Foi a lembrança das desventuras de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht a primeira reação que tive ao brutal assassinato de Marielle e Anderson.

A apreciação crítica dos erros do presente, tendo como referência os erros do passado, pode contribuir para evitar tragédias idênticas.

A crise capitalista parece se aproximar de novo surto de irracionalidade financeira e Trump continua empenhado em criar turbulências.

A burguesia voltou a mostrar sua caratonha de desnacionalizada, subordinada e dependente, além de antidemocrática e racista.

A ditadura aprofundou as distorções na infraestrutura, a exemplo da liquidação do sistema ferroviário e das estatais de navegação.

Desde 2010, época da “marola”, burguesias decidiram dar fim ao pacto de 1988. Mas o PT se recusou a enxergar o que saltava aos olhos.

A continuidade da derrota estratégica da esquerda brasileira pode ser considerada um sinal negativo para o futuro.

Apesar de alguns disparates historiográficos, a burguesia “brasileira” só começou a ganhar corpo no início do século 20.

Governo ilegítimo nos coloca contra a parede e no médio prazo será necessário um enorme movimento para um novo pacto social.

A experiência mostra que a burguesia está sempre pronta a apelar a soluções violentas para garantir a continuidade de seu poder.

A histórica diferença entre as crises estruturais de EUA e Brasil estão ainda mais evidenciadas desde 2008.

Pelo “milagre” e a consolidação do capitalismo dependente, os militares “obrigaram” os latifundiários a uma modernização.