altAprecio profundamente as vitórias das equipes consideradas menores ou tecnicamente inferiores. Porém, é impossível não relacionar as quedas de Fluminense, São Paulo e Internacional na Copa do Brasil ao momento do futebol brasileiro.

altAcabou a festa e aos poucos vamos voltando à dura realidade de cada dia. Inclusive em termos de futebol. Para analisar todo o processo e iniciar o debate do que vem pela frente, o Correio entrevistou o historiador Marcos Alvito, que ajudou a fundar a Associação dos Torcedores.

Basta se ater aos fatos de dezembro para se ter o devido diagnóstico de penúria: morte de operários nas obras dos superfaturados estádios, volta da “virada de mesa”, violência sem controle e um triste choque de realidade no cenário internacional.

altA competição pode e deve ser comemorada por todos da região, tendo ainda bastante a evoluir, mas já tratada como um enorme sucesso por todos os envolvidos.

altTriste constatação do que resta após o fim de Grondona: tal como na CBF herdada por Marin, há um vazio de lideranças, que pode desaguar num tempo de bagunça ainda maior do que em sua época.

altRonaldo e Joana Havelange, talvez não saibam, mas tratar a população indignada como massa de manobra eleitoral só serve para potencializar a revolta. Não cai bem os grandes vencedores do atual processo tratarem as pessoas como imbecis.

O Campeonato Brasileiro terminou, mas fantasmas voltaram a ganhar os holofotes e a dominarem todos os debates que se seguiram. Com eles, vemos o espectro das velhas artimanhas e jogo sujo de bastidores rondarem o desfecho do torneio.

altContinuaremos à mercê dos entendimentos político-empresariais, com pouca participação social e de personalidades vividas e dispostas a colaborar com o desporto nacional. Este ainda se encontrará longe da acessibilidade por parte da população e da cultura de formação sócio-educativa.

 

altEstranha conclusão, antes tivéssemos “parado” no tempo! O ponto é: precisamos voltar a nos enxergar como uma escola de futebol, no sentido mais estrito da palavra.

altSerá a Copa mais cercada de contestação na história, impressionante para a coletividade internacional, que jamais esperava ver o chamado país do futebol se colocar de manifesto exatamente quando se aproxima o momento das maiores competições esportivas. Violência, prisões e festas conviverão simultaneamente, o que não deixa de ser uma síntese do cotidiano brasileiro.

 

altÉ contraproducente o alarmismo midiático ou a euforia acrítica para medir o real significado da Virada Cultural. Trata-se de trabalhá-la com vistas a ser melhorada, não empobrecida, ainda mais numa cidade carente de maior convívio social.

altO ano de 2012 chega ao final e, mais uma vez, o balanço a ser feito não destoa muito das temporadas anteriores. Tanto na prática quanto na gestão, o país se manteve fiel às velhas tradições e longe de qualquer evolução, ao mesmo tempo em que sente o sabor da ascensão econômica.