt 16-07-2009 22:31
A luta tem que ser feita apartir dos sindicatos...Mas como lutaremos se os "trabalhadores alienados' desconhece a verdadeira teoria da libertação e as centrais sindicais estão favor do capital e burocratizadas?
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0 #3 Concordo, mas analisoRaymundo Araujo Filho 16-07-2009 11:27
Embora eu concorde com as palavras do Gilvamn Rocha, creio que há um motivo para a luta estar tão focada no mais visível, isto é, os agentes do Capitalismo, sejam eles o prewfeito de São Paulo, ou o Lulla.

É porque justamente estas instâncvias que deveriam ser as trincheiras poipulares de luta contra o capitalismo, estão completamente, ou quase, sequestradas por pelegos e quetais, com a missão de sufocar qualquer coisa que se pareça com CONTESTAÇÃO ao CAPITAL.
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0 #2 resposta ao artigoaf sturt 16-07-2009 11:21
Vou reproduzir o texto e o comentário no blog que escrevo:
http://tudehistoria.blogspot.com/
ABS...
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0 #1 AS INDECÊNCIAS QUE O CAPETALISMO PROMOVERUBENS JARDIM 16-07-2009 09:20
Desde muito cedo, já na adolescência, as injustiças sociais provocavam minha revolta. Nunca consegui admitir a razão dos privilégios e a razão da miséria. Em épocas mais remotas até o mais ilustre dos impérios, o de Roma, foi construído nas pilhagens de mão de obra e de tesouros. Nenhum dos impérios antigos conseguiu transformar as técnicas de produção ou aumentar a produtividade. Todos eles fizeram progressos de ordem militar, administrativa, jurídica e artística.
É por essa e outras razões que jamais consegui entender –ou admitir – o transplante de valores herdados da monarquia. Se antes o negócio era ter sangue azul, hoje, apesar da revolução francesa e o estabelecimento de um novo código de valores, não há igualdade, fraternidade --e muito menos liberdade.
Em que pese todos os disfarces e ardis da chamada democracia burguesa, ainda é a classe dominante que dita todas as regras. E é ela que nos injeta o vírus da liberdade,
essa idéia abstrata que ainda possui o poder e o fascínio de nos encantar. Mas vale descer dessa montanha mágica e fazer a pergunta correta: liberdade para quem?
Claro que podemos votar, possuímos o direito de ir e vir e de manifestar livremente nossas opiniões. Mas será que esses jargões tem alguma conexão com a realidade concreta? Ou serão apenas palavras mortas utilizadas, permanentemente, apenas para nos tornar um bando de cordeirinhos equivocados?
Não há dúvida que o fosso criado entre o castelo do senhor e a plebe ignara ainda encontra-se vivo – e foi progressivamente ampliado. Em Roma, havia o circo. Na corte francesa, os biscoitos. E atualmente são outras as migalhas que alimentam o nosso imaginário. A sociedade atual assegura, com sua letra morta, uma infinidade de direitos: direito ao trabalho, direito à educação, direito à saúde, direito à propriedade, enfim, direito a uma vida digna. Mas isso, via de regra, não sai do papel. Na vida real, são muito poucas as pessoas contempladas com essas garantias constitucionais. Algo muito semelhante ao que acontecia debaixo do absolutismo monárquico.
Aliás, para deixar de lado todas essas interpretações, vamos aos números que não podem ser manipulados e não deixam espaço para mentiras. A concentração de renda ,por exemplo, continua a crescer: 1% da população detém 40% da riqueza total. E o quadro que escandalizou o mundo na década de 90 * não mudou em nada:.as três pessoas mais ricas do planeta continuam tendo riqueza superior ao produto bruto dos 48 países mais pobres, onde vivem cerca de 600 milhões de pessoas. E pouco mais de 250 pessoas, os verdadeiros bilionários, -----com ativos maiores de 1 bilhão de dólares-- possuem mais riqueza que os 40% da humanidade abaixo da linha da pobreza, perto de 2,5 bilhão de pessoas. E, para finalizar, mais esta pérola da justiça social engendrada pelo capetalismo: os países mais ricos concentram 80% da riqueza do mundo, mas sua população representa apenas 20% da população mundial. Que tal?
VIVA A LIBERDADE! VIVA A IGUALDADE! VIVA A FRATERNIDADE!
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