Como pensar a união de forças democráticas a partir de iniciativas das esquerdas se cada liderança parece jogar para seus fãs?

A dimensão moral está em primeiro plano, junto com a econômica, de Paulo Guedes, e entre elas caminha o punitivismo de Moro.

Normalizamos a barbárie num ponto que, 100 mil mortos depois, a pandemia não nos trouxe novas possibilidades de superar o instituído em 2018.

Bolsonaro tem certeza que a morte não causa mais espanto. Aposta nesta certeza e pode se dar bem.

Não é cedo para afirmar que o mundo que teremos quando a pandemia passar será radicalmente diferente do que tínhamos há poucas semanas.

Eles me parecem fundamentais para politizar um cotidiano sociotécnico, mesmo que não façam mais nada além disso.

Frente Ampla bambeia sem Lula e Moro, o que faz desta um palco para a afirmação dos liberais na roupagem de uma nova direita.

Temos de lidar com a hipótese de que ninguém quer assumir o governo brasileiro neste momento de possível desastre humanitário.

É hora de agir ou sofreremos todos as consequências, exceto os que são literalmente privilegiados, como juízes e parlamentares.

Não é só a economia: entrar no debate ético e moral do modelo social que queremos é indispensável.