Correio da Cidadania

altO momento é decisivo, pois exige resposta urgente da sociedade: aproxima-se o ponto da irreversibilidade do processo de exploração predatória do povo brasileiro e de seus recursos naturais. Nos últimos 60 anos, a oligarquia mundial tem regido sucessivos golpes – com e sem participação militar – para desnacionalizar a indústria e impedir o desenvolvimento tecnológico do Brasil.

Este é o processo que culmina com o ataque mortal à Petrobrás e às empreiteiras nacionais, e está recebendo mais um impulso através da política fiscal – que vai cortar em 30% os investimentos públicos – e da política monetária que está elevando ainda mais os juros.

 

altA escolha estratégica pelo ajuste financeiro é o que define o caráter rentista da administração Levy&Dilma. O que se reflete até na geopolítica global, a começar pelo empenho brasileiro na consolidação dos BRICS e do processo criação do banco de investimentos do bloco.

 

altO tímido experimento desenvolvimentista do final do período Lula e, sobretudo, do primeiro mandato de Dilma sofreu um revés claro, sinalizando que doravante políticas mais convencionais e menos ambiciosas deverão preponderar.

 

altA queda de Eike não se explica apenas pelas opções equivocadas do empresário. Ela é também expressão do fracasso de uma estratégia na qual estavam todos envolvidos, governo, acionistas e executivos de grandes grupos econômicos.

alt“É uma companhia em melhor situação que as outras cinco grandes petrolíferas internacionais, lastreada em 84 bilhões de barris, e justamente por essa riqueza é tão atacada”.

altNa ânsia de cortar gastos, os setores conservadores começaram uma campanha midiática para criar a ideia de que a elevação dos gastos foi causada por fraudes no sistema. A presidenta Dilma embarcou nessa onda.

 

altSeja sob o atual governo,  manipulado para ceder mais, seja sob políticos mais intimamente vinculados ao império anglo-americano, como os do PSDB, trama-se a culminação do processo de desnacionalização e de destruição completa da soberania nacional.

altOs grandes veículos de comunicação, ao reduzirem a Petrobras à condição de uma empresa corrupta, apontam como solução a sua entrega – agora total – ao controle de pessoas ligadas ao setor mineral energético ou a bancos internacionais.

altSerão tais medidas, como cortar gastos à custa da classe trabalhadora, que na prática significam reduzir direitos, que conduzirão o país a uma maior justiça social? A uma maior igualdade na distribuição de renda?

altPor que políticas fracassadas são vistas como tecnicamente indispensáveis? O próprio Belluzzo prossegue: o objetivo delas não é sanar problemas econômicos, mas atender “os interesses do mercado financeiro”.

altAntes de qualquer corte de direitos de trabalhadores e aposentados, é preciso investigar o verdadeiro privilégio deste país: a questionável dívida pública. Os rentistas da dívida pública que devem ficar com 47% do orçamento de 2015.