Como pensar a união de forças democráticas a partir de iniciativas das esquerdas se cada liderança parece jogar para seus fãs?

A dimensão moral está em primeiro plano, junto com a econômica, de Paulo Guedes, e entre elas caminha o punitivismo de Moro.

Fundação de partido com claro viés fascista atualiza desafios e coloca questões para as esquerdas institucionais.

Bolsonaro tem certeza que a morte não causa mais espanto. Aposta nesta certeza e pode se dar bem.

Não é cedo para afirmar que o mundo que teremos quando a pandemia passar será radicalmente diferente do que tínhamos há poucas semanas.

Eles me parecem fundamentais para politizar um cotidiano sociotécnico, mesmo que não façam mais nada além disso.

Contra o arsenal do novo poder constituído, temos iniciativas localizadas que ainda não se articulam de modo constituinte.

Temos de lidar com a hipótese de que ninguém quer assumir o governo brasileiro neste momento de possível desastre humanitário.

É hora de agir ou sofreremos todos as consequências, exceto os que são literalmente privilegiados, como juízes e parlamentares.

Não é só a economia: entrar no debate ético e moral do modelo social que queremos é indispensável.

A única esperança advirá da revolta a solapar o que já está falido. Só nos falta ver.