'Índios e camponeses ficaram em segundo plano na Comissão da Verdade'

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No apagar das luzes de 2014, a Comissão Nacional da Verdade encerrou seus trabalhos e apresentou um relatório de mais de 4000 páginas. Para dar sequência às entrevistas em vídeo sobre este importante reencontro com a história, o Correio da Cidadania conversou com Marcelo Zelic, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, que colaborou com a Comissão nas pesquisas sobre os crimes contra os índios brasileiros de dez etnias.

 

Nesse campo específico, a CNV apurou cerca de 8000 assassinatos, muitíssimo acima dos números historicamente reconhecidos pelo Estado brasileiro. Por isso, Zelic lamentou que índios e camponeses tenham sido tratados como menos importantes, apesar de a Comissão oferecer um grande contraponto às atuais políticas voltadas a esses povos. Por fim, criticou fortemente o ministro da justiça, Jose Eduardo Cardozo, a quem acusa de travar qualquer avanço favorável aos povos indígenas.

 

Assista abaixo.

 

 

Produção: Traço Livre.

Comentários   

0 #2 RE: 'Índios e camponeses ficaram em segundo plano na Comissão da Verdade'Gabriel Brito 04-05-2015 19:14
Olá, Lígia

Corrigimos a informação, obrigado pelo toque.

abraços
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0 #1 RE: 'Índios e camponeses ficaram em segundo plano na Comissão da Verdade'Lígia 04-05-2015 16:53
Na verdade, o relatório final da CNV resultou em mais de 4 mil páginas, e não 2 mil, como afirma a matéria. Houve um intenso trabalho voltado à investigação das violações de direitos humanos de indígenas e camponeses. O contexto de difícil acesso às localidades, a ausência de registros (às vezes até de nascimento), e dificuldades inerentes que surgem no trabalho com as populações nativas é o que tornou mais complicado realizar os trabalhos do GT Indígenas e Camponeses.
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