altO governo criou, em 2009, a Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), curiosa união do BNDES com oito bancos com atuação no país. É esta empresa que estabelece as condições para a continuidade da entrega do país.

altAlterar a estrutura tributária em favor dos trabalhadores ou enfrentar as deformações da realidade fiscal são metas absolutamente afastadas do horizonte de decisões do ministério da Fazenda e da presidência da República.

altNas últimas décadas, a formação de conglomerados empresariais, novos ricos e a conformação de uma nova morfologia do sistema capitalista no país estão intimamente relacionadas ao negócio da dívida pública, e às vantagens de quem a administra.

 

altTenho constantemente defendido que a popularidade de Lula, o ex-operário e ex-presidente, não teria sido possível de se consolidar sem o fortíssimo apoio que mereceu da mídia dominante. Mídia não somente nacional, mas internacional.

altO que, por incrível que seja, é de fato a esperança do governo é a retomada dos investimentos, ou a elevação da taxa de investimentos, através das privatizações. Isto mesmo: para o governo, temos de dar um salto na competitividade sistêmica da economia, buscando remover os chamados “gargalos”. Para tanto, a grande solução encontrada são as concessões.

 

altNeo-centrão, em referência ao Centrão formado pela direita durante os trabalhos da Constituinte de 1988 para bloquear as conquistas exigidas pela cidadania. Este bloco se reciclou, se ampliou e tem hoje o PT como principal articulador.

altA presidente não somente evitou a utilização da palavra privatização, como fez questão de destacar que o Estado não está se desfazendo de nenhum patrimônio, para “fazer caixa” ou para abater dívidas.

altNão há nenhum indício de uma leve reversão que seja do quadro de desequilíbrio corrente das contas externas. Ao contrário, e os resultados de 2011 e deste 2012 demonstram claramente, há um crescimento cada vez mais robusto do déficit da conta de serviços.

altCom um governo fraco, refém político dos seus financiadores e mergulhado em sucessivas denúncias de corrupção, superlativizadas pela mídia dominante, o que mais chama a atenção é a total entrega do país aos ditames do capital privado financeiro.

 

altNo fundo, o que os signatários do manifesto parecem temer é o avanço de conclusões essenciais para a compreensão de toda a cadeia de comando real do Partido dos Trabalhadores.

 

altAbrindo mão do papel protagônico que deve guiar o Estado, em um país dominado pelo capital financeiro, o recrudescimento das atuais dificuldades do governo deverá ser respondido com maiores concessões ao capital privado.

altAvançamos nas aberturas financeira, comercial, produtiva e tecnológica, com acentuada perda de soberania em áreas vitais para o futuro. A desnacionalização da economia e a concentração são gritantes; a deterioração dos serviços públicos absurda. Contudo, para muitos vivemos uma aurora de novos tempos.