Nunca defendemos o protesto massivo em tempos de pandemia. No entanto, atingimos o ponto do absolutamente insuportável: a perda de ar. 

A filósofa Déborah Danowski é a nossa entrevistada especial da edição Prospectiva 2021 e traz suas reflexões sobre este cenário.

O quadro é de fim de mundo, local e mundial, por isso mesmo não há tempo para saudosismos.

Lidaremos com problemas e desafios acumulados nos últimos anos com a adição da particularidade de 2020: o uso biopolítico da pandemia.

A língua portuguesa falhou miseravelmente em criar palavras de alto escalão que descrevam esse maldito ano; de positivo só a revolta.

Plano de vacinação do governo brasileiro é retrato perfeito de um projeto político vazio moral e intelectualmente.

Instituições e mídia estão nas mãos de pessoas que querem preservar o presidente enquanto a agenda neoliberal se mantiver.