A experiência fraturada de espaço e de tempo se espelha nas fraturas das identidades ocupacionais. O futuro de nossas cidades dependerá em grande parte de como reintegraremos personalidades fragmentadas, lugares fragmentados e vizinhanças fragmentadas.
As realocações de trabalho inter-regionais e internacionais (algumas vezes intercontinentais) dão a chave para a geografia da nascente divisão internacional do trabalho nos serviços eletrônicos (e-services).

Uma das ironias da atual situação é que a maioria dos empregos fixos é executada pelas mais errantes pessoas, enquanto os trabalhos mais errantes podem ser executados por pessoas com profundas raízes ancestrais no lugar em que trabalham.

O movimento sem precedentes de gente e de empregos ao redor do mundo tem coincidido com a quebra de muitas identidades ocupacionais.
O mundo testemunha o surgimento de imensas novas companhias dedicadas ao suprimento de serviços aos negócios, as quais são, com freqüência, maiores que seus clientes, multiplicando em suas próprias estruturas a divisão internacional de trabalho. Elas podem dividir o trabalho em âmbito mundial, trabalho que agora pode ser considerado paradigmático do “trabalho errante”, pois desliza maciamente entre equipes através do globo.
Do meio dos anos setenta em diante, quando as fábricas começaram a fechar, foram os trabalhadores imigrantes da Ásia do Sul, no Norte do Reino Unido; do norte da África, na França; da Turquia, na Alemanha; da América Hispânica, nos Estados Unidos; e da Coréia, no Japão, que suportaram a dureza dessa derrocada.