altA pressa para se aprovar este projeto de lei só se justifica se for compreendido que as petrolíferas estrangeiras estão contando com o Brasil oferecer muitos blocos do Pré-Sal em leilões, agora mesmo, enquanto todos os preços relacionados com o negócio do petróleo estão baratos.

 

altSe nosso país for uma nação soberana, que deve trazer o melhor bem-estar possível para seus filhos, então, a Petrobrás é uma ferramenta valiosa para a consecução deste objetivo. No entanto, se o Brasil for um país dependente das economias centrais, a Petrobrás, assim como todo Estado brasileiro, terá que servir a seus mestres.

altA meu ver, existe para o grupo de ambientalistas que é, de forma enfática, contra a geração nuclear, a triste notícia que está no título. Falo com relação ao médio e longo prazo.

altEu me preocupo com o xará do senador, José da Silva, o brasileiro comum. Em um exercício de abstração, gostaria de ver o José Serra congressista na Noruega, propondo ao povo que seu petróleo do Mar do Norte fosse explorado da mesma maneira que ele prega ao nosso Pré-Sal.

altO mais recomendável, neste momento, é a ANP passar um bom período sem fazer leilões, pois o Brasil não precisa entrar no mercado internacional para ajudar a baixar ainda mais o preço do barril. Enquanto isso, a Petrobrás pode aproveitar este tempo para se recuperar.

altO que aconteceu no setor petrolífero neste ano que finda foi somente mais do que sempre ocorreu. As petrolíferas estrangeiras insistiram em avançar sobre as nossas jazidas, em especial, sobre o Pré-Sal.

altCalma, governador Pezão! Não adira, tão rapidamente, ao projeto de lei do senador José Serra, PLS 131, que trata da retirada da Petrobrás da condição de operadora única do Pré-Sal.

 

altA total falta de solidariedade da elite, que quer o retorno à grande exclusão social do passado, é tão absurda quanto ilógica. Além de demonstrar não ter sensibilidade humana alguma, ela quer aplicar regras casuísticas, desde que um dos seus representantes chegue ao poder.

altNote-se que decisões energéticas, tomadas sem planejamento democrático socialmente comprometido, estão tão arraigadas na nossa visão de mundo que poucos reclamam delas e um número menor ainda ouve as reclamações. Um bom início de trabalho para os políticos se recuperarem perante a opinião pública é reescrever os objetivos da política nacional de energia, substituindo o artigo 1º da lei 9.478.

 

altObviamente, os objetivos da mídia convencional e dos políticos representantes dos interesses estrangeiros são forçar a Petrobrás a não ser a operadora única do Pré-Sal, não ter 30% de todos os consórcios firmados nesta área, não haver exigência de conteúdo local e até retornarmos ao modelo das concessões para a área do Pré-Sal. Ou seja, uma pauta bem antinacional.

 

altCom as mudanças na lei que regula a atividade petrolífera, ou as petrolíferas estrangeiras ganham ou a sociedade brasileira ganha. Não há a hipótese de ambas ganharem com uma mesma mudança.

 

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Estas são as empresas que, se o projeto do senador José Serra for aprovado, irão operar as novas áreas arrematadas do Pré-Sal, com as incumbências, dadas por lei e contratos, de declarar, após medição própria, o volume de petróleo produzido, o valor da sua exportação para a própria matriz, os custos envolvidos e, consequentemente, os tributos.