O rebaixamento de horizontes nos leva a acreditar em uma mera política de “gestão da barbárie” como saída do buraco.

Aparente domesticação de Bolsonaro reforça ideia de que projeto de governo dos militares avança.

Eleições mexeram pouco no jogo de forças. No entanto, futuro imediato trará imensas dificuldades para classe política.

Ao anunciar Haddad como pré-candidato, Lula causa furor entre a direita liberal e a esquerda, e teve o silêncio de Bolsonaro até aqui.

É difícil manter alguma serenidade na situação em que tomamos consciência de estar sendo parte de um experimento da política de morte.

O fazer político dos militares na esfera executiva é o elemento mais descontínuo das últimas três décadas e, agora, é o mais evidente.

Desarticulação das esquerdas e rendição da mídia liberal a militares e Guedes garantem margem de manobra para o presidente.

A aceleração do tempo atinge a todos. Pobres e classe média se expõem a diversas formas de exaustão e os ricos lucram como nunca.

Normalizamos a barbárie num ponto que, 100 mil mortos depois, a pandemia não nos trouxe novas possibilidades de superar o instituído em 2018.