altA visão bonançosa ou condescendente da Casa Branca com o Planalto, concretizada no abrigo de uma democracia formal e no cumprimento estrito dos contratos financeiros, não desaguaria em concessões políticas em organismos mundiais de porte.

altEm termos práticos, a visita de Lula a Obama não providenciou ao Brasil ganho imediato algum, uma vez que o próprio presidente americano não concordava com o fim das barreiras alfandegárias para o biocombustível.

altNo momento, é possível especular que as negociações a partir da ótica de Washington não tenham tido Havana como único alvo, mas estender-se-iam a Caracas, debilitada pela incapacidade administrativa do bolivarianismo e pelo inexorável decréscimo dos preços do petróleo.

 

altNos primeiros dias após chegar à presidência, Obama havia referendado a permanência de Thomas Shannon na Secretaria de Assuntos do Hemisfério Ocidental, ocupante do cargo desde a saída de Noriega. Sua continuidade agradou o Brasil

altSem uma metamorfose interna em Cuba, não haveria sinalização por parte do Departamento de Estado de alteração de postura dos Estados Unidos. Todavia, qual caminho restaria a ser ratificado por Havana?

altSe considerada a longa duração, trabalhistas e socialdemocratas brasileiros ressuscitaram a prática econômica da República Velha (1889-1930), baseada, por sua vez, em linhas gerais na agroexportação e financeirização a partir do centro do capitalismo.

alt2014 não será possivelmente recordado como um momento venturoso na política externa norte-americana, não obstante o surpreendente anúncio de aproximação com Cuba. O centro do problema localiza-se no Oriente Médio e arredores, onde o extremismo não é contido de modo eficaz.

 

altO aguardamento de um convívio mais próximo entre Brasília e Washington nas primeiras semanas da administração de Obama não frutificou. No entanto, isto não desapareceria de imediato, dado que, no primeiro semestre de 2009, uma reunião de cúpula entre os países de toda a região ocorreria e poderia renovar a pauta do continente.

altA última crise econômica, a despeito dos deletérios efeitos em vigor, não suscita entre as grandes potências a vontade de reformar de fato as instituições globais. Nem mesmo no alvorecer da quebra.

altO país é obrigado a aceitar o auxílio de tradicionais rivais como Síria e Irã, com o propósito de conter o avanço do radicalismo. A presença iraniana representa mais um embaraço na intervenção norte-americana na região, por significar o fracasso do vultoso treinamento das forças militares iraquianas.

altParalelamente ao encaminhamento de problemas de aliados regionais, o Brasil desejava dos Estados Unidos a elaboração de uma política de desenvolvimento para toda a região. Enfim, mais atenção à economia, menos ao policiamento, por conta da preocupação com o narcotráfico.

altNa política externa, há naturalmente diferenças entre PT e PSDB, porém sem significar o comprometimento da estrutura interna com mudanças significativas, mesmo que a longo prazo.