altParece ser este o caminho: maior captura de subsídios fiscais e financeiros e novas formas de apropriação da renda fundiária, sob o efeito dos investimentos públicos de infraestrutura viária e liberalidade da política agrária.

altEm síntese, o ano de 2013 não se caracteriza nem pelos resultados alcançados, nem pelas indicações e constrangimentos de política econômica emitidos para a frente, como sinalizador de uma relação virtuosa do crescimento com a distribuição de renda.

altDiante deste quadro estrutural da política social, preocupa o rumo que tem sido dado às chamadas desonerações patronais no sistema previdenciário, sem quaisquer ligações com a evolução previsível do sistema no médio prazo.

altVou fazer breves considerações de fatores que são externos ao espaço físico das cidades, mas que lhe são fortes condicionadores das condições de vida: a estrutura da propriedade e do uso da terra rural atualmente em vigor.

altA questão agrária em aberto no século XXI é bem mais complexa que aquela que o MST enfrentou nos seus primórdios. Hoje, o processo sistemático de negação à mudança da estrutura agrária conta com estratégia concertada por dentro e por fora do Estado.

Temos algum tempo para resolver os dilemas do presente. A eleição de 2014 não será igual à de 1998, quando a mídia escondeu a crise cambial para não prejudicar a reeleição de FHC. Agora, tenta-se forjar uma crise cambial iminente, que não é verdadeira.

altObserve-se o absurdo da situação. O governo norte-americano espiona o leilão. A presidente da República reage verbalmente. Mas nenhuma providência é adotada para salvaguardar o interesse nacional e a lisura de uma relação econômica.

altA tese do “déficit nominal zero” a expensas dos “gastos correntes” liquida praticamente com o experimento distributivo da política social construída depois da Constituição de 1988.

altTanto o crescimento quanto a distribuição de renda provocam vazamentos ao exterior, ambos colados numa forma de especialização no comércio externo ultra-dependente de vantagens naturais. Tal inserção prescinde da indústria manufatureira das exportações, mas não das importações.

 

altTrês episódios recentes – o leilão do de Libra, a piora das condições externas e das condições fiscais da União – têm merecido um tratamento midiático exacerbado, que pouco ajuda a compreender o cenário real. O governo também é protagonista na batalha da (des)informação econômica.

altAs políticas conjunturais precisam sinalizar mudança de rumos em relação à dependência externa e à estagnação econômica, sem o que retornaremos ao ciclo vicioso sempre que houver qualquer surto de crescimento econômico.

altOs desafios que estão postos não são fatalidades, mas constrangimentos estratégicos de caráter estrutural e essencialmente políticos. Mas será que governo e oposição leem a situação dessa forma? Ou continuam apostando no jogo de cartas marcadas?