Correio da Cidadania

Um sintoma característico da crise geral (catastrófica) do capital é o número de óbitos de empresas no início da sua fase mais aguda.

Segundo o FMI, os dois países devem sofrer também os maiores impactos econômicos, com quedas significativas do PIB.

É isso que explica José Eustáquio Diniz Alves, sociólogo, mestre em economia e doutor em demografia, entrevistado pelo Correio.

Curva em V da economia não existe e segundo semestre mostrará se previsões dos homens de mercado se sustentarão.

Em 2018 a Eletrobrás lucrou R$ 13,3 bi, mas seu presidente argumenta que privatização serve para combater o corona. Ele não teme o ridículo.

Daqui pra frente os capitalistas de todo o mundo sentirão mais intensamente o gosto amargo da lei do valor.

A única dúvida é se o desastre à frente assumirá a forma de uma estagnação prolongada ou a forma pura e simples de um colapso.

As consequências destrutivas da crise global serão potencializadas pelo acúmulo de contradições não resolvidas que se arrastam desde 2015.

O que levou séculos para se deslocar para o oeste, desde as Grandes Navegações, agora faz o caminho de volta em questão de décadas.

A população brasileira está prisioneira de um governo fundamentalista que obedece aos interesses da plutocracia.