altAs condições políticas cada vez mais duras, com a volta da repressão em alguns países ou a intromissão governamental para dividir as organizações indígenas, são os dois braços de um enorme alicate, ecológico e político, que exerce pressão sobre os povos indígenas.

 

altO extrativismo avança no Brasil em várias frentes. Se se agrupam as extrações de recursos naturais minerais, hidrocarboníferos e agrícolas, o nível de apropriação dos recursos naturais no Brasil é assustador, e deixa muito para trás qualquer país sul-americano.

altConga e outros casos (por exemplo, no Equador) mostram um novo tipo de conflitos que resistem à ideia que evita anular os impactos e que pretende compensá-los ou indenizá-los.

altNa América do Sul, está em marcha um debate sobre as estratégias do desenvolvimento, o aprofundamento da democracia e os mecanismos realmente efetivos de participação cidadã.

altVários progressismos não toleram que a esquerda que não está nos governos advirta sobre suas  contradições ou aponte seu cansaço. Respondem com slogans, apelam aos rótulos e desqualificações (chamando aos críticos de “infantis” ou “desmamados”, como é comum no Equador e na Bolívia). Isto mostra que como têm cada vez menos argumentos.

 

altNão basta dizer que uma das consequências do extrativismo mais intensivo é a violação de alguns direitos. Deve-se deixar claro que estas estratégias de apropriação de recursos naturais somente são possíveis quebrando-se os direitos das pessoas e da natureza.

altParece que o progressismo governante só pode ser extrativista e que esse é o meio privilegiado para sustentar o próprio Estado e enfrentar a crise financeira internacional. Está sendo perdida a capacidade de novas transformações

indio_peruano.jpgNo caso do Equador, há não só uma grande vantagem, mas a necessidade de servir de exemplo para as reformas do ambiente em países sul-americanos.

altA esquerda latino-americana das décadas de 60 e 70 era das mais profundas críticas do desenvolvimento convencional. Discordava de instrumentos e indicadores, tais como o PIB, e insistia que crescimento e desenvolvimento não eram sinônimos. O progressismo atual, no entanto, não discute a essência conceitual do desenvolvimento.

altPara sustentar o estímulo extrativista, está se apelando a novas justificativas políticas. Uma das mais chamativas é invocar os velhos pensadores do socialismo, a fim de argumentar que eles não se oporiam ao extrativismo do século 21, pelo contrário, promovê-lo-iam.

 

altNos últimos cem anos se acumulou uma queda de 47% nos preços das matérias-primas – fora os hidrocarbonetos. Assim, o aumento recente de 8% no valor dos minerais não compensa o colapso. Essa bonança vai terminar.

americalatina_bicolor.jpgEsse extrativismo promovido pelas esquerdas é igual ao dos governos conservadores anteriores? Não, e é necessário identificar semelhanças e diferenças.